Projeto 'Hip Hop contra dengue' promove a saúde
Um projeto inédito em Belém, que relaciona arte com saúde pública. Esse é o “Hip Hop contra dengue” que leva hoje ao bairro do Curió Utinga um dia de cultura hip hop com grafite e “batalha de MC’s”.
O alto índice de casos de dengue na capital chamou a atenção do grupo, que viu no avanço da doença, um alerta para a busca de uma forma de contribuição. “A realidade nos inspirou. Vamos utilizar o hip hop e seu elementos para falar sobre dengue e hepatite”, explica Alexandre Blanco, um dos coordenadores do evento.
Na programação, pela manhã, o grafite toma conta da Praça Castanheira, de escolas e hospitais do bairro. Os grupos e artistas + Grafite, Metal Arte Estúdio, Mike Cristian, Ratinhas Crew, Coletivo Cosp Tinta e Michel Farias elaboraram croquis e desenhos relacionados ao tema para executar nos espaços. Os participantes também promovem a introdução de jovens e crianças ao universo do grafite, mostrando a eles técnicas e materiais. Além dos artistas convidados, a coordenação do evento avisa que o espaço está aberto para os grafiteiros de Belém que quiserem contribuir.
Logo em seguida, às 14h, começa a “Batalha de MC’s”, onde os músicos disputam rima a rima, com composições próprias, para ver quem manda mais. A programação conta com DJs e dança de B-Boys (estilo de dança de rua, conhecido também como breakdance, geralmente apresentado ao som de hip hop).
No fim de tarde, às 16h, grafite, música e dança se juntam e encerram o evento, que tem grupos de diversos bairros, divulgando o trabalho do rap de Belém e da região metropolitana. Revolução do Norte, do Curió Utinga, Trilha do Canal, da Cremação, e os convidados RCI, de Icoaraci, 3R da Pratinha e Black, da Cidade Nova, são algumas das apresentações.
Para Alexandre, a importância do “Hip Hop Contra Dengue”, além de unir música e saúde, é informar a sociedade. “Queremos fazer uma ação interdisciplinar, onde possamos usar uma cultura de massa, que atinja a juventude para falar de um tema importante como a saúde pública. Percebemos que quanto mais o cidadão estiver informado, menos casos acontecem”, avalia o coordenador.
GRAFITE
São inscrições caligrafadas ou desenhos pintados feitas em paredes ou em espaços e suportes que não estejam previstos para este fim. Foi por muitos anos considerado contravenção, mas hoje é visto como uma forma de expressão e arte, já que aproveita espaços públicos para colorir as cidades.
HIP HOP
É uma cultura artística que teve início nos anos 70 em Nova Iorque, nas comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas. Existem quatro pilares na cultura hip hop: o rap, o DJing, a beakdance e a arte da grafitagem.
PARTICIPE
“Hip Hop Contra Dengue”. Hoje, a partir de 9h, na Praça Castanheira (Curió Utinga). Informações: 8395-7110/8858-1781 (Diário do Pará)
O alto índice de casos de dengue na capital chamou a atenção do grupo, que viu no avanço da doença, um alerta para a busca de uma forma de contribuição. “A realidade nos inspirou. Vamos utilizar o hip hop e seu elementos para falar sobre dengue e hepatite”, explica Alexandre Blanco, um dos coordenadores do evento.
Na programação, pela manhã, o grafite toma conta da Praça Castanheira, de escolas e hospitais do bairro. Os grupos e artistas + Grafite, Metal Arte Estúdio, Mike Cristian, Ratinhas Crew, Coletivo Cosp Tinta e Michel Farias elaboraram croquis e desenhos relacionados ao tema para executar nos espaços. Os participantes também promovem a introdução de jovens e crianças ao universo do grafite, mostrando a eles técnicas e materiais. Além dos artistas convidados, a coordenação do evento avisa que o espaço está aberto para os grafiteiros de Belém que quiserem contribuir.
Logo em seguida, às 14h, começa a “Batalha de MC’s”, onde os músicos disputam rima a rima, com composições próprias, para ver quem manda mais. A programação conta com DJs e dança de B-Boys (estilo de dança de rua, conhecido também como breakdance, geralmente apresentado ao som de hip hop).
No fim de tarde, às 16h, grafite, música e dança se juntam e encerram o evento, que tem grupos de diversos bairros, divulgando o trabalho do rap de Belém e da região metropolitana. Revolução do Norte, do Curió Utinga, Trilha do Canal, da Cremação, e os convidados RCI, de Icoaraci, 3R da Pratinha e Black, da Cidade Nova, são algumas das apresentações.
Para Alexandre, a importância do “Hip Hop Contra Dengue”, além de unir música e saúde, é informar a sociedade. “Queremos fazer uma ação interdisciplinar, onde possamos usar uma cultura de massa, que atinja a juventude para falar de um tema importante como a saúde pública. Percebemos que quanto mais o cidadão estiver informado, menos casos acontecem”, avalia o coordenador.
GRAFITE
São inscrições caligrafadas ou desenhos pintados feitas em paredes ou em espaços e suportes que não estejam previstos para este fim. Foi por muitos anos considerado contravenção, mas hoje é visto como uma forma de expressão e arte, já que aproveita espaços públicos para colorir as cidades.
HIP HOP
É uma cultura artística que teve início nos anos 70 em Nova Iorque, nas comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas. Existem quatro pilares na cultura hip hop: o rap, o DJing, a beakdance e a arte da grafitagem.
PARTICIPE
“Hip Hop Contra Dengue”. Hoje, a partir de 9h, na Praça Castanheira (Curió Utinga). Informações: 8395-7110/8858-1781 (Diário do Pará)




