
Gabriel o Pensador é um dos maiores nomes do Hip Hop Brasileiro. Ainda hoje é descriminado pelos puristas, não por ser branco, mas porque é de classe média. Na verdade, isso nunca interessou muito, porque continuou a fazer música até hoje.
As suas canções falam de política e corrupção e mantêm-se sempre actuais. Gabriel O Pensador é o mais popular rapper brasileiro, projectando a sua música (e letras) muito para lá do Atlântico. Tô Feliz (Matei o Presidente) foi o primeiro sucesso de Gabriel e fez com que a Sony Music reparasse nele e o contratasse. Em 1993, lançou o 1º álbum Gabriel o Pensador.
Gabriel o Pensador, trazia as músicas Lavagem Cerebral, Retrato de um Playboy e Lôraburra. Apesar de ter um som divertido, os mais atentos percebiam a mensagem de cada letra, uma critica moral ao estilo de vida de alguns jovens brasileiros.
2 anos depois, em 1995, o álbum Ainda É Só o Começo gerou polémica com a música FDPs. O Pensador sabia o que dizer na hora certa e isso incomodou muita gente, as criticas eram cada vez piores.
A sua carreira ganhou mais reconhecimento quando lançou o disco Quebra-Cabeça, que vendeu mais de um milhão de cópias. A divertida 2345meia78, Cachimbo da Paz (com o grande Lulu Santos) e Festa da Música foram as principais faixas que marcaram o álbum.
99 trazia o Nádegas a Declarar, com participações de Lulu Santos mais uma vez, em Astronauta, Fernanda Abreu em Nádegas a Declarar e Daniel Gonzaga em Nâo Dá Pra Ser Feliz. Outro sucesso de Gabriel.
Em 2001, Gabriel decide dar um toque mais pesado ao álbum Seja Você Mesmo Mas Não Seja Sempre o Mesmo e juntou um pouco de rock. As criticas ao sistema brasileiro continuavam fortes, como na música Até Quando, onde ele incentiva o povo a mudar e a não ter medo. Se Liga Aí e Tem Alguém Aí também foram bem aceites.
Depois de tantos sucessos, estava na hora de juntar tudo num só cd/dvd. Em 2003, lançou o Mtv Ao Vivo, com os maiores sucessos da carreira e as inéditas Retrato de Um Playboy, Parte 2, Mandei Avisar e Cara Feia.
Cavaleiro Andante foi o sétimo disco, lançado em 2005. Este álbum era marcado por suas letras fortes e elaboradas. Tudo na Mente, Sem Neurose e Sorria foram os grandes destaques do CD.
Em 2008, saiu Como Um Vício. Neste álbum podes ouvir sucessos como Tô Vazando, Cantão, FDP, + 1 Dose e muitos outros sucessos que consagraram Gabriel como um dos melhores Mcs do Brasil.
Na última semana Mv Bill esteve em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina para mais um show. Mandrake, diretor do Portal Rap Nacional, aproveitou a passagem do rapper pela cidade e articulou uma entrevista com o Jornal Diário do Litoral, o DIARINHO, no qual ele é Editor de Artes.
A entrevista foi publicada na edição especial de sábado e domingo, 15 e 16/08, no caderno “Entrevistão”. Agora, o Portal Rap Nacional traz com exclusividade a entrevista para o público do RAP.
Um dos rappers mais conhecidos do país, MV Bill não tem papas na língua. Dono do próprio selo, alternativa que encontrou para conseguir fazer frente às grandes gravadoras e vender dvds ao preço de R$ 5, o cantor ficou nacionalmente conhecido com o livro Falcão Meninos do Tráfico, um contundente relato pessoal sobre o universo dos meninos que trabalham no tráfico de drogas em diversas partes do país.
O Mensageiro da Verdade — significado da sigla inicial de seu nome — acredita que para resolver o problema das drogas no país é necessário educar a população antes de falar em discriminação. "Acreditando que se não houver uma melhor distribuição de renda no Brasil “estaremos muito mais próximos de uma luta armada do que de uma convivência harmônica”, o rapper ainda se estressa quando questionado sobre a polêmica levantada por Diogo Mainardi, colunista da revista “Veja”. No texto, o colunista afirma que os direitos autorais do livro Falcão: Mulheres e o Tráfico, pertencem à fornecedora da Petrobras, a R.A. Brandão Produções Artísticas. A fornecedora teria recebido R$ 4,5 milhões da estatal para tocar projetos como o de Bill, lançado pela editora Objetiva. De acordo com o rapper, ele apenas usou as notas da R.A. Brandão, mas detém os direitos autorais do livro.
Conhecido por seu engajamento social com comunidades carentes do Rio de Janeiro, em especial a Cidade de Deus, onde cresceu, o organizador da ong Cufa (Central Única das Favelas) conversou com os jornalistas do DIARINHO, Adão Pinheiro e Tamara Belizário, e o fotógrafo Felipe Vieira Trojan, sobre como anda o rap nacional e o seu novo trabalho, o dvd Despacho Urbano, em que apresenta rimas novas com a roupagem rock’n’roll.
DIARINHO - Você foi o fundador da Central Única das Favelas (Cufa). Que tipo de trabalho a entidade realiza e quais os resultados práticos?
MV Bill – Fui um dos fundadores, mas não o único. Foi junto com Celso Athayde e Nega Gizza, também rapper. A intenção era praticar aquilo que a gente só cantava em letras de rap. Sentimos a necessidade de fazer alguma coisa na prática para poder complementar a música. Hoje, os trabalhos da Central Única das Favelas (Cufa) não se limitam somente à cultura hip hop. Aliás, o hip hop é uma das coisas que a gente quase não trabalha dentro do nosso projeto. A gente ficou muito mais preso às questões sociais. Entre as atividades desenvolvidas pela Cufa, há cursos e oficinas. São diversas ações promovidas nos campos da educação, esporte, cultura e cidadania, com mão-de-obra própria. Tem prática esportiva como o basquete de rua, skate, dança, teatro, computadores ligados à internet, sem contar os eventos que organizamos no Brasil inteiro, que não são necessariamente os voltados às questões sociais. Tem, por exemplo, a Liga Internacional de Basquete de Rua (Liibra), que envolve comunidades de todas as regiões do país e que não precisam, necessariamente, estar fazendo algum tipo de curso em uma das bases da Cufa. [Vocês fazem intercâmbio com outras comunidades?] Envolvemos jovens que são membros de outras organizações, que acabam sendo parceiros.
DIARINHO -Você acabou de lançar um dvd chamado Despacho Urbano, que é uma versão rock das suas músicas. Por que tu escolheu o rock?
MV Bill – Eu até tava trazendo o dvd para deixar pra vocês. O voo passava por São Paulo, onde pretendia pegar os dvds, mas no meio do caminho o piloto decidiu ir direto pra Curitiba. Aí não deu pra pegar os nossos dvds. É phoda. Mas assim, na minha opinião, o rock e o rap são dois estilos musicais que trazem uma mensagem que pode atingir os jovens. O rock há muito mais tempo, porque é mais velho. São dois ritmos que, ao meu ver, movem a juventude mundial há algum tempo, há algumas décadas. O encontro dos dois já se deu em outros momentos. Não é uma novidade, rap com rock é apenas novidade dentro do meu trabalho, quando eu trago a minha versão. Isso não vai fazer com que eu abandone o hip hop, que continua sendo a minha vertente musical principal, mas misturar com outros ritmos acaba trazendo uma nova sonoridade. Nesse dvd, além dessa combinação musical presente em cada uma das músicas, tem também toda a minha videografia, todos os meus videoclipes, ou seja, o rap também está presente. É só uma forma de trazer uma nova sonoridade, buscar um som diferente e até na forma de vender também, a preços mais acessíveis, a R$ 5. Quando o preço tem uma variação, ele vai no máximo a R$ 8, pra não passar desse valor. E botar dvd a R$ 5 é uma forma de combater os preços abusivos das grandes gravadoras.
DIARINHO – Você chegou a cantar samba enredo. O que te levou a cantar rap?
MV Bill - Na realidade, eu já era um cantor de hip hop, mas meu pai que me puxou para o samba. Não é a minha praia. Interpretei um samba para meu pai, completamente sem jeito. Acho que foi muito mais por medo de ele ficar puto comigo e deixar de dar o nosso dinheiro, pois ele já era separado de minha mãe. Bom, foi para fazer uma vontade do meu pai, mas contra a minha vontade. Não curti a experiência, não.
DIARINHO – Santa Catarina tem uma forte colonização europeia, de base alemã e italiana, principalmente no Vale do Itajaí. É diferente fazer rap aqui do que no Rio de Janeiro? Tu sentes alguma diferença quando vem cantar aqui?
MV Bill - Na verdade não, cara. A única diferença que eu sinto é que as pessoas, às vezes, dão mais atenção do que nos lugares onde as pessoas necessitam mais ouvir a mensagem. [Dá pra dizer, então, que o catarinense entende melhor a tua música?] Não, não diria que o catarinense no geral, mas como você está falando de Itajaí, que é uma realidade completamente diferente da minha, da Cidade de Deus, por exemplo, eu sinto uma diferença. Quando eu chego em Itajaí e chego em outros lugares, até em Balneário Camboriú também, que é próximo daqui e tem uma plateia completamente diferente da que eu tô acostumado, noto essa diferença. Primeiro dá um espanto, né? Ver pessoas de uma outra classe social, de uma outra cor de pele, ouvindo as minhas músicas. Mais espanto ainda quando eu vejo que existe uma compreensão, me espanto mais uma vez quando eu vejo que eles estão curtindo, às vezes muito mais que os meus vizinhos da Cidade de Deus. Isso me fez rever alguns conceitos. No início, eu fazia a minha música prioritariamente para o lado dos pretos e de favela. Foi quando eu percebi que muitos desses jovens tavam muito mais antenados com o que tava rolando no funk, com o que tava rolando de drogas, com o que tava rolando na rua do que com a minha música. Eu percebi que não devia mais podá-la, tinha que deixá-la livre, deixá-la tocar para quem tivesse a fim de me dar atenção. Ainda que eu chegue a alguns lugares e a plateia seja majoritariamente de jovens não-favela, não-pretos, não-periféricos, eu acho que a mensagem não é invalidada. Acho que, de alguma forma, ela continua sendo assimilada, se a gente tiver, no futuro, jovens dessas mesmas classes que já são dominantes, mas jovens que ainda vão assumir o poder. Como negros, teremos ainda mais duas ou três gerações pra poder ter um número de pessoas que possam concorrer com as mesmas oportunidades. Discutindo os problemas sociais estaremos dando um grande passo. Se eles forem ocupar esses cargos mais uma vez, que são heranças de seus pais, e nessa ocupação eles tiverem um pouquinho de consciência social, racial, dá diferença de renda que nosso país tem, a gente pode ter, pelo menos, pessoas mais humanas, que podem fazer com que a riqueza seja distribuída de outra maneira.
DIARINHO - O fato de uma pessoa morar na favelas já é motivo para discriminação, principalmente no Brasil. Como mudar essa realidade?
MV Bill - A gente vem fazendo isso há muito tempo. Venho fazendo isso através da música. Tento buscar um equilíbrio entre a música e o projeto social. Nos projetos sociais que a gente realiza, embora não tragam essa marca racial, é visível a valorização do negro, principalmente por trabalhar dentro de favelas e lidar com questão social. Automaticamente, a maioria das pessoas que a gente atende é afrodescendente. A gente acredita que não é cobrando ou apontado culpados que vamos conseguir reverter esse quadro e trazer soluções. Mas quando a gente arregaça as mangas e mete a mão na massa, começamos a dar uma pequena contribuição. Embora eu já tenha percebido pequenos avanços, a gente ainda tá muito longe, muito aquém do que seria o ideal.
DIARINHO -Você tem ou teve algumas atitudes que são consideradas extravagantes e uma delas era dar entrevistas só na Cidade de Deus e usar o pseudônimo Alex Pereira Barbosa, como nome alternativo. Qual razão para esse comportamento?
MV Bill - Bom, no nome tem só que acrescentar o Ebinaldo ali no meio. Acrescentando o Ebinaldo tá tudo certo. Em relação à Cidade de Deus, isso era porque eu viajava menos. E eu metia uma certa marra quando as pessoas queriam fazer entrevista. Eu dizia que só falaria na Cidade de Deus. Isso foi uma forma que eu encontrei de levar a imprensa pra dentro da Cidade de Deus sem ter um corpo no chão, sem ter uma tragédia. Isso me ajudou a fazer com que a Cidade de Deus começasse a circular também na página cultural. Não deixou de sair da policial, mas começou também a passar na página cultural. Hoje, por conta da vida que tenho, faço entrevista aqui em Itajaí, então não tenho muita opção, não dá pra eu levar vocês pra Cidade de Deus (risos). Mas naquele início foi uma marra, na tentativa de mostrar que, embora seja um local violento, a gente também faz cultura. [Não é só bandido que mora aqui...] Exatamente. [Tu ainda mora na Cidade de Deus?] Moro na Cidade de Deus. Nasci lá por conta do acaso, dos projetos de vida programados pros pretos no Brasil, mas hoje eu vivo lá por opção. Depois que consegui grana, consegui status, fama e visibilidade, eu achei que seria justamente nesse momento que a Cidade de Deus ia precisar mais de mim, depois de estar famoso. Aí, hoje eu vivo lá por opção.
DIARINHO - Qual foi o resultado do livro e documentário Falcão - Meninos do Tráfico, que conta a história de 17 meninos envolvidos com o tráfico de drogas e suas vidas em diversas favelas. Dos 17, apenas um sobreviveu?
MV Bill - Cara, tipo assim, eu não esperava que o documentário fosse mudar uma realidade que tá instalada desde o fim da escravidão, quando teve a divisão do país em dois tipos de classe social. Um grupo ficou com a riqueza e o outro sem nada; nesse caso, os negros. Se você vai ficar sem nada, vai ter que trabalhar pra gente. Naquele momento, já ficou estabelecido duas posições que estão se perpetuando até os dias atuais: patrão e empregado. Essas posições não conseguem ser modificadas. Acho que o documentário veio lançar uma luz nessatreva, que é o assunto democracia racial, que a gente trata como se fosse um tabu. Eu acho que a nossa contribuição foi dar visibilidade às questões sociais e raciais. Trouxe o assunto à tona. A gente conseguiu botar favela e periferia na pauta das discussões mais importantes, mas acho que a mudança tem que ser conjunta. Claro que tem a nossa contribuição para discussão. Tem o que a gente faz para tentar reverter, mas acho que falta muito mais vontade, principalmente do poder público. Falta uma vontade política, falta uma sociedade mais igualitária, falta ainda uma sociedade mais humana, que olhe para essa situação com um olhar sem tanto preconceito. [Seria medo de perder o espaço?] Acho que é um pouco disso também, cara. Acho que tem muita gente que se sente numa posição cômoda, privilegiada por fazer parte de uma elite, só que precisamos lembrar que o Brasil é um país do tamanho de um continente e que a riqueza está retida nas mãos de uma minoria. Se essa distribuição de renda não chega a todas as categorias, a gente tá muito mais próximo de uma guerra civil do que de uma convivência em harmonia.
DIARINHO – Você foi vítima este ano dos ataques de Diogo Mainardi, que o acusa de ter recebido dinheiro da Petrobras através da R.A. Brandão Produções Artísticas e Guanumbi Promoções. Qual a explicação para essas denúncias?
MV Bill - Explicação não tenho a dar. As explicações, elas surgiram através das palavras das pessoas, que foram insinuações cheias de maldade. A R.A. Brandão existe, o dono já apareceu. A gente tá pegando a tentativa de maldade e transformando em uma discussão de verdade. A mesma acusadora também recebeu notas da mesma R.A. Brandão, você sabia disso? [Não?]. Como eu não sou dono da revista, eu não tenho como mostrar com a mesma visibilidade como fui acusado. [Na nossa pergunta, a gente falou que você foi vítima].. Pô, nem percebi o vítima no meio (risos) de tão foda que é. Mas assim, acabou ficando claro para todos que foi uma tentativa maldosa, na minha visão, preconceituosa. A R.A. existe e quando o advogado da Brandão botou no jornal O Globo uma carta dizendo que prestava serviços ao Grupo Abril, ao qual pertence a Veja, na semana seguinte a coluna do jornalista não veio. Simplesmente a revista não falou mais nada. E que acusação é essa que não tem fundamento? Uma acusação como essa tem que me prender. Se eu tô errado, eu tenho que ser preso, investigado. Minhas contas tão todas abertas, declaração de imposto de renda, tá tudo à disposição e quando bateram de cara na parede e perceberam que era um tiro no próprio pé, se calaram. Vocês são da imprensa, mas eu particularmente acredito que existe uma parcela da imprensa que é muito suja, que ganha com a especulação. Uma matéria totalmente montada na base do achismo e do denuncismo. O que eu achei curioso é que na mesma matéria ele fala da Fórmula 1, ele fala da Fórmula Indi e ele fala do Banco Itaú. Cara maluco, e se eu continuei no prato principal, fiquei pensando, devo ser a única instituição com moral nessa porra. Porque as pessoas só ficam com rabicho. O Itaú, ah o Itaú phoda-se. A fórmula Indi? Que se phoda. O MV Bill não. Então, acho, o que me pareceu foi isso, né cara, que eu sou o único cara com moral.
DIARINHO - Hoje você tem participado de campanhas antidrogas. Qual a relação que você tem com as drogas?
MV Bill - Se eu uso drogas (risos)? Fala aí cara, é isso que tu tá me perguntando… As campanhas têm que ser mais na linguagem dos jovens, acho que às vezes esse tipo de campanha fica distante da realidade, na verdade. Eu vejo muita gente pedindo descriminalização, às vezes legalização. Eu penso que esse é um caminho muito perigoso, porque em países que têm uma tolerância maior com as drogas, antes eles deram educação para as pessoas terem conhecimento. Se você pensar em trazer a discussão sobre as drogas já pensando em legalizar ou discriminalizar, antes de pensar em educação, me parece que você está colocando a carroça na frente dos cavalos. Eu vejo que hoje o mais importante é dar educação para as pessoas. Depois de um povo educado, aí sim a gente vai poder ter uma discussão aberta, legal, sobre legalização, sobre prevenção, tratamento para quem precisa. Eu tenho participado atualmente de algumas campanhas, principalmente no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Porto Alegre, que são relacionadas ao crack, que é uma droga que vem devastando o Brasil, principalmente as periferias. É uma droga que só passou a ganhar a atenção das autoridades, da população, quando esse mesmo crack deixou de ser um problema só das favelas e passou a ser problema também em bairro nobre. Eu lembro que em Porto Alegre só depois de um jovem matar, acho que a mãe, a irmã e se matar, por conta da abstinência do crack, isso se tornou um problema estadual. Então hoje eu tenho me dedicado a campanhas contra o uso das drogas em oportunidades que muitas vezes não têm shows, que às vezes não têm renumeração, mas é uma maneira de contribuir.
DIARINHO – Ainda dentro da questão drogas, no seu entendimento, dá para resolver a questão do aumento do consumo?
MV Bill – Assim cara, porra, nesse momento o que mais me preocupa é o crack. É um droga muito forte, que causa dependência muito rápido e deixa um rastro de destruição pelos lugares que vai passando. Quando eu vejo os números que o crack tá alcançando eu fico preocupado, porque não consigo ver uma solução a curto tempo. Eu vejo algumas autoridades ainda batendo cabeça, que parece não ter conhecimento de como o crack está se alastrando, dos efeitos, de como é produzido, então me dou conta que está muito distante de uma solução. Eu vejo que é mais uma guerra que vamos ter que enfrentar. A gente tá se antecipando, indo a algumas cidades, inclusive aonde o crack não chegou com tanta força para desenvolver um trabalho preventivo, não só um trabalho punitivo.
DIARINHO - O cantor Seu Jorge disse recentemente em uma entrevista ter sido vítima de racismo em vários países. Ele inclusive deixou de vender seus discos em alguns países. Como você lida com o racismo?
MV Bill - Bom, só se surpreende com o racismo quem tá alheio a ele, quem tá pisando com sapato de cristal. Mas pra quem vive a realidade diária, que tá com esse assunto em pauta, não vive uma paranoia achando que tá sendo discriminado, mas tá escolado quanto a isso. Não se espanta quando vê. Eu achava que, antigamente, racismo era falta de educação. Não é. É um troço que tá na veia, é um sentimento. Quanto a isso, não tem nem o que mudar. Às vezes eu achava que, bem no início da minha carreira, a gente deveria pedir mais respeito das pessoas brancas, pedir mais oportunidade. Eu peço poder pros pretos. Peço a você, meu irmão, você que é preto vá estudar, vai fazer faculdade, se forme, ocupe um bom espaço de destaque, que pra mim você já vai estar fazendo a revolução. É a tua evolução que é a nossa revolução em conjunto. Mas tem que ficar ligado que existe o racismo. [Tu sente alguma diferença do Rio de Janeiro aqui pro sul, por onde você viaja, da relação das pessoas com o racismo?] Bom, o meu estado, a minha cidade, é uma das mais racistas do Brasil. É um dos lugares que mais me decepciona toda vez que eu chego. Já aconteceu um caso comigo de racismo na Zona Sul carioca, que é impressionante. A polícia carioca é muito racista, apesar de terem muitos pretos dentro da corporação, acho que é uma coisa de ensinamento mesmo, de treinamento, que leva o policial a ter essa cabeça preconceituosa. Os hotéis, no Rio de Janeiro, tão no meu ranking pessoal entre os primeiros na questão racial.
DIARINHO – Qual o seu envolvimento com a comunidade onde você nasceu?
MV Bill - Meu envolvimento com a Cidade de Deus é total, cara. Não sou líder comunitário. Não sou a pessoa que bate o martelo nas decisões, mas eu tenho um envolvimento sentimental com a comunidade, olhando para o meu próprio projeto que é a Central Única das Favelas (Cufa), que tem uma base lá dentro, mas percebendo que têm outros vários projetos importantes na comunidade. Estou sempre à disposição da comunidade.
DIARINHO - O rap sempre foi conhecido pelo estilo de música em que a questão social e política vêm bem à tona. Qual a tua avaliação do rap nacional? Vem surgindo gente nova e boa?
MV Bill - A Cufa tá promovendo um festival chamado RPB, RPB Festival, rap popular brasileiro. Assim como a Liibra, que é a Liga de Basquete, esse festival tá sendo feito em várias capitais do Brasil. E é uma tentativa de trazer novos nomes à cena, que tá precisando de um frescor, de renovação musical. Entre esses novos nomes, eu posso citar pra você, por exemplo, Romeu R3, um garoto do Rio de Janeiro, de 17 anos, muito bom; tem um grupo do Rio Grande do Sul chamado Rafuagem, que também é muito legal; tem um menininho, de São Paulo, que eu não lembro o nome dele. Mas são pessoas, são grupos, são jovens que talvez demorem um certo tempo para ter visibilidade e aí, analisando a cena atual de quem tá aqui, dos manos que já tão aí, tô sentindo uma certa fraqueza, apesar de eu, como Bill, viajar, estar tocando em vários lugares e tal, eu sinto que o hip hop como conjunto, como coletivo, tem andando de forma meio arrastada. Porque a gente, na minha avaliação (e eu posso estar completamente enganado), disputa um produto internacional, que é o hip hop americano. O funk carioca não disputa com nada, quando você fala, ah, Miami Base, que eles chamam de funk carioca, é um tipo de hip hop que se fazia na região da Flórida, em Miami, que não se faz mais. Então o funk carioca não disputa com nenhuma vertente internacional. Já o hip hop não. O hip hop disputa de uma forma muito desleal com a vertente gringa, que é mais dançante, mais sensual, apelativa, mais comercial, passa na televisão, toca em tudo quanto é rádio. Então as pessoas exigem que, no mínimo, façamos música com boa qualidade e têm muitos grupos que não tão fazendo música boa, em termos de produção, de letra, o hip hop aqui, principalmente. São Paulo começou a assumir uma coisa de banditismo assumido, o que não é bom, começou a mostrar que é mais legal ser malandro. Aí você vai em algumas periferias e vê moleque pequenininho já com marra de malandro, querendo imitar o grupo que ele gosta. E não é isso que eu quero pregar. Eu quero que o jovem que vá pro meu projeto, não fique com marra de bandido para ser respeitado. Quero que seja respeitado pela tua cabeça, pelo teu conhecimento, então no nosso projeto a gente atende uma porrada de gente que não gosta de hip hop, mas entende a importância de se informar, de evoluir e mudar a sua própria vida. Eu torço pra que 2010 seja um ano melhor pro hip hop em conjunto. Pra mim, MV Bill, 2009 tá sendo ótimo, 2008 foi legal, mas em conjunto pro hip hop eu quero melhorias pra 2010, melhorias essas que dependem somente do próprio hip hop.
DIARINHO - O crime organizado hoje tá espalhado, presente em todas as regiões do Brasil. Até tu se admirou quando foi escrever o livro, subiu nas favelas e viu que não é só no Rio de Janeiro. Como que tu vê o crime organizado?
MV Bill - Bom cara, eu acho que o crime só se organizou porque o poder público deixou que esses lugares onde o crime se instalou durante anos ficasse organizado. A desorganização do poder público permitiu que o crime se organizasse. A ausência do poder público fez com que o crime se instalasse. Vou usar um exemplo pra vocês daqui de Santa Catarina. Eu relato isso no livro Cabeça de Porco, que é o primeiro que eu fiz em parceria com o Duarte Soares e o Celso Athayde. Foi uma das primeiras visitas que eu fiz à Santa Catarina. Em Florianópolis, foi o primeiro lugar que eu achei estrutura de tráfico de drogas igual do Rio. Fogueteiro, barricada, linguajar. O rapaz que na época era o chefe do tráfico que nos recebeu tava com uma espada na cintura, semelhante a que o Elias Maluco matou o Tim Lopes (jornalista assassinado pelo tráfico no Rio de Janeiro). E quando eu fui falar desse meu espanto nos jornais em Floripa, as autoridades da época disseram que eu tava equivocado, e que Floripa não tem favela, tem concentração de pobreza. Bom, chama do jeito que quiser, tá lá. Quando tem esse tipo de descaso, esse tipo de desatenção, esse tipo de menosprezo, faz com que o crime cresça cada vez mais. Então, infelizmente, no Brasil inteiro, o crime chegou, se instalou e cresce. Tá em cidades onde têm menos visibilidade, tipo, o interior de Goiás, as cidades satélites de Brasília, outras cidades do Nordeste, tipo Alagoas, têm menos visibilidade, não moram celebridades nesses lugares. A grande imprensa não mostra, mas morre muita gente. Proporcionalmente, Recife é muito mais violento que Rio e São Paulo, cara, só que lá não mora celebridade, lá não tem emissora de tevê instalada. Então o que acontece lá é problema daquela cidade. Às vezes, um tiroteio em Ipanema, sem nenhuma vítima, tem muito mais repercussão que uma chacina em Salvador onde morrem cinco jovens sem nenhum antecedente criminal. [Então, tu acha que o jovem vai pro crime pela falta de posição do governo?] Não, eu não usaria isso como justificativa, porque também é uma maldade e uma coisa muito cômoda, mas acho que contribui. Não tem oportunidade, não tem lazer, não tem direcionamento, não tem uma presença, não tem um alento, não tem uma luz, não tem a quem procurar, acaba contribuindo pra quem tá com a cabeça vazia. Mas eu não costumo usar isso como justificativa, porque a maioria dos jovens não tem as mesmas oportunidades e não entra pro crime. Vão estudar, vão buscar vencer de outra maneira. Aí tem essa parcela, que não é grande, é minoria absoluta, mas que exerce um grande domínio sob a comunidade porque tem armas.
DIARINHO - Quais são os seus projetos para 2009 e como foi a participação no filme sonhos roubados?
MV Bill - Além do dvd, que é uma coisa atemporal, que a gente não tá com pressa de fazer esse show de rock, que não apresentamos em lugar nenhum ainda, só entregamos para as pessoas, eu tô finalizando um cd chamado Caus & Efeito, que eu devo até tocar umas músicas hoje aqui – (a entrevista foi feita no dia 7, data da apresentação em Itajaí) –, que sai em outubro pelo meu selo. É um cd com músicas inéditas, no qual eu vou investir em músicas de rap misturadas com violino (faz movimentos de quem tá tocando um violino). Tem também o filme da Sandra Werneke, que foi uma experiência muito bacana (Sonho Roubado), que sai agora no segundo semestre, ainda sem data. Vi uns trechos, uns pedaços e ficou bem legal e estamos aprontando para o ano que vem, Celso e eu, um outro livro, mas um livro que talvez vire um roteiro, que é um livro falando um pouco da minha vida, um pouco da vida do Celso. Nele vamos fazer o cruzamento de histórias até a gente se encontrar e a gente tá pensando seriamente em roteirizar esse trabalho.
RZOInformação geral
Origem São Paulo
País Brasil
Gêneros rap, hip hop
Integrantes atuais:Sandrão,Helião,DJ CiaPeríodo em atividade década de 1980 - atualmente
O RZO vem de uma rapa de tempo, morô mano, onde que o Helião formou o nome do grupo e lançou uns parceiros das antigas. Aí, depois de alguns anos, nós vamos se trombar em cima do
morro, morô mano, em Pirituba, aí nós fizemos essa aliança e hoje nós tamos aí junto com a rapaziada fazendo shows por aí. HeliãoRZO Um dos maiores ícones do RAP brasileiro, o rapper Helião além do seu grupo RZO é também responsável por grande parte dos talentos dessa nova geração. Considerado dentro da cultura Hip-Hop um dos grandes rimadores do pais, Hélio começou a cantar RAP em 84, em Pirituba zona oeste de São Paulo. Na época influências como Whodini, Fat Boys, Mantronix e lendário Run DMC , inspiraram o mano de Pirituba a mostrar que o gueto tem muito talento. Rua, som e realidade das periferias de São Paulo fizeram ele gravar seu primeiro RAP “Já tinha feito umas 5 músicas, mas o primeiro rap a ser gravado foi o "Pobre no Brasil só leva chute" produzido pelo Dj Cuca para a coletânea "Rappers e Irmãos" em 93.” Relembra Helião. Apesar do primeiro RAP ter saído só em 93, Helião é da velha escola “...mano o primeiro Rap que ouvi, na versão brasileira foi "Melô do Bastião" de Mike & Dj Bacana, ai me deu a idéia de fazer também, isso foi 2 anos antes do Thaide com "Corpo Fechado"” recorda resgatando suas influências. O grupo que colocou Helião nas ruas foi o RZO. No começo ao lado de Sandrão começaram a abrir os shows do então renomado grupo da zona leste Consciência Humana, assim o grupo foi ganhando experiência e publico em todas periferias de São Paulo. Logo o nome do RZO apareceu na cena paulista como uma grande novidade no estilo de cantar RAP, com levadas diferentes e músicas como "Pirituba” e “O Trem" fizeram sucesso nas rádio e foram convidados a gravar um single pela gravadora Porte Ilegal em 1996. O som é “O Trem” na voz de Helião, Sandrão e Negra Li virou hino e destacou o grupo “Foi muito bom se destacar naquela época , pois já era um sonho antigo. Teve vários bons momentos com os grupos; Consciência Humana & HC , Possemente Zulu , Potencial 3 , Sistema Negro , Baseado nas Ruas , Comando DMC , Racionais e outros.” Helião que nasceu na Bahia veio morar em Santos com 2 anos de idade e logo sua família se mudou para a periferia de São Paulo, mais precisamente Pirituba. Onde começou a cantar rap mas foi quando encontrou seu parceiro Sandrão que o sonho começou a se firmar “O RZO já existia antes de conhecer o Sandrão mas ele foi a pilha q faltava pro grupo sair do anonimato.” Explica. Sandrão trouxe as influências do rap norte americano, mais precisamente de um grupo o WU Tang Clan, que além de um grupo era uma família que reunia vários rappers. “E isso nos deu a idéia de uma família com vários talentos diferentes.” E com certeza isso se concretizou com o RZO, Helião & Sandrão aproveitando a boa fase do grupo, colocarm nos show talentos como Negra Li , Dj Cia, Função RHK, DBS, NegroÚtil , Sabotage, Nego Vando, Calado , Dom Pixote (U-Time), Dina Di entre muitos outros que passaram pelo RZO e na laje da sua casa ensaiavam trocavam idéia e desenvolviam seu talento e ganhavam visibilidade colando na banca mais nervosa de rappers do Brasil. Sobre o começo do grupo Helião relembra “Um dia eu estava sentado em frente de casa o Sandro passou e se apresentou...a idéia inicial era fazer samba, outro dia estávamos no rolê ai eu cantei um trecho de um rap meu, o Sandro gostou, ai começamos cantar e ensaiar na direta, naquela época eram só nos dois, compravámos as bases de vinil na 24 (galeria do RAP) e íamos cantar nos bailes. Uma vez fomos no Santana Samba chegando lá quem era encarregada de por os grupos pra cantar na festa era Rúbia do RPW e deu mó força pra nos” relembra Helião sobre quem deu força no começo da carreira. O resto como diz o ditado, é história, e que história. Helião e Sandrão então se destacarm com single e se tornaram o grande nome do RAP naquele momento. Paralelamente a isso Racionais estava no auge da carreira com o sucesso do disco “Sobrevivento no Inferno” e sua vendagem de mais de 1 milhão de cópias, deu força para o grupo abrir sua própria gravadora, a Cosa Nostra e gravaram o primeiro disco do RZO “Todos São Manos” em 1998. O disco foi um dos grandes sucesso de critica e de venda e fez do RZO um dos nomes mais presentes em todos os shows de rap do Brasil, naqueles anos que viriam a seguir. Com o clipe da musica “O trem” o grupo cada vez mais crescia em público e em parceiros. RZO fazia mais de 5 shows num fim-de-semana. Em 2000 o grupo lança o álbum "Evolução é uma coisa" que marcou um amadurecimento do grupo nas letras e na produção. Mas em 2003 o grupo se separa e dá um tempo. Em 2005 Helião volta ao lado da sua parceira de grupo Negra Li e lança pela Universal o disco “Guerreiro Guerreira” que teve grande destaque nacional mostrou a versatilidade do rapper em trabalhar em uma grande gravadora, e atingir outros públicos além do RAP. Agora Helião prepara seu primeiro disco solo com produção do DJ Cia que será lançado também pela Universal. O disco que traz toda bagagem do rapper e vai contar com participações ilustres da música brasileira “O novo disco esta da hora, pois consegui fazer boas letras e abordar vários assuntos” fala Helião. Uma das curiosidades da carreira de Helião e que ele é um dos rapper que mais teve participações com outros artistas como Racionais, Consciência Humana, Banda Mó H , Núcleo Instituto , Zé Gonzáles , Dj Nuts, Tihuana, Sepultura, Charlie Brown, Marrom, Função RHK, DBS e a Quadrilha, U-Time, Visão de Rua, De Menos Crime, GOG, Possemente Zulu, Negra Li, Potencial 3, SNJ, Black Alien, Sandrão, Conexão do Morro, Alvos da Lei, Artigo 607, NegroÚtil, Anderson Franja, 509 E, Código Fatal, Funk Buia, Consequencia, Beibom, Cartel ZO, Duda , Funk Como Le Gusta , Marcio de Holanda, Marcelo D2, Rubens MC, Dj Negro Rico, Dj Cia, Marquinho, Thaíde & DJ Hum, Veiner, Sabotage, Alvos da Lei, Viela 17, SP Funk, Carlos Dread, Enganjados, Sepultura, Nitro Di, Bira Matos entre outros revela o rapper. Por Alexandre De Maio (Revista RAP Brasil) strikefile.com/myspace)
Myspace Oficial do Rzo
Integrantes
Atuais:
•Sandrão
•Helião
•DJ Cia
Anteriores:
•Marrom
•Negrutil(R.I.P)
•Calado
•Bem Bom
•Nego Vando
•Negra Li
Como o nome biografia já diz, bio (vida) – grafia (escrever), aqui será contada a história do grupo Ao Cubo no decorrer de sua vida. Consideramos essas próximas linhas como um documento raro e histórico, pela sua veracidade e por ter um ponto de vista dos próprios biografados.
O tempo passou muito rápido, várias coisas aconteceram, e muitas delas não tivemos tempo de colocá-las aqui...
Sabemos da importância de um site bem elaborado e atualizado, normalmente biografias e resumos de carreiras de artistas, contêm alguns erros e falsas informações que vão sendo tão repetidos, ouvidos, lidos e relidos, que se transformam em quase-verdades indiscutíveis. Esperamos que este espaço não contribua para isso e possa também servir como fonte de informações do nosso trabalho e dos nossos pensamentos.
O resto, o que esquecermos de colocar aqui, os jornalistas competentes e incansáveis podem sempre nos ajudar a recordar e divulgar. Sim, jornalistas e comunicadores em geral "competentes". Tem muitos adeptos do rap que acreditam que o rap nacional é contra esses profissionais e seus veículos de comunicação, talvez tenhamos nos confundido um pouco no meio do caminho, pelo menos o Ao Cubo apóia todo veículo de comunicação que trabalha sério, que procura base nas informações antes de repassá-las a grande massa. Acreditamos que o rap nacional é um movimento revolucionário e não qualquer música mercantilista por aí. Temos que vender CD´s e fazer shows, mas antes vem nossa ideologia e dignidade, não vamos nos prostituir e nem nos violentar para vender 100.000 CD´s.
Queremos sempre apresentar uma postura honesta e provar que dessa maneira, respeitando o espaço do próximo, qualquer pessoa pode se dar bem, entendendo que se dar bem é ser feliz, realizar seus sonhos e suprir todas as suas necessidades, é saber colocar seu coração em coisas importantes que preenchem a alma, muitos ricos de dinheiro são pobres de paz e vice-versa.
2003
Em janeiro de 2003, começamos a escrever músicas para compor um álbum ainda sem nome, coincidentemente o grupo também não era nomeado, tudo não passava de um papel em branco, acabávamos de voltar de férias, com a cabeça fresca e cheios de disposição. Começamos as atividades compondo músicas, tínhamos algum conhecimento teórico de grupo mas, pouca experiência efetiva, antes de 2003 fazíamos parte de um grupo onde não tínhamos espaço para as composições e produções, então não havia tanta responsabilidade. O Cleber terminava de retocar a música Plano do Aborto quando decidimos que o grupo iria se chamar Ao Cubo, a primeira impressão do nome não era boa, mas era tudo que representávamos. Em seguida eu (Feijão) terminei a minha 1ª música, a Ira dos 20, a partir daí, me senti mais seguro, não tão seguro quanto o Dj Fjay e o Cleber se sentiram, antes dessa música, eu não tinha escrito absolutamente nada, eles confiaram em mim, sabiam que eu tinha potencial mesmo sem mostrar serviço. Daí em diante marcamos estúdio, escolhemos o Estúdio Set, mais conhecido como estúdio do Pato, escolhemos por ter um preço acessível e uma ótima qualidade, o Dj Fjay pois em prática tudo aquilo que ele nunca havia feito sozinho, começou a produzir os instrumentais, estava tão entusiasmado que antes mesmo de terminarmos de compor, já marcava 6h de estúdio. No Pato mesmo nos encontramos com o Nuno Mendes, deixamos um material com ele e pedimos sua opinião, ele ouviu por uma semana e pediu autorização para colocar a música Naquela sala na rádio pra ter uma experiência.
Em julho de 2004 lançamos o 1º CD, Respire fundo, o grupo só tinha 1 ano e meio de existência, antes disso lembre-se, tudo era um papel em branco.
Entrou como umas das músicas mais pedidas da rádio 105FM, veja bem, todo mundo que tem boca fala mesmo, até hoje falam que foi o dedo do Nuno Mendez ou dão alguma outra explicação. Mas acreditamos em milagres.
2004
Após 2 meses, no dia 27 de setembro participamos da premiação do Hip Hop - Top-SP concorrendo em 4 categorias. Premiação é sempre uma coisa engraçada. Todos estão lá, bonitos, politicamente corretos, cheios de sorrisos. Lampejos de sinceridade e muita, mas muita gente só fazendo a social. Antes dessa noite, acho que nunca havíamos recebido tantos abraços falsos de uma vez, considerando o nosso surgimento de 2 meses, era compreensível o espírito de revolta que estava nos outros grupos, não foram 1 ou 2 prêmios, fomos premiados em 5 categorias concorrendo em somente 4 delas, mais um milagre. Depois dessa premiação, ficamos (mal e bem) falados, apesar de só chegar em nossos ouvidos as mal falas.
Após 2 meses, dia 11 de novembro fomos pro Rio de Janeiro concorrer a 3 categorias do prêmio Hutúz-BR, fomos premiados em 1 uma delas. Eramos conhecidos a 4 meses e somente em SP. Essas indicações no Hutúz, serviu também para comprovar o merecimento dos prêmios do Hip-Hop Top-SP.
Em dezembro saímos com uma música no CD e DVD Espaço Rap, não fomos convidados para gravação, pedimos e imploramos para poder abrir o show, entendíamos a importância de um DVD nível Brasil para um grupo de 5 meses como o Ao Cubo, depois de gravado, o áudio ficou bom e o público estava muito caloroso, logo em seguida a produção do Espaço Rap veio pedir autorização para a inclusão de nossas imagens. Mais um milagre, nossa música foi usada para divulgar a venda do produto, então tocava de hora em hora na programação da rádio.
2005
Em 2005, começamos com muito trabalho, a agenda ficou cheia e as vendas de CD´s aumentaram 200%. Até julho, quando completou 1 ano de lançamento, havíamos contabilizado 13.000 cd´s vendidos. Com o sucesso do DVD Espaço Rap vimos a necessidade de gravar nosso DVD solo. Planejamos o orçamento, apresentamos para gravadora que não se entusiasmou por hora, mas acreditávamos muito num DVD solo, então começamos a fazer por conta. Marcamos ensaios com a banda, locação da casa, estrutura de som, equipe de filmagem, captação de áudio, iluminação, cenário, geradores de energia, figurino e então divulgamos a data de gravação. Quando tudo pronto, a gravadora nos propôs uma parceria e fechamos um acordo.
Passamos por diversas batalhas nesse DVD, foi como no começo, por pouco não desistimos. Mais um milagre está acontecendo, e esse é bem maior do que os anteriores, enfim o DVD está pronto, do jeito que queríamos, O DVD e CD Ao Vivo já pode ser encontrado nas lojas do país.
Agradecemos muito esses 2 anos de CD ao nosso Senhor, a nossa pequena equipe de trabalho, Priscila Rino, Bolinha, Alexandre, Sérgio Dutra e Cristiane e a todo público e mídia que apoiou.
Enfim o papel em branco agora é um livro cheio de cores vivas e histórias fascinantes.
2006
Em 30 de março de 2006, concorremos na categoria de Álbum Rap & Alternativos na premiação do Troféu Talento da Rede Record. Visitamos várias cidades do sul e do centro oeste com o show acústico e voltamos com os trabalhos nas unidades da FEBEM. 2006 foi marcado por participações em coletâneas. Colaboramos com as coletâneas Espaço Rap volume 10, Aperte o Play a Festa e do CD e DVD Festa Espaço Rap, gravado no ginásio do Palmeiras em São Paulo, nesse último, foi o maior show de rap da atualidade em território nacional, participamos com a música 1980. Antes das festividades de final de ano, decidimos que no ano seguinte começaríamos a produção do novo álbum ...e com isso as férias serão tensas pela tamanha responsabilidade que virá...
2007
Chegamos em 2007! Alcançamos a marca de 50 mil CD´s vendidos e 10 mil DVD´s do Álbum Respire Fundo Ao Vivo. Janeiro de 2007 foi como uma cópia fiel do mês de janeiro de 2003, a diferença é que o grupo já tem um nome e uma expressão no mercado, porque de outro modo, estamos com datas de estúdio agendadas e umas letras incompletas, como naquele ano. Antes de iniciar as discussões de temas, o Cleber me falou da música Choque, a qual dividimos a composição, nas férias o Fjay fez proeza, trouxe um arsenal de sampler para ouvirmos, daí começava a surgir o álbum Entre o desespero e a esperança. Aliás, esse nome foi batizado na metade de sua elaboração, a inspiração veio do livro Crônicas Urbanas indicado pelo Vitão, ah, Vitão é assistente social, educador, palestrante, pastor, líder da Jocum São Paulo e um grande amigo nosso. Enfim, finalizamos o disco em agosto com a música Fumaça, o álbum ficou mais maduro, na produção, escrita e levada, a Dona Kelly depois da gestação do Bruno, licença maternidade e tarefas de uma mãe dedicada, apareceu definitivamente no Ao Cubo, participou compondo, cantando e rimando.
Em meio a tudo isso, recebemos um convite muito especial da banda Templo Soul para participar da gravação do DVD com a música inédita Venha filho meu, não pudemos nos dedicar inteiramente nessa participação devido a finalização do nosso álbum, mas preparados ou não, no dia 01 de setembro, numa noite de festa com mais de 10 mil espectadores, dividimos o palco com Rogério Sarralheiro e sua banda de grandes músicos. Missão cumprida com a gravação, agora a meta era cumprir a agenda de shows e se apresar na mixagem, masterização, foto, capa e prensagem do disco, pra um previsto lançamento no dia 11 de setembro. Seria uma boa data porque faria uma alusão do nome do disco com o atentado de Nova York, Washington e Pennsylvania em 11 de setembro de 2001, era também a mesma data de uma importante feira musical em São Paulo e de vários lançamentos internacionais como 50 Cent e Kanye West. Infelizmente o CD não ficou pronto na data marcada e chegou às lojas no final de outubro. No dia 04 de novembro fomos pra premiação do Circo Hutúz no Rio de Janeiro rever velhos amigos e concorrer na categoria Site de grupo com o www.aocubo3.com.
2007 definitivamente foi um ano difícil pro rap e pra musica em geral, a pirataria e downloads gratuitos na internet destruíram a indústria, ainda pra piorar a situação do rap que já não ia tão bem, teve aquele incidente lamentável na praça da Sé em São Paulo, depois disso, parece que voltou a censura militar na cidade, em qualquer tentativa de manifestação do rap, a polícia impediu. Contudo, foi um ano importantíssimo pra gente, onde plantamos e agora vamos pras colheitas.
2008
Iniciamos o ano de 2008 com a música Cinderela sendo executada na radio 105 FM, a Mil desculpas bombando na Internet e em rádios pelo Brasil, 15 mil CD´s Entre o desespero e a esperança distribuídos e muitas críticas positivas. Estreamos o novo show em São Vicente-SP dia 27/01 na praia, a beira-mar, com um público de 15 mil pessoas, foi sensacional. Portanto continuamos acreditando em milagres.
Ao Cubo (Feijão)
Luciano dos Santos Souza o Pregador Luo é um rapper gospel brasileiro. Pregador Luo é também o líder do grupo de rap / hip hop gospel “Apocalipse 16” e proprietário do selo independente 7 Taças.
Biografia
Pregador Luo lançou seu primeiro álbum solo (RevoLUOção) em 2003. Na liderança do grupo Apocalipse 16 já fez apresentações em quase todos os estados do Brasil e em diversas cidades do interior de São Paulo. Pregador Luo é responsável também pela elaboração dos temas de entrada de lutadores de Vale-Tudo em campeonatos nos EUA e Japão. Já recebeu convites para fazer participações especiais com diversos artistas como Quelinah (Seriado Antônia – Rede Globo), KLB (na música “Obsessão”), Banda Gerd entre outros. Atualmente, Luo comanda um programa de rádio, aos sábados na Nossa Rádio em São Paulo, que é retransmitido para as principais capitais do país.
Discografia
GOG
Nome: completo Genival Oliveira Gonçalves
Origem: Distrito Federal
País: Brasil
Gêneros: Rap Hip hop
Período em atividade; 1992 até os dias atuais
Foi um dos pioneiros do movimento rap em Brasília. Desde o início da carreira, ganhou a alcunha de Poeta. Seu mais recente trabalho é o DVD Cartão Postal Bomba!, lançado em fevereiro de 2009. Seu primeiro disco de carreira foi gravado no ano de 1992.
Em 1973 muda-se para o Guará, Cidade Satélite de Brasília onde reside até 1991. Essa cidade será o cenário de acontecimentos que irão transformar sua vida: futebol, convívio com os primos mais velhos amantes da black music, os vinis e o toca-discos de seu pai, assim como a formação do Grupo de Dança "Magrello's Pop Funk", que daria origem ao grupo de rap "Os Magrello's, além da iniciação no break, a chegada ao rap e, consequentemnente, a faculdade.
Ainda na adolescência, assiste a transição da ditadura para o regime democrático, o ressurgimento do MST, ascendência do PT e de outros movimentos sociais de base, bem como o retorno de exilados políticos e o fim da censura midiática. Paralelo a esse cenário, a época do soul, do funk, das quadras e dos salões lotados também cresciam e se desenvolviam. Contemporaneamente o break se faz conhecido internacionalmente e, nas periferias brasileiras a palavra do momento era "Hip Hop".
Muito próximo a essa mudança histórica, ideologias e acontecimentos, incluindo a queda do Muro de Berlim, o fim da Guerra Fria, o Hip Hop Brasileiro vai gerando a fermentação cultural necessária para aprimorar-se e constituir um estilo nacional e autêntico. Grupos como Thaíde e DJ Hum e Racionais Mc's arrebataram multidões com seus discursos e ritmos, apontando um novo rumo à juventude do Hip-Hop das periferias brasileiras.
No final dos anos 80, em Brasília, o Movimento Hip-Hop vem crescendo, mesmo independente de outros estados. Genival adota o pseudônimo GOG e inicia sua carreira artística. A dupla paulista "Thaíde e DJ Hum" se apresenta no Distrito Federal pela primeira vez e inicia-se um intercâmbio entre os estados.
No ano de 1990, GOG recebe o convite do DJ Leandronik para participar da coletânea "Rap Ataca", do selo Kaskata's, e grava a música "A Vida", o que seria sua primeira gravação oficial.
Em 1992, GOG em parceria com o selo de rap Discovery lança o compilado "Peso Pesado" e seu nome passa a ser projeto pelo país.
Em 1993 GOG lança o selo independente "Só Balanço", para apresentar seus trabalhos e dar oportunidades a novos talentos, diante das dificuldades enfrentadas pelo mercado musical. O primeiro projeto foi o LP "Vamos Apagá-los... Com o Nosso Raciocínio", de sua autoria.
A "Só Balanço" a partir do ano de 1996 se torna loja de discos e mais tarde estúdio de gravação, dentro do projeto de auto-gestão, objetivo principal de sua criação. Por todo o Brasil, acontecem apresentações e suas músicas são executadas nas rádios, inclusive nas comunitárias. Suas idéias e letras se propagam, sendo GOG chamado de "Poeta do Rap Nacional".
De 1994 a 2OOO são lançados mais quatro discos: "Dia-a-Dia da Periferia", "Prepare-se!", "Das Trevas à Luz" e "CPI da Favela". Várias músicas desses álbuns foram divulgadas nas periferias do Brasil. Gog também gravou videoclipes, no caso das versões de "Periferia Segue Sangrando" e "Matemática na Prática", onde recebe o "Prêmio Porte Ilegal" como melhor letrista do rap do país.
Em 1999 a "Só Balanço" lança "GOG Convida", sendo a primeira coletânea de rap do Distrito Federal, e "Familia G.O.G - Fábrica da Vida" com proposta de ceder espaços para novos artistas, com intuito de fortalecer a continuidade do Movimento Hip-Hop na cidade. Surgem os grupos A Família e Viela 17.
O próximo álbum, "Tarja Preta" é lançado em 2004 e recebe o "Prêmio Hutúz" de melhor disco do ano.
Em 2005, Gog é convidado pela banda de reggae Natiruts a participar no CD "Nossa Missão". GOG e Alexandre, apresentam ao público a comentada faixa "Quem Planta o Preconceito?", com vídeo clipe também lançado. A parceria continuará em 2008 no novo CD do grupo "A Família".
Em 2006, Gog participa do "Acústico MTV-Lenine". Ele apresenta-se ao lado do artista da MPB interpretando a faixa "Eu e Lenine (A Ponte)". Nesse mesmo ano, Gog grava o CD "Aviso às Gerações" que traz participações do cantador Rapadura e de Lindomar 3L, ambos aclamados pela mídia como duas novas revelações do Hip Hop nacional. Ainda em 2006, Gog é convidado por KL Jay para participar da gravação do CD "Rotação 33, Fita Mixada".
Em 2007, Gog grava seu primeiro DVD - "Cartão Postal Bomba!" cujo lançamento para 2009. Destacam-se as participações de Lenine, Maria Rita, Gerson King Combo, Paulo Diniz, Mascoty, Isaías Jr, Nego Dé, entre outros. O formato da apresentação é inovador: Gog grava vários de seus hits acompanhado pela banda "MPB Black" composta por Angel Duarte(Baixo), Paulinho (Bateria), Bruno (Guitarra Solo), Ariel Feitosa (Guitarra Base), Richelme Oliveira (Percussão), Ted (Teclados), Ellen Oléria, Indiana Nomma e Kiko Santana (Violões e Backing Vocals).
Nesse mesmo ano, é gravado o vídeo clipe da faixa "Cavalo Sem Dono Selvagem" do CD "Aviso às Gerações" com participação de "Zumbi Rei". O cenário escolhido foi Diamantina, nas Minas Gerais. O objetivo era reencontrar o Hip Hop pelo interior do país.
Gog recebe os prêmios "Hutúz" (quatro categorias) pelo CD "Aviso às Gerações" e "Dom Quixote de La Perifa" que, segundo a Cooperifa "... é uma homenagem a umas cem pessoas importantes da periferia, e pessoas que ajudam a periferia a se transformar em um lugar melhor para viver".
Em dezembro de 2007, lança o CD "ao Vivo do DVD - Cartão Postal Bomba!". O lançamento é feito com exclusividade pela internet através do site www.gograpnacional.com.br. Gog apresenta uma nova proposta de negociação, divulgação, distribuição, reforçando assim, a interação com o seu público e toda comunidade, promovendo o discurso conceitual da auto-gestão para debate.
A aproximação com a literatura marginal e os movimentos culturais são essenciais para a sobrevivência do texto e do teor evolutivo do Hip Hop, segundo Gog, que estreita alianças com vários ativistas: Sérgio Vaz, Cooperifa, Férrez, 1daSul, Nelson Maka, Coletivo Blackitude, Alessandro Buzo, Suburbano Convicto e Sacolinha Graduado, entre vários outros. Os movimentos sociais também se aproximam, como MST, MSTL, Ação Educativa passam a ser parceiros de seu trabalho.
O "Poeta" prepara o lançamento do seu primeiro livro previsto para agosto de 2009.
Discografia
Álbuns
* 1992 - Peso Pesado
* 1993 - Vamos Apagá-los com Nosso Raciocínio
* 1994 - Dia-a-Dia da Periferia
* 1996 - Prepare-se
* 1997 - GOG Convida (Coletânea)
* 1998 - Das Trevas à Luz
* 2002 - CPI da Favela
* 2004 - Tarja Preta Pt. 1,Pt. 2
* 2006 - Aviso às Gerações
* 2008 - Cartão Postal Bomba!
Videografia
DVDs
* 2009 - Cartão Postal Bomba!
Prêmios
* 2004 - Prêmio Hutúz Com o CD "Tarja Preta" recebe o premio de melhor disco do ano.
* 2007 - Prêmio Hutúz (4 categorias) pelo CD "Aviso às Gerações" e "Dom Quixote de La Perifa"
* 2008 - Prêmio Hutúz Melhor Videoclipe com "Brasil com P".
Mauro Mateus dos Santos, Sabotage, pai de 3 filhos nasceu na Zona Sul de São Paulo em 13/04/1973. Sabotage encontrou a saída no rap, depois de ter sido gerente de tráfico, Sabotage entrou na música pois este era seu verdadeiro talento.
Considerado uma lenda na Zona Sul Sabotage inspirou vários rappers como Rossi, Pavilhão 9, além de ter ensinando o titãs Paulo Miklos como ser um digno malandro no filme 'O invasor' de Beto Brent, com quem Sabotage escreveu até uma música.
Sabotage fez um disco solo, e participou de vários cds como de Rzo, Sp Funk e outros... Sabotage também participou de dois filmes o já citado 'O invasor' e o premiado 'Carandiru' além de ter recebido vários premios como Personalidade, Revelação e outros no Hutus, o grande festival de premiação de rap no Brasil. E morreu com 3 tiros pelas costas em 24/01/2003.
| Conexão Brasil Hip Hop, o mundo do Hip Hop Brasileiro, para você amante do Hip Hop. Performances dos bboys e bgirls do nosso brasil. Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ de todos os estados Brasileiros. |
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