
Sempre q eu to naquele Momentos Nostalgicos,Sempre q eu preciso de ouvir Musicas pra me inspirar,Samplear,Fazer Uns Beats de rap..Acesso a Comunidade no Orkut.
Eu Recomendo
Como tudo começou...
Em abril de 2004, com surgimento do Orkut no Brasil, criamos uma comunidade virtual a qual visava apenas compartilhar músicas e informações do mundo da música negra com pouco mais de meia-dúzia de amigos. Mas o que não sabíamos é que assim, como nós, milhares de pessoas também eram apaixonadas por esse estilo e aos poucos foram se integrando em nossa comunidade.
Colecionadores de discos, DJs, produtores, cantores e pessoas que gostam de Black Music foram aderindo à comunidade enviando musicas, artigos e informações sobre o assunto e fazendo da "Comunidade Black Music" a maior comunidade de conteúdo "Black" do Orkut. Mas compartilhar material não foi o suficiente. Então, em dezembro de 2007 fundamos a web-rádio COBRANEGRA – Comunidade Brasileira de Musica Negra.
É com muita alegria e satisfação que informamos o início das transmissões, via Internet, em caráter experimental, da web-rádio COBRANEGRA - Comunidade Brasileira de Música Negra.
Nossa missão é divulgar a verdadeira música negra e mostrar aos mais jovens, e também àqueles que desejam "educar" seus ouvidos e aprofundar o conhecimento sobre o tema, o significado desse termo. Certamente, o que se conhece hoje como "Black Music" também faz parte desse universo. Contudo, o que mais preservaremos serão as raízes do estilo, ou seja, a verdadeira origem da maioria dos ritmos que se ouve hoje em dia nas rádios e pistas de dança do mundo todo. Sim, quase tudo que se ouve na atualidade tem suas origens na boa e velha música negra! E vamos levá-la até nossos seletos ouvintes tentando estimular as boas lembranças e muitos momentos de um prazer todo especial que só a musicalidade negra pode proporcionar.
Algumas músicas foram grandes sucessos no passado; outras sequer foram executadas; o que não as tornam ruins, de má qualidade. Você ouvirá em nossa rádio todas essas músicas e com certeza irá relembrar a época de ouro da música negra nacional e internacional, além de ouvir músicas que jamais foram executadas pelos tradicionais veículos de comunicação.
Outro fator muito importante será a valorização da música negra nacional, algo que passa despercebido na atualidade. Tim Maia, Tony Bizarro, Sandra Sá, Jorge Ben, Toni Tornado, Gerson King Combo, Cassiano, Hildon, Carlos Dafé, Lady Zu, Originais do Samba, Bezerra da Silva, Bebeto, Bola 7, Aniceto, Ivone Lara, Elza Soares, Pixinguinha, Candeia, Donga e tantos outros intérpretes e compositoes brasileiros serão lembrados com louvor em nossa web-rádio. As grandes estrelas mundiais como James Brown, Stevie Wonder, Aretha Frankin, Ray Charles, Earth Wind & Fire, não ficarão de fora.
Para transformar esse sonho em realidade, contamos com uma equipe de programadores experientes e um belo a acervo com mais de 90 mil músicas entre CD's e LP's.
Conecte e viaje pelo fascinante universo da música negra!
www.cobranegra.com.br
Segue um breve resumo de nossa programação experimental
de segunda a sexta: música ambiente ( românticas, samba-soul, jazz-funk, rhythm & blues e soul)
sábados à tarde: rap dos anos 80
sábados à noite após as 20h: música ambiente
domingos pela manhã: samba de raíz, samba-soul (samba-rock)
domingos à tarde após as 14h: "black music" atual
A programação poderá sofrer alterações durante este período.
Em breve terão início os programas especiais que tratarão de ritmos específicos.
Óculos gigantes e muitas ideias na cabeça. Ao lado, seis companheiros na mesma vibe. Há 15 anos, Chico Science & Nação Zumbi paravam as máquinas da cultura pop musical brasileira e inseriam, por mais que isso pareça contraditório, mais brasilidade nela. O lançamento do disco Da lama ao caos concretizou o movimento Mangue Beat, que seme ou a cena pernambucana e tupiniquim com a mistura entre rock, pop, hip hop, black music e eletrônico (elementos tipicamente americanos) com o maracatu, a ciranda e o coco-de-roda, ritmos da raiz nordestina.
O álbum agora volta em edição comemorativa LP+CD, com tiragem limitada de mil exemplares. Se hoje, após o trágico falecimento de Chico Science em 2 de fevereiro de 1997, num acidente de carro (e a superação dele) em Recife, a Nação Zumbi é uma banda consagrada, em 1994 a coisa era bemdiferente.
“Éramos muito verdes, muito novos. Aquilo era muito mais uma brincadeira do que música de verdade. Não tínhamos experiência de estúdio, nem com os instrumentos”, revela Dengue, baixista do grupo pernambucano. Ele confessa que as lembranças são de um tempo bom,de muita vontade e uma certa ingenuidade.
Após distribuir uma fita demo para cima e para baixo do Brasil, eles receberam contato da gravadora Sony (atual Sony BMG). Ou seja, um começo já por uma multinacional. “A gente não sabia nada, não tínhamos nem advogado especialista. Fomos atrás do cara que fazia os contratos do Alceu Valença”, relembra Dengue. A vontade de Chico Science & Nação Zumbi era gravar um disco, apenas isso. Guardar um registro das canções. Jamais imaginavam que o disco iria marcar uma geração.
A gravação, comandada pelo produtor Liminha, foi complicada. Não existia parâmetro na história da música brasileira de uma banda de rock gravar tambor de alfaia. O mais perto que se conhecia eram os surdos de samba. O que aconteceu a partir daí foi que Da lama ao caos virou a cabeça de muita gente no país. Músicos, críticos, produtores, espectadores... Capas de revista, matérias em jornais e shows. No Brasil e lá fora.
Na Europa, em 1996, CSNZ foram acolhidos pelos Paralamas do Sucesso, veteranos nas turnês pelo Velho Mundo, como atesta o jornalista Jamari França no livro Os Paralamas do Sucesso - Vamo batê lata. Frequentemente, a turma pernambucana agradava mais do que o trio Herbert/Bi/Barone. O próprio vocalista do Paralamas afirmou que um show do CSNZ em Amsterdã, Holanda, foi um dos maiores que ele presenciou na vida.
Show
“Pra gente é difícil considerar ele um marco, mas acredito que seja porque as pessoas dizem”, opina Dengue, que afirma não ouvir o disco há algum tempo. Entretanto, ele teve que voltar às
raízes.
No próximo dia 18, a Nação Zumbi faz show especial de comemoração pelos 15 anos de Da lama ao caos noCitibank Hall, em São Paulo. Eles irão executar o disco todo na ordem e contarão com a participação de dois outros representantes do Mangue Beat, Fred Zero Quatro (mundo livre
s/a) e Otto. Dengue conta que, no processo de ensaios, ele sente a presença de Chico Science do primeiro acorde até o final das canções. “Tudo remete à época em que o fizemos. Shows, situações...”.
O trabalho para a apresentação especial temsido mais ardoroso do que se esperava. “Tinha música que nem me lembrava, tipo Samba makossa. Fiquei me perguntando ‘Como é que toca mesmo?’”,
confessa Dengue, aos risos. Relaxe, mangue boy, as canções de Chico Science& Nação Zumbi estão cravadas na memória da música brasileira e jamais serão esquecidas.
Bandas renovaram a cena pop de Recife
O movimento Mangue Beat tem como marco um texto escrito em 1992 por Fred Zero Quatro, vocalista do mundo livre s/a, chamado Caranguejos com cérebro. Ele falava de como os mangues eram os ecossistemas mais produtivos do mundo e da necessidade de Recife energizar a sua cena alternativa para que ela não morresse.
Da música, veio a moda, os programas de rádio, vídeos e filmes. A capital pernambucana
se encheu de vitalidade e o Brasil olhou com carinho o surgimento de artistas como mundo livreS/A,Otto,Mestre Ambrósio e Sheik Tosado, entre outros. O ritmo influenciou ideias e sonoridades de gente como Gilberto Gil, Sepultura (principalmente no conceito do álbum Roots, de 1996), Marcelo D2 e Charlie Brown Jr.
Filhos do Mangue Beat,grupos como Cordel do Fogo Encantado, Bonsucesso Samba Clube e Mombojô tiveram a oportunidade de surgir numa cena já estabelecida como uma das criativas do país. O choque funcionou e Recife continua fervendo graças aos mangueboys e manguegirls do começo da década de 90.
(Reportagem publicada na edição impressa de 29/08/2009)
Conexão Brasil Hip Hop, o mundo do Hip Hop Brasileiro, para você amante do Hip Hop. Performances dos bboys e bgirls do nosso brasil. Todos os elementos aqui, Rap, Break, Graffiti e DJ de todos os estados Brasileiros. |

É lamentável ouvir nos dias de hoje, opiniões precipitadas por parte de algumas pessoas da nova escola do hip-hop a respeito da black music. Frases como: aquilo é festa que só rola black... Black music é o c..., o negócio é hip-hop!, ilustram o estado de consciência daqueles que se intitulam os membros de um movimento entendido como hip-hop. Infelizmente percebesse-se, que, muito pouco ou realmente nada se sabe a cerca daquilo que estes julgam defender... Neste caso, cabe ressaltar que o rap, o quanto música, é um elemento, e também o último a compor as galhas da gigantesca árvore da black music; e, para que talvez este preconceito passe a não existir mais em nosso meio, resolvi desenvolver um resumo que pudesse servir de guia explicativo para romper as dúvidas naturais sobre este assunto:
Blues- estilo musical afro-americano, caracterizado por expressivas modulações (blue notes), qualidades tonais únicas e fraseado original, com temas tristes, de desilusão amorosa sob a ótica da condição negra, influenciado pela matriz africana no padrão de “chamados e respostas” dos refrões, e na imitação de frases vocais através dos instrumentos, em especial a guitarra.. O blues nasce no sul dos EUA, no delta do Mississipi, no fim do séc. XIX, tendo como referência básica os bluesmen WC Handy e Charlie Patton.
Atingindo sua maturidade no norte (Chicago), o blues passa a influenciar todos os estilos de jazz, consagrando durante os anos 20 Bessie Smith fazendo dela sua intérprete clássica (Mama’s Got the Blues); enquanto que Louis Armistrong, com suas inovações, faz com que o blues e o jazz ocupem notavelmente a categoria de expressão artística. Billie Holiday, também pode ser lembrada
como a cantora das décadas de 30 e 40.
Nos anos 40, surge a modalidade do be-bop, popularizada por Charlie Parker e Dizzy Gillespie, trazendo desta forma, uma nova concepção harmônica, dando inclusive, influência na música contemporânea e no rock.
Funk- estilo de rock negro surgido nos EUA por volta de 1970, marcado por personalidades de artistas como James Brown, Sly Stone e Stevie Wonder.
Gospel- cântico religioso dos negros no sul dos EUA durante a escravidão. Pode-se afirmar que do gospel originaram-se ritmos como o jazz, rock e funk, fazendo dele o ponto de partida para o conceito da black music. Deste gênero, destacaram-se nomes como Mahalia Jackson, Aretha Franklin, Al Green e Kirk Franklin.
Jazz- música afro-americana criada no início do século (1890-1910) pelas comunidades negras do sul dos EUA, baseada principalmente na improvisação, no tratamento original da matéria sonora e em uma valorização específica do ritmo (swing). Neste período, ocorre em Nova Orleans a fusão de três estilos musicais até então paralelos: a música popular dos negros (música religiosa, cantos de trabalho e em especial o blues), o ragtime e a versão “branca”, europeizada, da popular afro-americana (música de vaudeville). Esta síntese passa a ser possível graças à harmonia criada entre as diversas etnias negras existentes na época, cujo uma delas, por ser de expressão francesa, consegue a apreciação do código legislativo da Louisiana que passa a considerá-lo como uma expressão autenticamente negra. Destacaram-se ao longo do tempo nomes importantes como Jelly Roll, Sidney Bechet e Louis Armstrong.
Rap- conhecido pela tradução da sigla “ritmo & poesia”, o rap aparece nas ruas do bairro do Bronx por volta de 1975, através das popularizações do projeto do dj Grand “Master” Flash: o grupo de rap The Furious Five. Embora o rap faça parte da cultura hip-hop, e, atualmente, tenha adquirido a aceitação e participação das demais raças, ele ainda carrega em seu DNA a predominância legitima da raça negra em suas características, vindo o quanto expressão musical compor, dentro da modernidade, sua colocação junto à árvore da black music. Personalidades como Grand “Master” Flash & The Furious Five, Afrika Bambaataa & The Soul Sonic Force e Run DMC alavancaram o gênero para mundo, tornando-o uma indústria poderosa de 1 bilhão de dólares.
Rhytm and Blues- gênero de música popular negra norte-americana surgida em torno de 1940 através da fusão entre o blues, o jazz e o gospel, indissociável à dança, na qual o rock-and-roll se inspirou profundamente. Do r&b, se destacaram e se destacam até hoje grandes nomes: Chaka Khan, Teddy Pendergrass, Mary J. Blige...
Rock-and-Roll- estilo musical com predominância vocal, nascido nos EUA, do encontro da música popular negra (blues e r&b) com elementos tomados do folk dos brancos (música hillbilly, country and western). Caracterizado por um ritmo 4/4 fortemente apoiado no segundo e quarto tempo, o r&r utiliza uma instrumentação onde predominam as guitarras elétricas e a bateria. Por ser um gênero adotado por dois pais, um branco e outro negro, o rock gera na década de 50 dois paralelos: o negro, originário do blues, mais agitado, revelou nomes como Little Richard, Bo Didley e Chuck Berry; enquanto que o branco, sob a conotação de rockabilly, com influências sulistas, trouxe nomes como Elvis Presley, Buddy Holly, Eddie Cochran, Ricky Nelson, Gene Vincent, Carl Parkins e Jerry Lee Lewis. De todo o modo, tal ancestralidade pode ser atribuída à raça negra, que, diante da raça branca, não possuía a mídia em seu favor para divulgar sua mais nova descoberta sonora...
Soul- nome adotado na década de 60, a um tipo de música popular negra derivada do r&b, do qual muitos movimentos negros da época se inspiraram politicamente para conotar através das trilhas sonoras suas reivindicações. Se destacaram deste gênero nomes importantes como Aretha Franklin, Wilson Pickett, Al Green, Stivie Wonder, Smokey Robinson, Marvin Gaye e James Brown.
Para que se entenda de forma prática, “black music” é todo e qualquer gênero musical, negro, de procedência afro-americana. No Brasil, muitos artistas, afro-brasileiros, conseguiram reproduções dignas de nosso apreço e respeito: Simoninha, Cláudio Zoli, Ed Motta, Jair Oliveira, Racionais MCs, Pregador Luo, Max de Castro, Paula Lima, Motirô, Hannah Lima, Daddy Kall, Seu Jorge, Marcelo D2, Silveira, B. Negão, Pedro Mariano, Luciana Melo e Robson Nascimento, são apenas uma pequena mostra de uma safra que, graças à magia da diáspora, adicionou temperos nacionais em ritmos internacionais, tornando-os ainda mais nosso...
Após este breve estudo, esperemos que haja alguma mudança dentro do hip-hop nacional em se tratando de sentimento de inclusão a outros ritmos, pelos quais, muitas vezes, julgamos não ter uma relação mais direta para a formação do nosso rap. Isto também vale para os ditos entendedores de black music, conhecidos como “charmeiros”, que, em sua minoria, pateticamente a tratam como que se fosse simplesmente um resumo entre o r&b e o soul. Ao contrário do que está preestabelecido, é necessário que não apenas gostemos do ritmo, mas também entendamos ou estejamos abertos as informações relacionadas àquilo que apreciamos.
A black music agradece e o hip-hop também!
TR
(Acorda Hip-hop!)
“Quem fala que só curte jungle e que não gosta de mais nada é hipócrita. Se eu entrar na casa dele, vou achar discos dos Bee Gees e Diana Ross. A mesma coisa vale pra quem disse que só ouve house, se eu for pra dele vou achar discos de rock e funk. E o mesmo vale pro cara que fala que só ouve hip-hop, vou achar estilos diferentes na casa dele também. As pessoas gostam de todos os estilos musicais. Elas se amarram num estilo e agem como se fosse delas. Música é música”.
Afrika Bambaataa
Fonte:eBlack Music