À margem do clássico sistema de concepção artística, no qual “cubos brancos” legitimam o estatuto de uma obra, um movimento cresce e nunca esteve tão em voga: a arte de rua – também chamada de arte urbana. Ela não é de hoje, mas demorou a sair da zona conceitual do “vandalismo” até ganhar novas acepções. Até mesmo a legitimação dada pelos “cubos brancos” foi caindo por terra nesses últimos anos. Nos anos de 2000, importantes museus e galerias deixaram de torcer o nariz para os famosos grafites (muitas vezes confundidos com pichação), que só eram vistos em muros pela cidade, e o espaço concedido para esta e outras formas de arte urbana foi sendo assimilado. No mês passado, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) abriu uma exposição dedicada somente para a arte de rua e o museu britânico Tate Modern teve a fachada pintada pelos gêmeos de São Paulo, Otávio e Gustavo Pandolfo, para a exposição “Street Art”.
A ideia do encontro é promover a união dos grupos e mostrar diferentes formas de arte à sociedade.
Assim como nas artes visuais, outras linguagens artísticas originadas na rua, como o movimento Hip Hop, o Street Dance, o Rap, e outras que tomaram espaços públicos mais recentemente, como a arte circense, foram sendo reconhecidas. O Hip Hop, por exemplo – que passou muitos anos escondido em guetos e favelas, sendo considerado um movimento exclusivamente de negros –, saiu do subúrbio, conquistou brancos e se estruturou como um movimento social organizado. O Rap também agrega boa parte das reivindicações contra o preconceito racial. Com letras de denúncia social, MV Bill é hoje um dos principais nomes do Rap no Brasil.
Até mesmo esportes antes incomuns, como o skate e a patinação, ganharam seus espaços. Mas o que todos esses movimentos e linguagens têm em comum, além de terem sido originados nas ruas? A luta pelas causas sociais e políticas, que com muita criatividade, são temas de boa parte da produção contemporânea das letras rimadas, das intervenções urbanas, das performances em espaços públicos. E é com essa temática que acontece em Belém o IV Encontro de Cultura de Rua, realizado por entidades de cultura de rua, como o Estação Belém Hip Hop, que encerra hoje na Praça Dom Vilas Boas (Praça do Marex). A programação conta com Jam session de skate, In-line, BMX, batalha de MC’s e B.boys, além de apresentação cultural dos grupos Revolução Norte, Experimento Norte, Opção Verídica, Day fop, de Marituba.
A ideia de reunir os grafiteiros, os skatistas, os malabaristas, os rappers, etc, foi concebida com a proposta de apresentar à sociedade uma nova cara para essas entidades, com mostra da produção cultural de cada uma. “Queríamos reunir as entidades que não são muito próximas, que ainda estão afastadas em seus guetos, e para unir a juventude. Foi a forma que a gente encontrou para se manifestar. Quando o encontro surgiu, em 1998, reunia só os grafiteiros, mas com o tempo foi juntando com o Hip Hop, com o skate, e ficou essa miscelânea. Esse encontro serve também para a gente se unir, se conhecer”, diz Alexandre Blanco, organizador do encontro.
Diferente do que acontece em São Paulo, em Belém ainda não existe uma organização sólida desses movimentos nem uma cultura que compreenda os participantes como profissionais. Segundo Alexandre, ainda falta também a compreensão do poder público sobre as manifestações culturais que vêm das ruas. “A gente quer mostrar o trabalho de rua como um trabalho profissional. Os malabaristas, por exemplo, que estão nas ruas e são cheira colas já é outra situação, é um problema social”, diz. “A gente quer mais espaço, profissionalizar nossas ações, tirar essa ideia de que quem trabalha na rua é pedinte”, completa.
SERVIÇO
Encerramento do IV Encontro de Cultura de Rua, hoje, a partir das 16h, na Praça Dom Vilas Boas (Praça do Marex). Informações: 8858 1781 e 8104 8793.
PROGRAMAÇÃO
16h - Jam session de skate, In-line, BMX (inscrição R$ 5);
19h - Batalha de MC e B.boys;
20h - Apresentação dos grupos Revolução Norte, Experimento Norte, Opção Verídica, Day fop – Marituba. (Diário do Pará)
Nelson Triunfo, João Break e Marcelinho
O programa Manos e Minas, da TV Cultura - em reportagem é de Zeca MCA - trouxe um pouco da história da cultura Hip-Hop em São Paulo e seus primeiros passos no Brasil. Através de entrevistas com personalidades como Nelson Triunfo, João Break, MC Jack e Marcelinho Backspin - precursores do "movimento" durante os anos 80 - e filmagens originais de época, o programa mostra os primeiros passos da cultura de rua na capital paulista.
O terceiro encontro paulista de hip hop movimentou o Memorial da América Latina, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, neste sábado (28).
Veja o site do SPTV
O ritmo faz mesmo a cabeça deles. Os mais crescidinhos já se arriscam. Kelvin de Jesus Oliveira, 13, aproveitou a oficina com o DJ Pogo, que veio da Inglaterra, ensinar os jovens. Tentou, mas só conseguiu fazer um som com a ajuda do mestre. “É difícil. Tem que ser fera”.
A cultura hip hop reúne música dos DJ's e MC's, a dança dos ‘b-boys’ e ‘b-girls’, o grafite e também uma arte curiosa. Ou como definir o ‘low rider’, a transformação dos carros? Eles são rebaixados e andam, às vezes, com uma roda suspensa. .
“Agora é o momento de refletir sobre sexualidade, sobre assuntos sérios”, disse Márcio Santos, coordenador do evento. É a arte que nasceu nos guetos de Nova York e se espalhou pelo mundo. “O hip hop é o amor, alegria e posesia. Não tem cor, não tem raça não tem sexo”, contou Telmo Rodrigues Rocha, professor de dança.
Novo Milênio, bairro que resulta de uma invasão na região da grande Tijucal é um dos que estão localizados no entorno do Bairro São João Del Rey, local onde a CUFA (Central Única das Favelas de Mato Grosso) fará a inauguração do Centro Esportivo Cultural CUFA, no dia 05 de Dezembro, a partir das 09 horas. Além do Novo Milênio, mais nove bairros da região fazem divisa com o CECC . A cerimônia de lançamento conta com a presença de toda a comunidade dos bairros, autoridades, além de artistas e produtores culturais de Mato Grosso e outros estados que estarão na capital para a 5ª Edição do Festival Consciência Hip Hop – A Cultura que Mistura.
Seminários
O Festival Consciência Hip Hop configura-se como topo da cadeia produtiva do Hip Hop em nosso Estado, e, por conseguinte, tem a função de estimular a circulação, distribuição e consumo de artistas e agentes culturais envolvidos com essa linguagem. Assim, Rappers, Grafiteiros, bboys, djs reunir-se-ão em Cuiabá para qualificar ainda mais este processo. O Seminário Consciência Hip Hop e a Reunião da Frente Brasileira Hip Hop, que acontecerão durante o Festival, contam com a presença de Alex Antunes, Jornalista, produtor e escritor, especializado em música e atualmente trabalha na Revista Rolling Stones.
Batalhas de Break e MC
B.Boys e B.girls de Cuiabá, Várzea Grande Rondonópolis, Primavera do Leste e Barra do Garças vem a Cuiabá para a Batalha Consciência Hip Hop, sucesso de público em 2008. Esta terá inicio as 13 h, no dia 05/12 e segue até o dia seguinte, quando será realiza a final. Além disso, a dança ganha uma atenção especial no Festival; o grupo cuiabano de dança de rua Free Mind, vencedor de diversos campeonatos nacionais, se apresenta no palco de shows, no dia 06 as 21:30h. Os Mc’s não ficam de fora, os “rachas” acontecem no intervalo dos shows, que terão inicio as 19h no dia 05 e as 18:30 no dia 06/12.
Oficinas: Pixaim, Dj e Graffiti
O Projeto Circuito Pixaim marca presença com as oficinas de tranças e penteados afro, oferecidas gratuitamente a comunidade. A noite, durante os shows, as trançadeiras do projeto estarão fazendo tranças a preços populares. Oficinas de Dj, com o Dj Gio de Mato Grosso do Sul, também será oferecida gratuitamente, a partir das 14 horas, no dia 05. Já as oficinas de grafiiti, será realizada com o grafiteiro Gaspar de Rondonia, que fará intervenções durante o festival.
Basquete de Rua e Shows Nacionais
Como não poderia deixar de ser, os basqueteiros de rua, farão jogos amistosos durante o lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA. Os times Pl Street, Ipase, Faith Action, Só Dimenor, já marcaram presença. Os shows começam as 19 horas, no dia 05 de Dezembro, e conta com a presença de bandas nacionais, como Ataque Beliz (DF). Arcanjo (SP), Fungos Funk (GO), Caracará na Viagem (RN), Eko (GO), e Erick Flow Man (GO).
Veja a Programação Completa:
Dia 05/12 – Sábado
09:00 Abertura/ Lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA (presença de autoridades)
09:00h Intervenção de Graffiti com Gaspar (RO)
13:00h Batalha de Break Consciência Hip Hop
14:00h Seminário Com Alex Antunes (SP)
14:00h Oficina de Dj com Dj Gio (MS)
16:00h Seminário Circulação no Hip Hop
16:00h Cinema Hip Hop
19:00h Mano Careca (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:25h Atos 29 (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:50h Wesley Dugueto (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
20:15h Fase Terminal (MS) http://www.myspace.com/faseterminal
20:50h 288 FDK (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
21:15h Fungos Funk (SP) http://www.myspace.com/fungosfunk
21:50h Eko (GO) http://www.myspace.com/ekom79
22:25h –Ataque Beliz (DF) http://www.myspace.com/ataquebeliz
06/12 Domingo
09:00h Batalha de Break Consciência Hip Hop
09:00h Reunião Frente Brasileira Hip Hop
09:00 Intervenção de Graffiti com Gaspar (RO)
14:00 Oficina de Dj com Dj Gio (MS)
14:00h Sustentabilidade no Hip Hop
16:00h Seminário Circulação Hip Hop
18:30h Controvérsia (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
18:55h Altos e baixos (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:20h Demosntrô (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:45h – Erick Flow Man (GO) http://www.myspace.com/erickflowman
20:20h Carcará na Viagem (RN) http://www.myspace.com/carcaranaviagem
20:55h – Arcanjo (SP) http://www.myspace.com/arcanjoras
21:30h – Free Mind (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
21:45h - Linha Dura (MT) http://www.myspace.com/linhadura
No próximo sábado, dia 05 de dezembro, a Prefeitura de Taboão da Serra, o Sesi e a Rede Globo oferecerão a toda população de Taboão e região uma das atividades mais esperadas do ano: o Ação Global. Na Praça Luiz Gonzaga, no Jardim Pirajuçara, das 10h00 às 18h00, cerca de 800 voluntários formarão uma rede atendimento, onde mais de 50 serviços gratuitos estarão disponíveis à população.
Aos moldes do Ação Global, a Prefeitura de Taboão da Serra e instituições parceiras já realizaram 9 edições do Ação Social e Cidadania em diversos bairros da cidade nos últimos quatro anos.
Os serviços estarão distribuídos na praça, ruas laterais, na Emef Ugo Arduini e Emi Mônica. Além da emissão de documentos, como RG, CPF e carteira de trabalho, a ação contará com orientação jurídica, gincanas recreativas, oficinas sobre alimentação saudável, atendimento do Procon e serviços na área da saúde como agendamento de consultas, orientação sobre saúde bucal, exames de pressão e glicemia, e até avaliação dos rins, teste de gravidez e acupuntura auricular.
Atividades com as crianças também não vão faltar, escultura com balões, pintura facial e brinquedos infláveis e até um mini-planetário prometem animar a garotada. Outra novidade que está garantida no dia é o espaço beleza, com corte de cabelo, esmaltação de unha e limpeza de pele. A expectativa é que o evento atraia mais de 80 mil pessoas.
Cultura no Palco
A Prefeitura de Taboão da Serra também preparou uma extensa programação cultural durante todo o dia. Teatro, música, dança, oficina e exposição de arte marcarão essa edição do Ação Global. Esta aí uma boa oportunidade para que toda a região conheça o projeto de cultura da prefeitura, que visa a valorização dos talentos da cidade sem discriminação de estilos culturais, sexo, idade, gênero ou raça. Entre as apresentações que acontecerão em um palco montado na praça, as que mais se destacam são Orquestra Municipal, Escola Municipal de Bailado, Orquestra de Violeiros, Grupos Vocais, Circo e Dança de Rua.
Operação Cata Bagulho faz parte da programação do Ação Global
Das 08 às 12 horas, a prefeitura estará nos bairros Jd. Jardim Roberto, Jardim Mituzi, Jardim São Salvador e Jardim Santa Cruz promovendo a Operação Cata Bagulho. Serão 10 caminhões, 80 colaboradores divididos em quatro equipes para recolher móveis, eletrodomésticos e utensílios usados.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Carlos Senna a ação pretende recolher os objetos em desuso, antes que sejam jogados em locais indevidos. “Com a operação, estamos evitando que as pessoas joguem colchões, pedaços de madeira e até eletrodomésticos em terrenos baldios ou nos córregos da cidade. Recolhendo esses materiais, a cidade fica mais bonita e até se diminui o risco de enchentes”, explica Senna.
"Estou enlouquecido", brinca o diretor de teatro Hugo Rodas, sobre estrear dois espetáculos na mesma semana. O uruguaio de 70 anos, radicado em Brasília há mais de três décadas, se refere a Estrada griô e No muro - ópera hip-hop. O primeiro tem pré-lançamento para convidados nesta quinta no sala multi-uso do Espaço Cultural Renato Russo, o segundo entra em cartaz na sexta, na Sala Plínio Marcos, da Funarte. "Pelo menos, eles começam em dias diferentes. O problema mesmo são os ensaios gerais antes da estreia - temos que tentar conciliar os horários", continua o diretor.
Rap, canto lírico, dança de rua e tragédia grega são elementos que se misturam em No muro - ópera hip-hop. O projeto surgiu de um laboratório de dramaturgia lecionado por Marcus Mota. O aluno Plínio Perrú, que assina com o professor a dramaturgia musical do espetáculo, sugeriu o tema hip-hop. "Ele tem os contatos do pessoal do rap, do break, e os convidamos para participar", conta Marcus. No elenco da montagem estão, por exemplo, o grupo DF Zulu e o DJ Jamaika. O roteiro foi aprovado num edital da Eletrobrás, o que permitiu ao espetáculo sair do papel e o convite para Hugo Rodas dirigir a montagem.
"Foi um intercâmbio muito rico. Eu passei a semana inteira olhando aqueles meninos dançando, fazendo piruetas em cima da cabeça, uma coisa incrível", elogia o diretor. De acordo com Hugo, trabalhar com não atores (Perrú é o único ator em cena), mais que um desafio, é uma motivação: "Para mim, o que importa é o processo". Marcus Mota elogia o poder de Hugo de dar unidade a um trabalho com tantos elementos: "Como ele é músico, iluminador, cenógrafo... isso nos ajudou em todas as etapas. O Hugo também trabalhou no roteiro e com a estética do espetáculo, cores, texturas, movimentos e noção de espaço". No muro - ópera hip-hop fica em cartaz até 6 de dezembro.
Os griôs são os contadores de histórias africanos. Mas a proposta do espetáculo que leva o nome deste tradicional personagem é transcender seu significado. "Nos aventuramos em apresentar um griô de hoje, contemporâneo, mas sem deixar de lado os elementos da tradição", explica o intérprete João Negreiros, idealizador do espetáculo. O ator conseguiu viabilizar a montagem graças ao Prêmio Nacional Bolsa Funarte de Criação Artística - somente dois artistas do Centro-Oeste foram contemplados com o prêmio na última edição do edital e Negreiros é o representante de Brasília.
O texto de Estrada griô contém elementos das culturas indígena, afro e cristã. No palco, João Negreiros dança e interpreta - com base nas técnicas do método do Teatro do Movimento. "Convidei o Hugo justamente por ele transitar entre todas essas expressões", conta o ator. "Foi um prazer e um desafio trabalhar com ele. O Hugo é um furacão. Eu chegava nos ensaios com as minhas características, os meus vícios, e ele vinha e quebrava muita coisa. Eu trazia um texto todo comportadinho e ele dizia 'vamos abrir isso, vamos trazer coisas novas'. Todo dia era um surpresa. A maior dificuldade foi trazer a união das linguagens de maneira sucinta", relata Negreiros. "Foi uma parceria muito forte", avalia o diretor. "O João tinha uma ideia e eu ia encontrando novos pontos". Estrada griô faz curtíssima temporada, de sexta a domingo. Mas João Negreiros avisa que, em 2010, o espetáculo deve fazer turnê
NO MURO - ÓPERA HIP-HOP
De 27 a 6 de dezembro. Sexta, às 21h, e sábado, às 20h. Dias 2 e 3 de dezembro, às 20h, e dia 4, às 21h. Dias 5 e 6, sessões duplas, às 19h e às 21h. Entrada gratuita. Não recomendado para menores de 14 anos.
ESTRADA GRIÔ
Pré-estreia nesta quinta, às 21h, na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação indicativa livre.
Dança, esportes radicais, música, grafitagem, capoeira, literatura e outras linguagens culturais serão reunidas neste sábado e domingo, das 13h ás 18h no Parque da Uva, em Jundiaí. Neste sábado o evento traz na programação apresentações de rock, DJs e exibição de filmes. Já neste domingo está prevista a 11º edição do campeonato de bike Caxorro Loco, manobras de skate, le parkour, rugby, dança de rua, capoeira, cinema e grafitagem. De pop rock, tocam as bandas No Duck, Locomotrom, Natasha, Mickey Diesel, Radical Chick e Brasil In Conserto. Alexandre A.R.E recebe convidados para um show de hip hop. O sertanejo universitário será representado por Rodrigo Marim e Alexandre e Pimentel. Já o pagode é com o grupo Desaffio. Tocam ainda as bandas Positiva Reggae e Marakbeça (maracatu) e os DJs Igor Mezak.i, Ana Tatty, Joe, Barbatti, Cortez, Marcos Thorpe e Duble Shock. Haverá ainda instalação fotográfica, mostra de curtas de cineastas, varal literário e participação do Clube do Carro Antigo e do moto clube Caveiras do Japi.
A cultura hip hop ganha status de movimento social, especialmente pela luta de grupos como o Maloca, sediado em Cuiabá, que estimula a inclusão social por meio da arte. Além de problematizar a realidade da periferia e recriar as oportunidades, eles têm trabalhado nas pessoas, a autoestima e o poder de indignar-se.
Problematizam, recriam e assumem identidades, para fazer com que os moradores descontextualizados social e economicamente avancem para os centros das cidades. Tem um pouco da Maloca em diferentes pontos da capital mato-grossense agora.
É que na ocasião do projeto Novembro Negro, os artistas do grafite realizaram intervenções pela cidade. Agora, o próximo passo, é a idealização do Festival Dekebra, que ocorre neste sábado (21.11), no Parque Aquático da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento começa as 15h e segue pela madrugada com muitas atrações.
O festival encerra as atividades culturais e artísticas do evento Novembro Negro, realizado pelo Instituto Mandala e o Coletivo de Hip Hop - Maloca, com parceira da Secretaria de Estado de Cultura, Terra do Sol Empreendimentos Culturais e Gaepac Pró-yby.
O Dia da Consciência Negra estimula reflexões, mas este também é momento de celebração. Para dar um aspecto grandioso à festa, várias atrações prometem movimentar a noite de quem se aventurar pelo Festival Dekebra. Na mostra de dança não-competitiva apresentam-se seis grupos, já no duelo de rebolation, oito trios foram inscritos.
No quesito B-Boy, tem batalha importante, com competidores de várias regiões brasileiras. Para balançar o corpo e cantar a plenos pulmões, tem Mandala Soul, Quelinah (da série global Antônia), Garcia Gun (ES), Outro Nível (Go) e o grupo local de rap, Controvérsia. Quem apresenta a festa são os DJs Spinha e Clayton 7, quem finaliza, é o tão aguardado MC Dentinho.
O Festival
O Festival Dekebra reúne todos os anos B-boys, dançarinos, coreógrafos, profissionais da dança de rua e militantes da cultura hip hop de todo o Brasil para participarem não só de competições artísticas, como também, para se aprimorarem em cursos, workshops, oficinas e debates a fim de oportunizar a ampliação do alcance do movimento. Já a programação dirigida ao público, inclui intervenções de grafitti, exibição de filmes, feira mix e apresentações musicais.
Na edição de 2008, o Festival atraiu aproximadamente 5 mil, entre articuladores do movimento e espectadores que prestigiaram o evento que é referência no quesito dança de rua, pela proposta de dar visibilidade a ela, além de revelar novos talentos da cultura de rua que residem em Mato Grosso.
Maloca e outros projetos
As atividades realizadas pela Maloca visam o aprimoramento do processo de desenvolvimento humano com a proposta de afirmar a importância do diálogo, da troca de experiência, das manifestações artísticas como instrumento de inclusão social, de conscientização e mobilização perante o mundo.
Tem ainda entre seus objetivos, a promoção de ações, como eixo fundamental à sensibilização diante dos problemas sociais através da disseminação da arte urbana e da prática de esporte, e proporciona o estímulo aos atletas e artistas, entretenimento e diversão aos espectadores, através de modalidades criadas e praticadas nas ruas, e desenvolve as habilidades e revelam grandes talentos.
Desenvolvendo suas atividades em bairros periféricos, o coletivo Maloca trabalha na Grande CPA, considerado Centro da Região Norte de Cuiabá, e atende a comunidade em geral de mais de 50 bairros adjacentes, são mais de 105 mil habitantes (Censo 2000 - IBGE) distribuídos numa área de 30,70 Km2. Atuando na área políticas públicas culturais, participam de fóruns, que permite que a comunidade artística possa realizar suas produções visando a organização desse segmento como profissão que garanta sua auto sustentabilidade.
O projeto Conexão Rua em Dança, promovido pela Fundação de Cultura (MS), encerra as atividades de 2009 dentro do “MS Street Dance Fest 2009”. O evento é promovido pelo Estúdio Funk-se, e acontece entre os dias 20 e 22 de novembro no Teatro de Arena do Horto. A segunda edição do projeto Conexão Rua em Dança, orientado pelo coreógrafo Edson Clair, encerra as atividades com apresentações de grupos de dança de rua dos cinco municípios participantes do projeto: Coxim, Nova Andradina, Ponta Porã, Três Lagoas e São Gabriel D'Oeste.
O Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta-feira (20), feriado municipal, terá apresentações culturais, debates, exposições, rodas de conversa e palestras para estimular a reflexão sobre a situação do negro na sociedade brasileira.
As atividades começam às 8 horas com missa Afro na Igreja de São Benedito; às 9 horas, sessão solene na Câmara de Vereadores em homenagem à raça negra; e às 10 horas, no Sesc, apresentação de grupos e canto com repertório étnico (Coral Afro Tulany, Sanguluka, Capoeira na Periferia, com grupo de flauta doce).
A programação prossegue à tarde. Às 13h30, no Engenho Central, mostra artístico cultural (cururu, hip hop, dança de rua, dança afro, percussão, capoeira, batuque de umbigada, samba lenço, roda de samba com participações especiais). O encerramento acontece às 21 horas, no Largo dos Pescadores, com a Noite da Seresta - com a temática Dia da Consciência Negra.
No dia 21, a partir das 14 horas, no Sesc, será abordado o tema "Território: Cidadania e Cultura", com participação especial de Toniquinho Batuqueiro. Dia 22, às 14 horas, no Sesc, em pauta "São Paulo em Retalhos", com Junior do Peruche e participação especial de Mauricinho da Mazei.
Também no dia 22, às 17 horas, na Estação da Paulista, "Folclore Hoje". Dia 29, às 16 horas, no Largo dos Pescadores, acontece o aniversário do Porto Maracatu.
A programação é organizada pelo Centro de Documentação, Cultura e Política Negra e tem o apoio da Secretaria de Ação Cultural, Câmara de Vereadores, Assessoria de Gêneros e Etnias, SESC e Pastoral Afro.
Jurandir Silvestre, presidente do Centro, conta que durante o mês de novembro acontecerão atividades voltadas à população em geral.
"Queremos integrar a comunidade, conscientizá-la e sensibilizá-la para o assunto. Unir forças para um mundo mais justo e humano".
Rosângela Camolese, secretária da Ação Cultural, disse que as comemorações visam a unir os esforços daqueles que desenvolvem atividades em prol da comunidade negra.
"Fortalecem as ações de quem luta o ano todo pela consciência negra, assim como as atividades em prol das mulheres e dos idosos".
HISTÓRIA. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Durante cem anos (1595-1695), o Quilombo dos Palmares constituiu um foco de resistência aos ataques da Coroa. Em função da sua importância, tem sido um marco nas relações sociais e culturais que contribui no fortalecimento de ações para a cidadania.
Os quilombos representavam um momento único da história do país, pois neste espaço se concretizava o ideal da convivência harmônica entre os diferentes povos e culturas. Deste modo, negros, brancos e indígenas desfrutavam de uma igualdade de direitos e deveres em um espaço comum.
Quem ainda não participou das atividades do Novembro Negro ainda tem mais uma oportunidade. Nesta última semana, a música será o ponto forte do evento, com diversas atrações. No dia 19, quinta-feira a partir das 20h, o Novembro Negro realiza uma grande homenagem a pessoas que lutam pela promoção da cultura negra em Mato Grosso. A entrega do Prêmio Macário será encerrada com show de Luciana Bonfim, que interpreta Clara Nunes. Após o show, o bar Clube de esquina será palco do show Kizumba.
No dia 20 de novembro, sexta-feira, no Largo da Igreja São Benedito tem a segunda edição do Ritmo dos Tambores, com a participação de B.Boys, grupos de capoeira, Dj Spinha, Batuquenauá, Percussionista Raul Forte, Cantora Viviam Arruda, Ogãs do Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro. Anselmo Parabá, um dos fundadores do Instituto Mandala, explica que essa é mais uma ação do Instituto em parceria com o Maloca, para consolidar a nova cena cultural alternativa de Cuiabá, que vem se desenhando com muita propriedade. O Encontro Ritmo dos Tambores coloca em cena os genuínos ritmos brasileiros de forma interativa e inovadora. Durante o espetáculo são apresentadas cantigas e ritmos que resgatam de forma peculiar a trajetória do povo africano e toda sua herança musical que influencia o Brasil.
Encerrando as atividades do Novembro Negro em Cuiabá, no dia 21 de novembro acontece o Festival Dekebra no Parque Aquático da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Para aqueles que tem fôlego, o evento começa às 15h e segue pela madrugada com muitas atrações. A reunião de b.boys, dançarinos, coreógrafos, profissionais da dança de rua, militantes da cultura Hip Hop de todo o Brasil que irão participar da Batalha de Break dance prometem levar diversão ao público. Durante o evento acontecerá o Encontro de Rebolation; Batalha de B.boys intercalado com a Mostra Não Competitiva de Dança de Rua; Pocket Shows com Grupos de Rap; Show Nacional com Quelinah, MC Cabal e DJ MK e Garcia Gam e Djs de Black Music.
O nome do evento, ‘Dekebra’ remete a quebrada da periferia, ao gueto, o que faz uma ligação a própria historia do hip hop, que surgiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, os guetos, enfrentavam diversos problemas de ordem social como pobreza e violência. No Brasil data-se que a cultura hip hop tenha chegado em 1980. Em Cuiabá diferentes grupos atuam na promoção dessa manifestação cultural, incentivando e promovendo ações voltadas para os adolescentes e jovens de periferia.
A entrada para o Festival terá valores entre R$ 5 e R$ 10 reais. Para adquirir basta ir as lojas Chilli Beins, Gatos de rua, Paralelo tour e Atacadão dos bonés. O valor cobrado na entrada será revertido para a construção da sede do Ponto de Cultura Maloca - Arte Substitui o Crime, no bairro CPA IV em Cuiabá.
A realização do Novembro Negro é do Instituto Mandala, Coletivo de Hip Hop- Maloca, Terra do Sol Empreendimentos Culturais e Gaepac Pró-yby, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e da Universidade Federal de Mato Grosso.
A programação da Semana da Consciência Negra continua amanhã com o dia dedicado ao hip-hop e outras danças de rua e movimentos jovens de afros-descendentes. A partir das 08:00 serão realizados dois debates, “Papo de Roda e Consciência Jovem” e “Negritude, Drogas e Violência”.
Às 10:00 tem o debate “Protagonismo Juvenil Negro”. Paralelo a este debate no mesmo espaço do Centro de Cultura Negra estará acontecendo a Batalha de B.Boys.
Durante todo o dia serão ministradas oficinas de dj’s, rima, grafite, dança de rua e percussão. Todos com inscrição grátis. À tarde terá ainda a oficina de áudio-visual, às 15:00, quando será discutida a utilização do áudio-visual como meio de divulgação da vivência de grupo de afro-descendentes a exemplo dos grupos de arte de rua.
À noite os fãs e admiradores de danças de rua poderão assistir apresentações de rap, hip-hop, afro b.boys e do mc Leléo, a partir das 19:00, no anfiteatro do Centro de Cultura.