A Casa de Cultura Elbe de Holanda vai selecionar dez bolsistas para sua Oficina de Graffiti. As inscrições e a avaliação acontecem no local, no dia 2 de março, onde haverá prova prática e uma entrevista. Os interessados devem levar trabalhos de desenho, pintura ou fotografias, e carta com o pedido de bolsa. As aulas começam no dia 18 de março. O valor da oficina para os não-bolsistas é de R$ 60.
Abre hoje, às 20h10min, a exposição Dilúvio, de Carlos Dias e Viti, na COR Galeria de Arte, em Florianópolis.
A mostra tem por objetivo retratar as chuvas, as lágrimas, as praias e tudo que vem relacionado às águas. Para isto nada melhor do que a COR Galeria de Arte, que fica na Lagoa da Conceição. A exposição mistura as impressões de dois artistas que bebem da mesma fonte: a cultura pop e juvenil do Brasil e com inspirações do mundo inteiro.
O artista Carlos Dias é natural de Porto Alegre e morou durante muito tempo em São Paulo, onde foi incluenciado pelo skate, movimento punk, graffiti, hardcore, street art e presentes na cultura jovem dos anos 1980 e 1990. O artista já expôs em Los Angeles, Paris e em vários museus da América Latina, com uma arte que mistura expressionismo, pop e psicodelismo.
Viti também é porto-alegrense e já levou sua arte a Berlim, Budapeste, Milão, Barcelona e traz seu universo pictórico artístico a Floripa, com uma explosão de cores e referências à cultura pop e ao folclore brasileiro. Com a influência de diversos lugares do planeta Viti faz também produtos da chamada toy art.
A COR Galeria de Arte fica na Av. das Rendeira, 552, na Lagoa da Conceição. A mostra pode ser visitada até dia 9 de fevereiro. O acesso é gratuito.
Um tributo ao rei do pop mundial leva arte, alegria e saudade a dezenas de metros quadrado nas estações de trens da capital paulista. A ação, idealizada pela Sony Pictures Home Entertainment, marca o lançamento do DVD “Michael Jackson This is It no Brasil”, que acontece no dia 27 de janeiro.
Os mais de dois milhões de usuários que circulam diariamente pelas linhas da CPTM vão se deparar com um grande tributo a Michael Jackson. Cinco estações foram pintadas por artistas convidados, todos com grande repercussão no cenário nacional e internacional do graffiti. O trabalho de cada um foi inspirado no documentário “Michael Jackson This is It”, que será lançado em DVD e Blu-Ray na próxima semana, dia 27 de janeiro.
Os locais foram pintados nos dias 16 e 17 de janeiro e assim permanecerão durante pelo menos dois meses.
A ação, idealizada pela Sony Pictures Home Entertainment, faz parte do projeto Galeria de Arte a Céu Aberto Arte nos Muros da CPTM e conta com o apoio da Collorgin.
Abaixo, as estações e os artistas que participam do projeto:
ESTAÇÕES DETALHES ARTISTA
7 - Pirituba Próximo à plataforma (30m²) Bonga
8 - Carapicuiba Próximo à Caixa d´água (27m²) Dingos
9 - Osasco Próximo à plataforma (30m²) Mauro
10 – Mooca Próximo à plataforma (35m²) Nossa
11 e 12 - Brás Espaço Cultural CPTM (100m²) Graphis e Binho
Junto deste release, encaminhamos algumas fotos dos paineis. Caso precise delas em alta resolução é só entrar em contato.
OUTRA GRANDE AÇÃO PARA E “MICHAEL JACKSON THIS IS IT”
Está sendo preparada uma mega mobilização para fazer parte das comemorações do aniversário da cidade de São Paulo, no feriado de 25 de janeiro. A ação promete reunir milhares de pessoas, especialmente fãs de Michael Jackson, no Vale do Anhangabaú. Em breve, mais informações sobre horário e local exato da ação que vai fazer todo mundo dançar.
A estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, amanheceu ontem coberta de graffiti. As inscrições cobriam a cabeça, os braços e o peito da estátua de 40 metros de altura, um acto que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já considerou de “crime de lesa-pátria”.
Na estátua podiam ler-se frases como “onde está a engenheira Patrícia?” e “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”. A estátua já está totalmente limpa, segundo informou a Comlurb, que prestou consultoria à empresa contratada pela Arquidiocese para fazer a limpeza.
"É crime de lesa-pátria. Trata-se de um ícone não só do Rio, mas do Brasil todo. São delinquentes, marginais, que serão presos assim que identificados", afirmou o prefeito Eduardo Paes. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, “é impossível identificar o conteúdo dos graffiti”.
O principal cartão postal do Brasil está fechado a visitas há uma semana devido às reparações que têm vindo a ser feitas desde o início de Março. Ainda não há previsão para reabrir os acessos à estátua, nem o Parque Nacional da Tijuca, interrompidos depois dos deslizamentos de terra devido às cheias.
A frase “onde está a engenheira Patrícia” tem a ver com o movimento“Cadê Patrícia”, uma engenheira de produção de uma multinacional, Patrícia Franco, que está desaparecida desde 2008. A família já condenou o graffiti e no blogue afirma reprovar qualquer tipo de acto de vandalismo. “As nossas manifestações são em busca de Justiça, mas sempre dentro da lei. E não temos relação com o ocorrido.”
O K.O.B. - King Of Brasil - será o maior acontecimento de arte Graffiti e contará com um corpo de jurados composto por grafiteiros internacionais
Os praticantes e amantes do Graffiti têm até o dia 10 de Fevereiro para se inscrever, gratuitamente, na primeira Batalha Nacional de Graffiti que acontecerá entre os dias 25 e 28 de março, no Centro de Exposições Imigrantes.
A ficha de inscrição e todo o regulamento podem ser baixados pelo site: www.kingofbrasil.com.br. Poderão participar da Batalha crews brasileiras que possuam artistas brasileiros e no máximo um estrangeiro.
Capitaneada pelos grafiteiros Graphis, Shock Maravilha e Bonga, o K.O.B. será o maior acontecimento para a arte Graffiti nacional e contará com um corpo de jurados composto por grafiteiros internacionais. A Batalha acontecerá durante o Urban Fest - Feira de cultura, atividades e moda que vai agitar a cena urbana da capital paulista. O Graffiti será um dos grandes destaques.
Nos quatro dias de evento, o público poderá conferir, ainda, inúmeras atrações como live paint com jurados e capitaneadores da Batalha, workshops, exposições, customização, futebol freestyle, skate, batalha de break, performances de DJ´s e outras manifestações artísticas e urbanas.
O K.O.B. – King Of Brasil e Urban Fest acontecem entre os dias 25 e 28 de março de 2010, no Centro de Exposições Imigrantes. www.urbanfest.com.br e www.kingofbrasil.com.br. Realização pela AM3 Feiras e Promoções, de Caito e Luis Augusto de Alcântara Machado.
Durante anos, Júlio Pereira rendeu-se ao cavaquinho e ao bandolim. Agora, junta estas duas paixões a uma nova, a Internet, e nela dá a ouvir os primeiros dois temas do seu novo disco - "Graffiti" - onde pela primeira vez inclui só canções. O CD surgirá em Maio.
Surpreenda-se quem, ao longo dos últimos 30 anos, se habituou a comprar discos marcadamente instrumentais de Júlio Pereira. O seu novo trabalho, que está a ser desenvolvido por fases (a primeira arrancou no passado dia 1 com o download gratuito de dois dos temas) é "um disco de canções". Nele, o compositor alia a sua música às letras de Tiago Torres da Silva e convida uma série de cantores para darem voz aos temas.
As primeiras duas canções, disponíveis para download gratuito na página do músico na Internet (www.juliopereira.pt), contam com a participação das cantoras Maria João (no tema "Magia imaginação") e Luanda Cozzeti (que canta "É um dia sim, é um dia não").
Aquando do seu último concerto, "Geografias", em Lisboa, a 13 de Novembro do ano passado, Júlio Pereira contou ao JN que já estava a trabalhar num novo projecto. Acrescentou mesmo que há já algum tempo que havia decidido "fazer um disco de canções".
Um autor e um pintor
Para escrever as letras convidou Tiago Torres da Silva, que só conhecia da Internet, e de quem apenas lera três ou quatro canções de que gostou muito. Em Outubro, no Bairro Alto, reviu o artista plásticoTiago Taron, que conhecera há anos em Moscovo, com o pequeno bloco de aguarelas que este sempre traz consigo e ficou encantado com a pintura. O conceito do novo disco nasceu por isso das conversas iniciais entre Tiago Taron e Júlio Pereira que, segundo o músico contou à Lusa, foram talvez a "parte mais importante e substancial do projecto", porque o pintor tinha feito um trabalho sobre graffiti no Bairro Alto.
"Embora o que soe seja a palavra graffiti, o que importa é o conceito que está por detrás disto tudo", sublinha o músico e compositor. Um conceito que, segundo ele, "permite ir jogando com palavras, sonoridades, músicas, culturas, ao mesmo tempo que se vão criando histórias".
Daí que, logo para o single, que será editado dia 14 deste mês, tenha ido buscar Maria João, uma portuguesa conhecida internacionalmente, para interpretar uma canção onde se ouve "a magia, a imaginação que eu trazia na minha mão", e uma brasileira, Luanda Cozetti, que na canção diz "tudo igual/O chôpe na pressão/A imperial/Arroz e feijão/Brasil, Portugal/A mesma nação(...)". Estes dois temas fazem parte de "Graffiti", cujo projecto será apresentado dia 15, no espaço Ler Devagar, em Lisboa. No final de Fevereiro (a segunda fase da iniciativa), haverá o lançamento de um EP com quatro canções seguindo-se, em meados de Maio, o CD.
O músico aposta forte na divulgação deste seu novo trabalho na Internet, um meio que considera fundamental para suscitar interesse e curiosidade pela sua produção, tanto a nível nacional como internacional. Júlio Pereira considera mesmo que, se não fosse a Internet, provavelmente nunca teria chegado aos festivais internacionais para que foi convidado a participar.
"Há que desdramatizar esta questão da Net. Vivemos num mundo de mudança e temos de nos saber adaptar a ela". Por isso mesmo, o músico não dispensa a sua página no MySpace.
"Graffiti" conta com a participação de Miguel Veras (guitarra) e a voz de Sofia Vitória. n
Foi o talento de jovens que insistiram em colorir os muros da cidade, à revelia de tudo e de todos, que colocou São Paulo no mapa da arte de rua.
Hoje, nas ruas ou nos museus, a capital paulistana é referência mundial quando o assunto é arte urbana. O sucesso dessa trajetória ganha agora um novo capítulo com o projeto da 1ª Bienal Internacional de Arte de Rua de São Paulo (BIAR), prevista para acontecer no segundo semestre de 2010.
O evento deve reunir sobre um mesmo slogan -- o da arte de rua -- as várias linguagens estéticas da urbe: o grafite, o "pixo", os stickers (adesivos) e os lambe-lambes. A ideia é instituir no calendário cultural da cidade uma grande mostra que celebre essa produção contemporânea periodicamente.
A BIAR pretende explorar a história do grafite e expor painéis, instalações e vídeos no prédio que sediará o MAC (Museu de Arte Contemporânea) no Ibirapuera (antigo Detran). Ao mesmo tempo, o evento quer pulverizar trabalhos de artistas do Brasil e do mundo pela cidade, do centro às periferias de São Paulo.
"Serão convidados 50 artistas para expor trabalhos no museu e fazer intervenções por São Paulo", explica Rui Amaral, artista, idealizador e um dos curadores do evento.
"O espaço de dentro é o da reflexão. E aquilo que for produzido externamente é para ser deixado na cidade", conta ele. "A Bienal termina, mas os trabalhos permanecem."
Banksy, o grafiteiro britânico que se consagrou como o artista de rua mais famoso da atualidade, e o italiano Blu são prioridade na lista dos convidados internacionais. "O tamanho da BIAR, no entanto, vai depender do montante de recursos captados", diz Amaral, ele mesmo um dos pioneiros do grafite nacional, cujo traçado colore de azul, branco e amarelo o "buraco da Paulista" desde os anos 80 até os dias de hoje.
Fazem parte do corpo curatorial da BIAR Amaral, Celso Gitahy, artista e autor de "O Que É Graffiti", da coleção Primeiros Passos (Ed. Brasiliense), e os grafiteiros Binho Ribeiro, Ozi, Samir Muad, Tikka Meszaros e Tinho.
Além de convidados, o evento deve exibir uma seleção feita a partir de trabalhos inscritos, ter palestras e uma feira com objetos derivados da arte urbana, como peças de roupa e objetos estilizados.
Com uma centena de obras - inclusive seis murais que serão apagados no encerramento da mostra - os artistas Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão, propõem no Museu uma experiência com obras que interagem entre si e com o visitante.
"De dentro para fora / De fora para dentro" tem curadoria de Mariana Martins, Baixo Ribeiro e Eduardo Saretta e a ambiciosa meta de alcançar 150 mil visitantes entre 20 de novembro e 5 de fevereiro de 2010.
A exposição traz também os seis vídeos que narram a trajetória de cada artista, desde seus trabalhos pelas avenidas de São Paulo e do Brasil, passando por obras nas ruas e prédios de cidades da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, até a absorção do gênero por grandes galerias de arte nas principais capitais culturais do planeta.
Unidos pela origem e destino - começaram suas carreiras pintando as ruas de São Paulo, fazendo graffiti e outras intervenções urbanas, e hoje apresentam seus trabalhos em galerias e museus nacionais e internacionais - um grupo de seis artistas contemporâneos acaba de ser convidado pelo MASP para apresentar, no Museu, suas trajetórias de quase duas décadas de produção artística.
Cada um dos seis artistas traz suas contribuições que, no conjunto, totalizam mais de 100 trabalhos de diversos formatos e mídias, buscando interação entre si e com o espectador, que poderá entrar e passear pelas instalações. Grandes paredes falsas e até mesmo o piso serão usados como base para dar a vida aos murais, instalações, telas e fotografias - a maioria produzidas no próprio MASP nas três semanas que antecedem a abertura ao público, resultando numa mostra exclusiva a partir deste diálogo com o espaço do Museu.
SERVÇO:
Em cartaz até 5 de fevereiro de 2010
De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h.
Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos.
Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
Classificação etária: Livre
Hoje é o primeiro dia do Festival Consciência Hip Hop, em Cuiabá, o maior festival do gênero da Região Centro-Oeste.
Por natureza, o hip hop já é uma fusão de modalidades artísticas. Reúne música, dança e artes plásticas, nos já conhecidos rap, break e graffitti.
A proposta do Consciência Hip Hop, organizado pela Central Única de Favelas de Cuiabá (CUFA/MT) é ampliar ainda mais esse leque, tanto incorporando outras atividades relacionadas ao universo de rua do hip hop quanto abrindo espaço para uma reflexão sobre a cultura negra de periferia.
Em sua 5ª edição, o Consiciência Hip Hop tem dois dias de intensas atividades. Dezesseis atrações de cinco estados brasileiros e do Distrito Federal sobem no palco do Festival hoje e amanhã. Confira a programação.
Além de nomes de expressão do rap nacional, como Ataque Beliz (DF), Linha Dura (MT), Arcanjo (SP), Caracará na Viagem (RN), e Erick Flow Man (GO), o Festival inovou e abriu o palco para uma companhia de dança de rua, a Free Mind, vencedora de vários campeonatos nacionais.
A dança de rua, claro, também está representada nas Batalhas de Break, onde B.boys e B.girls suam a camisa durante esses dois dias para demonstrar sua habilidade. Já os Rachas de MCs acontecem às noites, nos intervalos dos shows.
Para completar os elementos tradicionais do hip hop, o evento oferece oficinas gratuitas de graffitti com o grafiteiro Gaspar, de Rondônia, que faz intervenções no espaço do Festival.
Também acontecem oficinas gratuitas de DJ e pixaim. Quem se dá bem com esta última é a comunidade, que ganha tranças e penteados afro de graça durante o dia. À noite, enquanto rolam os shows, as trançadeiras do Projeto Circuito Pixaim também fazem tranças a preços populares.
O Festival Consciência Hip Hop também pretende discutir a cadeia produtiva do Hip Hop, a circulação, distribuição e consumo de artistas e agentes culturais envolvidos com as linguagens que fazem parte desse universo.
Daí a realização do Seminário Consciência Hip Hop e a Reunião da Frente Brasileira Hip Hop, que acontecem durante o Festival e contam com a presença, entre outros, de Alex Antunes, jornalista, produtor e escritor especializado em música, atualmente na Revista Rolling Stones.
Centro Esportivo Cultural CUFA
O Festival Consciência Hip Hop também marca o lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA, complexo esportivo- cultural destinado à população do bairro São João Del Rey e outros cinco bairros do entorno: Santa Laura, Osmar Cabral, Tijucal, Liberdade e Novo Milênio, todos historicamente esquecidos pelos serviços públicos.
Com salas multi-uso, quadra esportiva, vestiário e um amplo espaço para o acolhimento de projetos sociais, esportivos e culturais, o Centro é resultado de uma parceria entre a CUFA, os Ministérios de Esporte e Justiça e Prefeitura Municipal de Cuiabá.
Parte importante de quase todas as atividades da CUFA, o basquete de rua inaugura as instalações do Centro Esportivo Cultural CUFA. Os basqueteiros de rua fazem jogos amistosos, que são disputados nas manhãs do final de semana.
Novo Milênio, bairro que resulta de uma invasão na região da grande Tijucal é um dos que estão localizados no entorno do Bairro São João Del Rey, local onde a CUFA (Central Única das Favelas de Mato Grosso) fará a inauguração do Centro Esportivo Cultural CUFA, no dia 05 de Dezembro, a partir das 09 horas. Além do Novo Milênio, mais nove bairros da região fazem divisa com o CECC . A cerimônia de lançamento conta com a presença de toda a comunidade dos bairros, autoridades, além de artistas e produtores culturais de Mato Grosso e outros estados que estarão na capital para a 5ª Edição do Festival Consciência Hip Hop – A Cultura que Mistura.
Seminários
O Festival Consciência Hip Hop configura-se como topo da cadeia produtiva do Hip Hop em nosso Estado, e, por conseguinte, tem a função de estimular a circulação, distribuição e consumo de artistas e agentes culturais envolvidos com essa linguagem. Assim, Rappers, Grafiteiros, bboys, djs reunir-se-ão em Cuiabá para qualificar ainda mais este processo. O Seminário Consciência Hip Hop e a Reunião da Frente Brasileira Hip Hop, que acontecerão durante o Festival, contam com a presença de Alex Antunes, Jornalista, produtor e escritor, especializado em música e atualmente trabalha na Revista Rolling Stones.
Batalhas de Break e MC
B.Boys e B.girls de Cuiabá, Várzea Grande Rondonópolis, Primavera do Leste e Barra do Garças vem a Cuiabá para a Batalha Consciência Hip Hop, sucesso de público em 2008. Esta terá inicio as 13 h, no dia 05/12 e segue até o dia seguinte, quando será realiza a final. Além disso, a dança ganha uma atenção especial no Festival; o grupo cuiabano de dança de rua Free Mind, vencedor de diversos campeonatos nacionais, se apresenta no palco de shows, no dia 06 as 21:30h. Os Mc’s não ficam de fora, os “rachas” acontecem no intervalo dos shows, que terão inicio as 19h no dia 05 e as 18:30 no dia 06/12.
Oficinas: Pixaim, Dj e Graffiti
O Projeto Circuito Pixaim marca presença com as oficinas de tranças e penteados afro, oferecidas gratuitamente a comunidade. A noite, durante os shows, as trançadeiras do projeto estarão fazendo tranças a preços populares. Oficinas de Dj, com o Dj Gio de Mato Grosso do Sul, também será oferecida gratuitamente, a partir das 14 horas, no dia 05. Já as oficinas de grafiiti, será realizada com o grafiteiro Gaspar de Rondonia, que fará intervenções durante o festival.
Basquete de Rua e Shows Nacionais
Como não poderia deixar de ser, os basqueteiros de rua, farão jogos amistosos durante o lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA. Os times Pl Street, Ipase, Faith Action, Só Dimenor, já marcaram presença. Os shows começam as 19 horas, no dia 05 de Dezembro, e conta com a presença de bandas nacionais, como Ataque Beliz (DF). Arcanjo (SP), Fungos Funk (GO), Caracará na Viagem (RN), Eko (GO), e Erick Flow Man (GO).
Veja a Programação Completa:
Dia 05/12 – Sábado
09:00 Abertura/ Lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA (presença de autoridades)
09:00h Intervenção de Graffiti com Gaspar (RO)
13:00h Batalha de Break Consciência Hip Hop
14:00h Seminário Com Alex Antunes (SP)
14:00h Oficina de Dj com Dj Gio (MS)
16:00h Seminário Circulação no Hip Hop
16:00h Cinema Hip Hop
19:00h Mano Careca (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:25h Atos 29 (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:50h Wesley Dugueto (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
20:15h Fase Terminal (MS) http://www.myspace.com/faseterminal
20:50h 288 FDK (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
21:15h Fungos Funk (SP) http://www.myspace.com/fungosfunk
21:50h Eko (GO) http://www.myspace.com/ekom79
22:25h –Ataque Beliz (DF) http://www.myspace.com/ataquebeliz
06/12 Domingo
09:00h Batalha de Break Consciência Hip Hop
09:00h Reunião Frente Brasileira Hip Hop
09:00 Intervenção de Graffiti com Gaspar (RO)
14:00 Oficina de Dj com Dj Gio (MS)
14:00h Sustentabilidade no Hip Hop
16:00h Seminário Circulação Hip Hop
18:30h Controvérsia (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
18:55h Altos e baixos (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:20h Demosntrô (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:45h – Erick Flow Man (GO) http://www.myspace.com/erickflowman
20:20h Carcará na Viagem (RN) http://www.myspace.com/carcaranaviagem
20:55h – Arcanjo (SP) http://www.myspace.com/arcanjoras
21:30h – Free Mind (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
21:45h - Linha Dura (MT) http://www.myspace.com/linhadura
"Estou enlouquecido", brinca o diretor de teatro Hugo Rodas, sobre estrear dois espetáculos na mesma semana. O uruguaio de 70 anos, radicado em Brasília há mais de três décadas, se refere a Estrada griô e No muro - ópera hip-hop. O primeiro tem pré-lançamento para convidados nesta quinta no sala multi-uso do Espaço Cultural Renato Russo, o segundo entra em cartaz na sexta, na Sala Plínio Marcos, da Funarte. "Pelo menos, eles começam em dias diferentes. O problema mesmo são os ensaios gerais antes da estreia - temos que tentar conciliar os horários", continua o diretor.
Rap, canto lírico, dança de rua e tragédia grega são elementos que se misturam em No muro - ópera hip-hop. O projeto surgiu de um laboratório de dramaturgia lecionado por Marcus Mota. O aluno Plínio Perrú, que assina com o professor a dramaturgia musical do espetáculo, sugeriu o tema hip-hop. "Ele tem os contatos do pessoal do rap, do break, e os convidamos para participar", conta Marcus. No elenco da montagem estão, por exemplo, o grupo DF Zulu e o DJ Jamaika. O roteiro foi aprovado num edital da Eletrobrás, o que permitiu ao espetáculo sair do papel e o convite para Hugo Rodas dirigir a montagem.
"Foi um intercâmbio muito rico. Eu passei a semana inteira olhando aqueles meninos dançando, fazendo piruetas em cima da cabeça, uma coisa incrível", elogia o diretor. De acordo com Hugo, trabalhar com não atores (Perrú é o único ator em cena), mais que um desafio, é uma motivação: "Para mim, o que importa é o processo". Marcus Mota elogia o poder de Hugo de dar unidade a um trabalho com tantos elementos: "Como ele é músico, iluminador, cenógrafo... isso nos ajudou em todas as etapas. O Hugo também trabalhou no roteiro e com a estética do espetáculo, cores, texturas, movimentos e noção de espaço". No muro - ópera hip-hop fica em cartaz até 6 de dezembro.
Os griôs são os contadores de histórias africanos. Mas a proposta do espetáculo que leva o nome deste tradicional personagem é transcender seu significado. "Nos aventuramos em apresentar um griô de hoje, contemporâneo, mas sem deixar de lado os elementos da tradição", explica o intérprete João Negreiros, idealizador do espetáculo. O ator conseguiu viabilizar a montagem graças ao Prêmio Nacional Bolsa Funarte de Criação Artística - somente dois artistas do Centro-Oeste foram contemplados com o prêmio na última edição do edital e Negreiros é o representante de Brasília.
O texto de Estrada griô contém elementos das culturas indígena, afro e cristã. No palco, João Negreiros dança e interpreta - com base nas técnicas do método do Teatro do Movimento. "Convidei o Hugo justamente por ele transitar entre todas essas expressões", conta o ator. "Foi um prazer e um desafio trabalhar com ele. O Hugo é um furacão. Eu chegava nos ensaios com as minhas características, os meus vícios, e ele vinha e quebrava muita coisa. Eu trazia um texto todo comportadinho e ele dizia 'vamos abrir isso, vamos trazer coisas novas'. Todo dia era um surpresa. A maior dificuldade foi trazer a união das linguagens de maneira sucinta", relata Negreiros. "Foi uma parceria muito forte", avalia o diretor. "O João tinha uma ideia e eu ia encontrando novos pontos". Estrada griô faz curtíssima temporada, de sexta a domingo. Mas João Negreiros avisa que, em 2010, o espetáculo deve fazer turnê
NO MURO - ÓPERA HIP-HOP
De 27 a 6 de dezembro. Sexta, às 21h, e sábado, às 20h. Dias 2 e 3 de dezembro, às 20h, e dia 4, às 21h. Dias 5 e 6, sessões duplas, às 19h e às 21h. Entrada gratuita. Não recomendado para menores de 14 anos.
ESTRADA GRIÔ
Pré-estreia nesta quinta, às 21h, na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação indicativa livre.
Dança, esportes radicais, música, grafitagem, capoeira, literatura e outras linguagens culturais serão reunidas neste sábado e domingo, das 13h ás 18h no Parque da Uva, em Jundiaí. Neste sábado o evento traz na programação apresentações de rock, DJs e exibição de filmes. Já neste domingo está prevista a 11º edição do campeonato de bike Caxorro Loco, manobras de skate, le parkour, rugby, dança de rua, capoeira, cinema e grafitagem. De pop rock, tocam as bandas No Duck, Locomotrom, Natasha, Mickey Diesel, Radical Chick e Brasil In Conserto. Alexandre A.R.E recebe convidados para um show de hip hop. O sertanejo universitário será representado por Rodrigo Marim e Alexandre e Pimentel. Já o pagode é com o grupo Desaffio. Tocam ainda as bandas Positiva Reggae e Marakbeça (maracatu) e os DJs Igor Mezak.i, Ana Tatty, Joe, Barbatti, Cortez, Marcos Thorpe e Duble Shock. Haverá ainda instalação fotográfica, mostra de curtas de cineastas, varal literário e participação do Clube do Carro Antigo e do moto clube Caveiras do Japi.
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Grafite em telas e nos muros é o que promete a exposição Escrita infame, que será aberta amanhã, no Quintal Bar Cultural. Na mostra, obras dos paulistas Chambs, Armamento Visual, Graphis e BNT e dos mineiros Mosh, Ed-mun, Ma3us. “É surrealismo misturado com observação do cotidiano e da cultura hip-hop”, explica Matheus Aminadab, de 29 anos, o Ma3us – um dos organizadores do evento. É, acrescenta, oportunidade de conhecer artistas renomados, que têm realizado trabalho em todo o Brasil, além de ver as diferentes escolas e técnicas.
“Essa arte que surge na beirada do concreto. Ser efêmera, sem compromisso, mexer no cotidiano das pessoas, surgir do nada e em locais inesperados… essas são qualidades do grafite. Ele faz o ser humano refletir independentemente de gostar ou não do que vê”, defende Ma3us. Falando dos artistas, explica que na exposição estão a antiga e a nova escola. A “velha geração” (ele, Graphis, Chambs, BNT) tem como caraterísticas o uso da técnica do estêncil (impressões com matrizes recortadas em papelão), o gosto por escritas e letras e o fato de não trabalharem com personagens. A “nova geração” tem visualidade que flerta com o design, a animação, gosta de personagens e tem diálogo com a moda. “São estilos diferentes e ao mesmo tempo revelam a evolução do grafite”, observa.
Débora Prado/Divulgação
A mostra surgiu a partir de convite feito a Ma3eus pelos proprietários do Quintal Bar Cultural para que ele fizesse a decoração da casa. “Sugeri ampliar a proposta. É casa de música e tem tudo ver a ver misturá-la com a arte”, afirma, lembrando que os fundamentos da cultura hip-hop são exatamente DJs, MCs (canto e poesia), B-boys (dançarinos) e grafite. Com relação à produção de Belo Horizonte, diz que os trabalhos “têm uma pegada mais artística – em outras cidades há muito mais escritos”. Todos os participantes da exposição também vão mostrar telas. “Acho ótimo. É mais uma opção para apresentar ideias, estilos e o que pensa cada artista”, conclui.
ESCRITA INFAME
Mostra obras de Ma3us, Mosh, Ed-mun, Chambs, Armamento Visual, Graphis e BNT. Abertura amanhã, a partir das 20h, no Quintal Bar Cultural, Rua Grão Mogol, 980, Sion, (31) 98015061. Aberta de segunda a sexta, das 10h as 18h; sábado e domingo, das 16h às 23h. Até dia 28. Informações: www.quintalbarcultural.com.br.
Nesta segunda-feira, o Cine Odeon, na Cinelândia, se transforma em um grande palco para rappers, MC’s, b-boys, graffiteiros... E cineastas. Até quinta-feira (19), acontece o Hutúz Filme Festival, realizado pela Central Única das Favelas (Cufa), que traz um mix de cinema, arte urbana e hip hop. A mostra audiovisual do Prêmio Hutúz chega a sua sétima edição com 24 filmes, entre documentários, curtas e videoclipes de rap e hip hop. Grafite, break, debates e shows de MC’s também integram a programação.
O festival reúne filmes que dialogam com o universo do negro e do Hip Hop. Entre os cotados da mostra, estão "Rize" (2005), documentário do fotógrafo David LaChapelle, sobre um movimento underground de dança nascido nas ruas de Los Angeles, e o média-metragem "Mundo Colorido" (2008), de Rodrigo Villas Bôas, vencedor do prêmio de Melhor Documentário no Festival CineCufa 2009. O clássico "Style Wars" (1984), um dos primeiros filmes documentais sobre a cultura hip hop, também estará no telão.
Na abertura da mostra, será exibido o documentário "Selva de Pedra", dirigido pelo coordenador-geral da Cufa Ceará Preto Zezé,que retrata a realidade dos viciados em crack na cidade de Fortaleza. O encerramento fica por conta do média-metragem "Profissão MC", que inclui debate com o diretor e rapper Alexandre Buzo, e, ainda, show com o MC Criolo Doido.
Além de filmes, haverá intervenções de grafite, hoje, e break, amanhã, na área externa ao cinema.
Programação
16/11 - Segunda-feira
15h30 - Intervenção de grafite nas paredes do Odeon - um grupo de grafiteiros vencedores dos últimos Prêmio Hutúz, irá deixar suas marcas no paredão do hall do Odeon!
19H - Lançamento do filme "Selva de Pedra - A Fortaleza Noiada" de Preto Zezé.
* Após o filme haverá debate com o diretor.
17/11 - Terça-feira
17h -Intervenção de Break na Cinelândia - um grupo de b boys e b girls se reunirá em frente ao Odeon Petrobras, na Cinelândia, para uma grande apresentação de break, antecedendo a sessão de filmes sobre break!
19h - Filmes
"Testa de Ferro" - vídeo clipe - Sinopse
"Respeito é para quem tem" - vídeo clipe
"Batalha Individual do Break" - vídeo clipe
"Rize" - longa metragem - documentário
18/11 - Quarta-feira
17h - Filmes
"Depressão" - vídeo clipe
"Histórias das Megalópolis" - curta metragem - ficção
"Transposição" - curta metragem - documentário
"Diretamente das Ruas" - curta metragem - ficção
"Versificando" - média metragem - documentário
19h - Filmes
"O Bonde não para"- vídeo clipe
"PIB - Nossa escola" - vídeo clipe
"Prostituta" - vídeo clipe
"Estação Auber" - curta metragem - ficção
"Style Wars" - longa metragem - documentário
19/11 - Quinta-feira
17h - Filmes
"o Último Suspiro" - vídeo clipe
"Sobrevivente do Caos" - vídeo clipe
"Obra Prima" - curta metragem - documentário
"Minha área" - curta metragem - documentário
"Mundo Colorido" - curta metragem - documentário (foto)
"Sabotage" - curta metragem - documentário
19h - Encerramento e lançamento do filme "Profissão MC" de Alessandro Buzo
*Após o filme haverá debate com o diretor e apresentação do Mc Criolo Doido.
Serviço
Data: 16 a 19/11
Local: Odeon Petrobras. Pça Floriano nº7, Rio de Janeiro, RJ- Cinelândia
Ingressos: R$4

Street Art
Os artistas do Graffiti e Street Art Leonardo de Campos Patrocínio e Vildner Roberto Janei, conhecido como Lagarto, ambos moradores de Rio Claro, irão representar o interior do estado no evento Meeting of Styles (MOS), que acontece dias 14 e 15 de novembro, em São Bernardo do Campo. O evento de Graffiti e Street Art é considerado referência mundial e pioneiro no contexto de arte urbana.
De acordo com Leonardo de Campos Patrocínio, o evento será realizado nas principais capitais do mundo onde existe a arte urbana. Para participar do evento foram selecionados os melhores artistas do país. Os dois artistas de Rio Claro irão representar todo o interior do estado de São Paulo.
Cada artista fará o trabalho conforme as características de seu estilo e depois irá formalizar um painel de arte gigante. O evento Meeting of Styles está ocorrendo pela segunda vez no Brasil, sendo que da primeira vez foi realizado em 2006 no Rio de Janeiro.
"É muito importante participar desse evento, porque vamos mostrar a qualidade da arte urbana em Rio Claro e o alto grau de qualidade que existe nos trabalhos dos artistas, que muitas vezes não são reconhecidos pela população", aponta.
- Não é à toa que os artistas plásticos paulistas Gustavo e Otávio Pandolfo, de 34 anos, assinam sua obra como OSGEMEOS. Assim mesmo, tudo junto, uma palavra só. É impossível saber onde a ideia de um começa e o traço do outro termina. Mais do que isso, eles dividem entre si um universo paralelo imaginário. Unidos em vida e obra, OSGEMEOS levam ao público, a partir de hoje, na Faap, um pouco do mundo de sonho que só eles conhecem.
“Eu sempre sei o que ele está pensando e vice-versa. Ele completa minhas frases”, diz Otávio, dando de ombros, como se fosse a coisa mais comum do mundo. Gustavo concorda: “Acho que essa conexão vem do começo de tudo, de dividir o mesmo líquido antes de nascer. Não me lembro de uma vez em que brigamos”.
Como criaram o Tritrêz, nome que dão ao universo imaginário de onde vêm as criaturas e as cores deslumbrantes de suas obras, eles não sabem dizer, mas é dali que sai a inspiração e os temas de suas pinturas e esculturas. Pelo que se pode ver no salão da exposição, habitam este mundo seres amarelos de roupas coloridas.
Vale reparar nos detalhes para ver como um Fusca velho foi forrado de madeira e ganhou uma grande cabeça, ou como um caleidoscópio está por trás de uma pequena janela em uma instalação. Um grande farol de mar não está no porto, mas dentro do barco. E, para os mais detalhistas, o erotismo se une ao humor em grafismos vaginais de um dos seres amarelos.
“Esse é um pedaço do nosso universo para o público ver”, conta Gustavo, que admite dificuldade em conciliar duas realidades distintas. “Para você, o que você vê aqui é normal?”, pergunta Otávio, apontando para uma tela onde uma profusão de cores embala o voo de uma das criaturas. “Para mim, esse é o mundo normal. Sempre soube que nossa missão era mostrar isso.”
As primeiras referências vieram na infância. “Tínhamos sete anos quando assistimos ao filme The Wall, do Pink Floyd”, lembra Otávio. Na periferia, os irmãos sofreram influência do grafite, um dos elementos do hip hop. “Nossa geração passava o dia na rua, com os b-boys. Não tinha internet.”
Se no começo a dupla fazia arte nos muros, hoje Otávio é categórico. “Não falamos de pichação”. Gustavo explica: “As pessoas querem associar nosso trabalho ao grafite. Não fazemos isso”. O que restou das origens está suprimido em pequenas frases quase imperceptíveis entre telas de onde transbordam cenas encantadoras. “Ostentação é crime”, diz uma delas.
Hoje refinados, OSGEMEOS expõem no exterior e são muito bem remunerados. No ano passado, coloriram a fachada do prédio da galeria Tate Modern, em Londres. Uma pintura com um recorte desse mundo onírico não sai por menos de US$ 45 mil.
Mas a intenção ainda é nobre. “Uma vez, uma pessoa viu isso e chorou. Não tem coisa melhor”, diz Gustavo. Ele não tenta explicar o que representa, mas arrisca: “Viemos passar uma mensagem positiva às pessoas. Que elas entrem e se sintam felizes.”
DIVIRTA-SE
Vertigem, de OSGEMEOS. MAB - FAAP (Museu de Arte Brasileira - Fundação Armando Alvares Penteado): R. Alagoas, 903. Abre hoje. De terça a sexta, das 10h às 20h; sáb. e dom., das 10h às 17h. Grátis
De forma a divulgar a cultura urbana, no que respeita às suas mais diversas expressões – como arte, dança e música –, a cidade do Barreiro contará, no sábado, dia 31 de Outubro, com dois eventos que visam mostrar o que de melhor se faz nestas áreas. No Espaço J, às 15h30, inaugurará a Exposição de Graffiti e Airbrush "PAINT TO LIVE, LIVE TO PAINT", de UTOPIA. No Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), pelas 21h30, decorrerá o espectáculo "Street Movement Showcase".
Espaço J – Exposição de Graffiti e Airbrush, de UTOPIA
Nascido em São Paulo, Brasil, Oliveiros Rodrigues da Silva Júnior, com o nome artístico UTOPIA, desde muito cedo teve grande aptidão para a arte, tanto artística como expressiva.
Começa a emergir como escritor urbano com pinturas expressivas e artísticas. A partir 1997, numa altura em que os jovens expressavam as suas revoltas contra o sistema através de riscos expressivos em muros, prédios e outros, aprofundou os seus conhecimentos na arte de Aerografia e Graffiti, transformando o seu estilo de vida e de trabalho.
Participou em inúmeros projectos no Brasil, como no “Arquimedes”, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, no “Parceiros do Futuro”, com aulas teóricas e praticas, ministradas a crianças com carências sociais e económicas, no “Jovem do SESC Bauru” e, também, em várias exposições colectivas e telas concebidas ao vivo em exposições na Fundação Bradesco Osasco.
Em Portugal participou no Evento Mundial de Break Dance “Euro Battle Porto”, em 2008, com o seu Graffiti expressivo, bem como em eventos de Max tuning, com aerografia em carros e Graffiti em lona.
A sua marca é visível em Lisboa, num mural, perto Calçada do Duque, na saída da estação de comboio do Rossio – como um belo cartão de visita a cidade.
"Street Movement Showcase" no AMAC
No Auditório Municipal Augusto Cabrita, pelas 21h30, decorre o espectáculo "Street Movement Showcase", que tem como base a dança e cultura Hip Hop. Este evento conta com a participação especial de um dos melhores Coreógrafos e Bailarinos de House Dance e Hip Hop do Mundo, vindo directamente dos Estados Unidos, Brian Green, pioneiro da cultura Hip Hop.
São convidados para o Showcase os melhores Grupos/Crews, Coreógrafos, Bailarinos nacionais. A Direcção Artística é da responsabilidade da Rita Spider, Bailarina e Coreógrafa Internacional e da Produção de JMTeam, que conta com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro.
A dupla de artistas plásticos osgemeos traz para São Paulo a nova
mostra “Vertigem”. A exposição abre neste domingo (25) e
permanece em cartaz até 13 de dezembro no Museu de Arte
Brasileira, na Faap.
Paulistanos de 1974, os gêmeos idênticos Gustavo e Otávio
Pandolfo começaram sua trajetória na street art em meados dos
anos 1980, retratando as culturas regionais do Brasil nos muros
de São Paulo. O trabalho da dupla está diretamente ligado à sua
vivência na cidade.
A exposição na Faap reúne graffiti com as artes plásticas em
instalações, pinturas, esculturas e objetos sonoros. As
obras traduzem o sensível olhar da dupla sobre o cotidiano
brasileiro, da periferia urbana ao folclore nordestino, em
cenários surrealistas que remontam uma atmosfera de sonho por
meio de cores alegres e personagens melancólicos.
“A beleza das cores, saturação de tons e formas é o que torna
fascinante o trabalho da dupla. Esses elementos nos apontam uma
alteração dos padrões estéticos da arte contemporânea atual. As
personagens e suas fantasias e roupas, que sugerem uma inocente
vaidade, misturam-se a retratos de famílias humildes, ninfas,
corpos humanos com cabeças de peixes... Definindo seu processo
criativo, osgemeos afirmam transformar aquilo que aparece em
seus sonhos”, explica Renato Silva no texto do catálogo da exposição.

Trajetória
Em 1993, osgemeos começaram a participar de mostras coletivas.
Seis anos depois, suas criações entraram para o cenário
internacional da arte urbana contemporânea, e também do circuito
comercial, no Reino Unido, França, Alemanha, Portugal, Espanha,
Itália, Grécia, Holanda, Cuba, Japão, China, Austrália e nos
Estados Unidos, onde são representados pela Deitch Projects, a
mesma galeria de Keith Haring e Jean-Michel Basquiat.
Em 2007, eles foram convidados para pintar o
castelo histórico de Kelburn, em Ayrshire, um dos mais
importantes da Escócia. Em 2008, a dupla pintou a famosa
fachada, às margens do Tamisa, do prédio da Tate Modern de
Londres, templo da arte contemporânea internacional.
Em junho deste ano eles coloriram em Nova York o grande muro
pintado por Keith Haring, em 1982, que imortalizou o cruzamento
da Bowery com a Houston. O trabalho rendeu à dupla críticas
positivas na imprensa, incluindo o "New York Times".
'Vertigem' - osgemeos
Quando: de 25 de outubro a 13 de dezembro (3a.
a 6a. feira, das 10 às 20h; sáb., dom. e feriados, das 10 às 17h)
Onde: Faap, Rua Alagoas, 903,
Higienópolis, tel. (11) 3662-7198
Quanto: grátis
Na tarde de ontem, quem passou pelo centro da cidade teve uma surpresa: Rafael Barão, de 24 anos, criava uma nova obra de arte no muro de uma casa, na esquina da Avenida Delfim Moreira, próximo à Rodoviária. Com autorização do dono da casa, Rafael, entre latas de tinta, trouxe cores e formas ao muro. A prática, chamada de graffiti, rendeu ao artista uma exposição na Casa de Cultura em setembro.
Próximo à Rodoviária, na Praça de Esportes Radicais, existem outras obras do artista: os graffitis feitos por Rafael permanecem no local. A autorização, da Secretaria de Serviços Públicos, permitiu que o graffiti desse personalidade a praça. “Tenho sempre que ter autorização para poder fazer o graffiti. Ainda não é comum de as pessoas me procurarem para fazer os desenhos, então muitas vezes eu que peço”, explicou Rafael.
Os rabiscos, de quando era criança, se transformaram em graffiti na adolescência. “Desenho desde criança. Com 14 anos, comecei com desenhos mais parecidos com o graffiti, e com 16 fui para as paredes. Hoje, tenho 24, e não penso em parar”, disse. Mas esse tipo de arte ainda não é reconhecido da forma que Rafael espera. “O bom é trabalhar na rua, mas como não dá dinheiro, temos que ir para as galerias, vender trabalhos e defender o que é nosso”, completou.
O grafite tem história, onde desde os anos 60, os movimentos políticos em Paris espalharam a arte ao resto do mundo. Mas existem registros históricos desde a da Antiguidade. No Brasil, em 1964, já existiam formas de manifestação em muros contra o movimento ditatorial em muros e escolas.
Graças à valorização do trabalho de gente como o inglês Banksy e a dupla brasileira osgemeos, o grafite ganhou status de arte. Mas o que diferencia a linguagem que é um dos elementos do hip hop das marginalizadas pichações? "Para mim, pichação é a transgressão sem a preocupação estética. Já o grafite, além da função social, visa se desenvolver como arte. Mas não vejo supremacia de um sobre outro", diz o grafiteiro Antonio Duque de Souza Neto, o Tota. "Perante a lei, não há diferença alguma", frisa ele, que mora em Santo André.
A partir de outubro, a discussão das ruas ganha os circuitos intelectuais. A Mostra de Cinema Internacional de São Paulo exibe dois filmes sobre pichação. osgemeos, que assinam o pôster deste evento, ganham exposição na Faap. Uma palestra organizada pelo CCBB também colabora. As duas manifestações compõem também o fanzine Subsolo - Ruas do ABC nº1, organizado pelo artista plástico Daniel Melim, de São Bernardo.
As imagens que compõem as 52 páginas de Subsolo - Ruas do ABC nº 1, não são divididas entre pichações e grafites. "Aqui (no Grande ABC) a arte de rua é bastante característica por causa das questões sociais ligadas à presença das montadoras. Na minha opinião, não há diferença: ambas são formas de arte, nascidas da mesma filosofia e que retratam o meio em que as pessoas vivem", afirma o organizador Daniel Melim.
Como todo fanzine, Subsolo foi feito de maneira independente, por meio do selo Studio 13, criado por Melim e por grafiteiros/pichadores também representados nas páginas. São assinaturas facilmente reconhecíveis na paisagem da região, como Malditos, Vultos, Cena7, Danone, Foco, Sapo, dép e Dninja, entre outros.
Captadas em preto e branco, as fotografias foram feitas principalmente em Santo André e São Bernardo. Além de baratear a impressão das 500 cópias do fanzine - vendidas a R$ 5 cada -, a ausência das cores reforçou o caráter rústico pretendido ao projeto.
Em meio à dureza da paisagem urbana, os cliques revelam o trabalho de alguns dos ‘guerrilheiros'', munidos de sprays e rolos de tintas. Alguns dos flagras os mostram sobre escadas e se apoiando sobre ombros amigos para escrever mensagens e assinaturas, por vezes incompreensíveis.
A intenção é esgotar a primeira edição para viabilizar a produção do próximo número o mais rápido possível. Por enquanto, a publicação pode ser adquirida apenas na Fhoska Graffiti Shop (Avenida Faria Lima, 617 - Centro - São Bernardo) ou pelo e-mail studiotreze@rocketmail.com
Origens - Apesar de serem encaradas como vandalismo, as inscrições não são algo recente: remontam às pinturas rupestres. No século 20, os sprays passaram a ser utilizados para protestar a partir da revolução dos costumes dos anos 1960. Na América Latina, serviu também como instrumento de resistência à ditadura militar. A pichação como conhecemos hoje teve início nas periferias de todo o mundo, como demarcação territorial. De certa forma, o objetivo permanece: quanto menos acessível o local em que assinam os nomes, mais status terão.
Cinema explora tema
Depois da estreia na Fondation Cartier em Paris, durante a mostra de arte de rua Né Dans la Rue, o documentário Pixo, dirigido por João Wainer e Roberto T. Oliveira, chega ao território nacional durante a 33ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, que tem início no dia 23.
O filme investiga socialmente os significados das pixações (sic), como os artistas geralmente grafam a prática. Nesse cardápio, pouco estudo, zero lazer e a oferta do crime bem próxima.
Outro filme dedicado à arte de rua é o alemão Art Inconsequence, produzido em 2007 pela dupla Robert Kaltenhäuser e Sarah Pflüger. O documentário também analisa as pinturas em muro sob o viés: arte ou vandalismo?
Osgemeos em S.Paulo
Composta pelos univitelinos Gustavo e Otávio Pandolfo, osgemeos trazem a exposição Vertigem ao Museu da Arte Brasileira, na Faap, a partir de 30 de outubro. Os irmãos paulistanos, que começaram retratando a diversidade cultural da cidade, contabilizam grandes experiências internacionais, como a pintura do castelo histórico de Kelburn, na Escócia, em 2007, e a fachada do prédio da Tate Modern de Londres no ano seguinte.
Casada com Otávio, a artista plástica Nina Pandolfi se une ao grafiteiro Finók nos dias 2 e 3, às 12h30, para palestra e demonstração de grafite na Praça do Patriarca. O evento faz parte do programa No Centro da Arte, organizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil.