Meia lua, parceria entre a francesa Cie. Malka e o grupo Arte e Rua, do Maranhão, defende em metáforas que não se deve esperar que as coisas caiam do céu
O coreógrafo Bouba Landrille Tchouda, nascido em Camarões e naturalizado francês, explica o que é o espetáculo Meia Lua, que tem bailarinos brasileiros e franceses. Meia Lua faz parte da programação do 14°Festival Internacional de Dança do Recife
Um hip hop que é capaz de fazer cair lágrimas, provocar alegria ou raiva. Bouba Landrille Tchouda, coreógrafo e bailarino nascido em Camarões, mas naturalizado francês, acredita que a dança que dá voz às periferias pode subir ao palco dos teatros e ainda emocionar. É uma coreografia assim que ele apresenta hoje, às 21h, no Teatro de Santa Isabel, na abertura do 14ºFestival Internacional de Dança do Recife. A programação de hoje no teatro é restrita a convidados. Oito bailarinos (Ricardo Venâncio, Rodolfo Espíndola, Rafael Brito, Vilson Silva, José Antônio Santos, Simhamed Benhalima, Aïda Boudrigua e o próprio Bouba Landrille), sendo cinco brasileiros e três franceses, encenam Meia lua, uma parceria entre a Cie. Malka e o grupo Arte e Rua, do Maranhão. "É uma metáfora. Quando você quer alguma coisa tem que agir, não esperar que caia do céu. Em qualquer lugar, circunstância, classe social, é possível atingir a lua", explica Tchouda, que fala portuguêscom sotaque.
Abertura do Festival de Dança hoje traz coreografia que mistura hip hop, capoeira e contemporânea. Foto: Cie Malka/Divulgação
O espetáculo, no entanto, trata mais do percurso para alcançar os objetivos, do que deles propriamente ditos. "O caminho que você vai fazer, as pessoas que vai encontrar. É o diálogo, é conseguir trocar uma ideia com uma pessoa de outra cor, credo, orientação sexual", complementa. Meia lua é o terceiro resultado coreográfico de um encontro de Bouba Landrille com a cultura brasileira. Há 13 anos, ele veio ao Brasil para estudar capoeira. Ficou dois anos em Salvador e depois seguiu de mochilão para conhecer o país. No Maranhão, se encantou com a dança dos b.boys. "Eles dançavam com verdade, paixão. A dança me reenergiza".
De lá para cá, quase todos os anos vem ao Brasil. Neste tempo, dois espetáculos foram montados: Quilombo (1998) e Malandragem (2005). Todos esses tinham bailarinos brasileiros no elenco, mas foram montados na França. Agora, praticamente todo o processo de construção da coreografia foi feito no Brasil e a estreia aconteceu em setembro, no Maranhão. Desde então, o espetáculo passou pelo Rio de Janeiro e por Salvador. Daqui, o grupo segue para a França para fazer turnê pela Europa.
Mas não vá ao teatro esperando encontrar o hip hop tradicional, a batalha dos b.boys. É muito mais. É uma mistura de hip hop, capoeira e dança contemporânea. Tchouda, inclusive, dançou no Centro Coreográfico Nacional de Grenoble. "Não é uma demonstração de hip hop. É mostrar que o mundo pode caber no palco, a mistura de culturas, raças e pensamentos". A direção musical é de Manuel Wandji, que trabalha muito com balés norte-americanos. Tem hip hop, mas tem também acordeom e violoncelo, por exemplo.
A partir desta visita a Pernambuco, o trabalho que o coreógrafo faz com o grupo Arte e rua no Maranhão pode ser trazido também para cá. Hoje, em frente ao teatro, a partir das 19h, será realizada uma roda de b.boys e b.girls. Já no sábado, às 15h, Tchouda vai conhecer os dançarinos pernambucanos num desafio de b.boys no Parque 13 de Maio.
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break. Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura; Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo; Break dance - que representa a dança. Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas... O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)... Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee. Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx. De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa. Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas. Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP. O RAP: Como já disse anteriormente rap quer dizer ritmo e poesia. Ao contrário de que muitos pensam e dizem por aí, o rap foi criado na Jamaica e não nos Estados Unidos... Por volta de 1960 na Jamaica existiam os "sound systems" muitos populares na ilha, pois sem dinheiro a população dos guetos iam para as ruas e ficavam escutando músicas nesses "sound systems" que eram na época algo como hoje em dia é um trio elétrico para nós aqui, só que em escalas bem, mais bem menores...Daí então com as músicas com ritmos jamaicanos rolando os "toaster" que eram como os mc's (mestre de cerimônias de hoje) ficavam falando frases e discursos sobre as carências da população, os problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre a dificuldade em geral da classe baixa dos guetos... A ida desta nova forma de música para América até então, aconteceu no início de 1970, pois vários jamaicanos tiveram que deixar a ilha do Caribe e emigrarem para a América por problemas econômicos e políticos.... Um dos caras que foram para os USA e desembarcaram em Nova Iorque, foi o dj Kool Herc - trazendo em sua bagagem toda a sua experiência naquele ritmo dos guetos da Jamaica... Daí então com a divulgação do novo estilo de se fazer música até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupos de rap por todo gueto de NY... Quanto ao primeiro registro fonográfico de rap, a divergências entre os estudiosos, alguns dizem que foi o grupo "Sugar Hill Gang" que gravou o 1º registro em vinil para o grande público, outros falam que foi o grupo "Fatback" com a célebre "King Tim Ill" por volta de 1978... O GRAFFITI O graffiti em si não há uma citação na história do hip hop onde ele começou primeiro, ou de que forma foram criadas letras e formas de se desenhar, mas há quem diga que ele foi o primeiro elemento a se formado. Naquela época gangues disputavam demarcando becos, muros e trens com seus nomes. Aos poucos a demarcação foi tomando segundo plano para uma verdadeira e nova forma de expressão artística, onde garotos com seus elementos futuristas ditavam novos estilos com o bico do ‘spray’ (nuts). A influência latina é algo que podemos dizer que existe muito forte em todo trabalho...pois os maiores artistas veêm de países como, Colombia, Porto Rico e Bolívia...dos vários artistas do graffiti mundial citamos, Ramon Herrera, Lee Quiñones, Miguel"paco paco"Ramirez, Sandra "lady pink" Fabara, Futura, entre vários outros... O HIP HOP NO BRASIL O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE. Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil. Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings. Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança. Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa. Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil. Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio... Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo. Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break. Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino. Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário. Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil. Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos). O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.). Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy. Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô...Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o "Sindicato Negro". Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O "Movimento Hip Hop Organizado", ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc's e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público....... Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop. Os 4 elementos do Hip Hop são: - O BREAK: representa o corpo através da dança; - O MC : a consciência, o cérebro; - O DJ: a alma, essência e raiz; - O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação... Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.
Compreender o espaço-tempo cotidianamente experimentado pelos jovens que promoveram o Hip Hop nos permite apreender suas práticas político-culturais, educativas e as múltiplas variantes que proporcionaram o surgimento do movimento Hip Hop. Diante disso, destacamos que o processo de urbanização acelerada e desordenada da ilha de São Luís, a partir das décadas de 1980 e 1990, trouxe conseqüências vitais tanto do ponto de vista do desenvolvimento econômico-social quanto da ampliação das mazelas sociais. No início da década de 80 do século XX, São Luís era ponto de chegada de centenas de milhares de imigrantes, a maioria agricultores, vindos de todas as partes do Maranhão e, inclusive, de estados próximos. O êxodo rural em direção a São Luís experimentado há décadas, mas intensificado em meados de 1970, teve múltiplas causas: concentração de terras, precárias condições de trabalho no campo, falta de assistência médica e social em cidades do interior maranhense, conflitos fundiários etc. Paralelamente a esses problemas, ocorreu a implantação de projetos econômicos que trariam um suposto desenvolvimento ao Estado, como o consórcio Alumar e o sistema Grande Carajás, com destaque para a Companhia Vale do Rio Doce, localizados no distrito industrial de São Luís. Esses e outros projetos não apenas se tornaram atrativos para um grande contingente de trabalhadores, como também diretamente desapossaram centenas de famílias que habitavam os terrenos onde foram implantados. As conseqüências para São Luís foram inúmeras, desde o crescimento da urbanização, passando pela supervalorização de terrenos com o aumento da especulação imobiliária, como também o aprofundamento das desigualdades sociais emblematizadas pelo aparecimento e proliferação de palafitas, ocupações desordenadas e sem infra-estrutura (as chamadas invasões), enfim, intensificandose o processo de periferização da ilha de São Luís (PEREIRA, 2007; RIOS, 2005; GISTELINCK, 1988). Em decorrência da periferização e do crescimento desordenado do meio urbano, a cidade de São Luís sofreu um inchaço com o aparecimento das chamadas “invasões” e os 6 Outros Tempos Volume 5, número 6, dezembro de 2008 - Dossiê Religião e Religiosidade conjuntos habitacionais distantes do centro com pouquíssimo saneamento básico e precárias condições de transporte, ocasionando o que Rios (2005) denominou de “cidade inchada”. Durante a década de 1990, o panorama socioeconômico do Estado do Maranhão era caracterizado pelos piores índices de desenvolvimento social e humano. Sob o governo de Roseana Sarney, as medidas ditas de modernização do Estado com investimento industrial, privatizações, reforma administrativa, apoio aos grandes projetos agropecuários trouxeram, ao contrário do propagandeado, aumento e intensificação dos problemas sociais. Como afirma Costa (2002, p. 16, grifo do autor), “[...] ao contrário do que os meios de comunicação oficiais afirmam, o desenvolvimento econômico nesse período foi acompanhado pelo crescimento da desigualdade e da injustiça social [...]”. A capital maranhense sofreria intenso processo de periferização e também o aumento da violência e dos problemas socioeconômicos. A juventude pobre e negra das periferias estava, então, em meio a esse contexto extremamente desfavorável. Com relação ao segmento negro, mais um agravante se somava – a questão da discriminação racial. Como têm constatado inúmeros estudos, mesmo entre os pobres, os negros e negras têm desvantagens em virtude de sua condição racial. O Brasil tem como uma de suas características societais a presença marcante de diferentes grupos étnico-raciais. Configura-se, portanto, como um país pluriétnico e multicultural. Essa diversidade, no entanto, está hierarquicamente dividida. Somando-se à grande desigualdade social entre pobres e ricos, encontramos um determinante fundamental na sociedade brasileira: o fator étnico-racial. Se existe um profundo abismo entre pobres e ricos brasileiros com ampla concentração de riqueza sob controle destes, evidenciamos, a partir de um recorte étnico-racial, uma nítida desvantagem socioeconômica dos grupos não-brancos, especialmente negros e índios. No caso da população negra, os estudos têm demonstrado desigualdades no campo do trabalho, da educação, do acesso aos bens de consumo, ao lazer, ao saneamento básico etc., quando comparados aos brancos, mesmo se os situarmos entre os pobres. Em levantamento realizado por Henriques (2001), para a década de 1990, percebemos que a pobreza tem cor e é negra. Apesar dos(as) negros(as) representarem apenas 45% da população brasileira, 64% dos pobres e 69% dos indigentes encontravam-se nesse segmento. No que concerne à renda per capita dos 10% mais pobres, 70% são negros(as), enquanto, 7 Outros
Hip Hop do Maranhão, para todos os bboys de plantão, para amantes do HIP HOP.
Uprocking, como um estilo da dança próprio, nunca ganhou a mesma popularidade difundida que breaking, à exceção de alguns movimentos muito específicos adotados pelos breakers que a usam como uma variação para seu toprock. Quando usados em uma batalha de break, os oponentes normalmente respondem executando os movimentos similares do uprock, criando uma pequena batalha de uprock. Originalmente o uprocking foi um estilo de dança separado, que não se misturava com breaking. Os movimentos de uprock executados pelos breakers hoje em dia não são os movimentos originais, e sim parecidos, que demonstram somente uma pequena parte do estilo original do uprocking. Uprocking é uma forma original da dança de rua que é feita à alma e à música do funk. Frequentemente confundido como a parte do movimento breaking, o uprocking desenvolveu-se separadamente, embora foi adaptado mais tarde nas apresentações de b-boys e b-girls. Uma combinação do freestyle, “jerks” e “burns”, é uma dança fortemente competitiva. Uprocking pode ter sido um vestígio da seção de Bushwick do Brooklyn, entre 1967 e 1968. Entre as gangs que prevaleciam na vizinhança, dois homens, “Rubberband Man" e "Apache" optaram por sair do perigoso círculo de amigos e entregar-se a paixão pela dança. Vistos dançando pelos cantos nas ruas, eles se baseavam nos passos de Fred Astaire, Gene Kelly, Salsa, e mais tarde, Hustle para criar um estilo da dança que caracterizasse voltas, rotações, movimentos de freestyle, movimentos repentinos do corpo, gestos com a mão, mais tarde conhecidos como Burns. No início dos anos 70, o Uprocking se espalhou e fez parte da cultura popular. Antes deste tempo, a dança era conhecida apenas por “Rocking”. Mas como alcançou um maior número de jovens, as competições de Rock eram frequentemente confundidas como competições de música. Logo, o “Uprocking” tornou-se o termo aceitado. Crazy Rob organizou as primeiras competições de crews de Uprocking. Em 1980, Brooklyn realizou uma competição para o título do rei do Uprock. Todos os grupos compareceram e a batalha foi ganha por Ralph Casanova, conhecido ainda hoje como o rei Uprock. A Dança e a Batalha Ao contrário de como o uprock é utilizado no breaking, Uprocking é executado durante toda a música. A dança por si só foca o estilo livre e o profundo conhecimento da música. Os movimentos devem ser sempre sincronizados com a música. Durante as batidas na música “jerks” e “burns” são executados. Esses movimentos imitam uma ação violenta ou ameaçadora, mas nenhum contato físico é permitido e um dançarino experiente sabe disso. Enquanto muitas outras batalhas de dança aconteciam num círculo, as competições de Uprocking ocorriam em uma formação conhecida como “linha de Apache” (Apache Line). Na linha de Apache, dois grupos ou indivíduos oponentes enfrentam-se na batalha. Um Rocker pode “bater” no ombro de outro Rocker para permitir que um novo membro participe no conflito. Quando duas crews oponentes batalham, os Rockers devem permanecer na linha, mas podem mover-se. O rocker ou a crew que melhor usam e aproveitam a música ganham a batalha. As linhas de Apache são usadas também para iniciar um Uprocker novo no grupo. O membro novo deve batalhar com todos na linha. Os Altos e Baixos Na metade dos anos 80, as crews de breaking começaram a ganhar popularidade com a nova geração, e os b-boys começaram a incorporar o Uprock. Enquanto isso os Uprockers originais estavam se estabelecendo nas suas vidas profissionais e familiares, ou estavam aprimorando mais a sua batida. Em conseqüência, o Uprocking tornou-se mais obsoleto. Uprocking apareceu ainda, entretanto, na forma modificada. O Toprocking incorporou-se ao breaking, mas a tradição original do Uprock tornou-se temporariamente inativa e impraticável. Nos anos 90, entretanto, um B-boy conhecido como Numbers começou a buscar algum Uprocker original e a rever suas técnicas. Sua busca, que durou diversos anos, culminou quando podia finalmente convidar o rei do Uprock a uma competição de B-boy na Florida. A presença do rei do Uprock dispertou um interesse em Uprocking e, lentamente, foram se formando crews nacionais e internacionais que se dedicaram à preservação desta dança.
O freestyle é influenciado fortemente pela cultura latino americana. O freestyle originou em New York no início dos anos 80. Continua sendo produzido hoje em dia com bastante popularidade. A música surgiu primeiramente em New York City e em Miami em meados dos anos 80. Espalhou-se eventualmente a muitas outras cidades com populações latino-americanas. Inicialmente, era uma fusão dos estilos vocais encontrados na música disco dos anos 70 com a instrumentação sintética do eletro dos anos 80. Nos anos 90, as influências do eletro e do hip hop foram suplantadas pelo house dance. As pessoas escutavam Shannon como a primeira trilha do freestyle. A canção foi produzida por Chris Barbosa, um Latino de New York City. Barbosa mudou e refinou o som do funk e do eletro, adicionando os ritmos latinos americanos. Este som novo, emocionante rejuvenesceu o funk, a alma e a cena do hip hop em New York City. Quando a maioria dos clubes da vizinhança fechava suas portas, alguns clubes de Manhattan estavam prosperando de repente. Músicas como "Play At Your Own Risk" de Planet Patrol, "One More Shot" de C Bank, "Al-Naafiyish (The Soul)" de Hashim, e "I.O.U." de Freeez tornaram-se as batidas do momento. Kraftwerk ("Numbers") e New Order ("Confusion," "State of the Nation") inspiraram o som original do freestyle e responderam-lhe então incorporando determinados elementos do freestyle em suas próprias produções. Outros produtores em torno do mundo começaram logo a reproduzir o som. Sons como "Let Me Be the One" de Safire, "I Remember What You Like" de Jenny Burton, "Running" de Information Society, e "Give Me Tonight" de Shannon vinham da rádio de New York. Muitos dos artistas originais do freestyle - e o DJs que tocavam a música, tais como Jellybean, Tony Torres, Raul Soto e Roman Ricardo - eram Latinos ou do descendência italiana. Esta era uma razão porque o estilo veio ser muito popular entre americanos latino-americanos, especial na área de New York City. Naturalmente, os dançarinos e os produtores associados com o estilo vieram em torno do mundo. Por exemplo, o notável hit de Information Society "Running", foi escrito por Murat Konar, que é descendente de turco, e produzido por uma banda que era de descendência escandinava. Dois outros artistas populares de Freestyle, Freeez e Samantha Fox, eram de descendência britânica. O freestyle latino também toca na comunidade asiática. O freestyle transformou-se mais do que algo latino, ele se transformou em um instrumento para unir os amantes de música e de dança de todas as nacionalidades
Freestyle Session
Muitos dizem que o termo hip-hop foi criado em meados de 1968 por frika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, um deles estava na forma de transmitir a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dança popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip). Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de New York, foi criado o B-Boying. O responsável por isso foi o Dj Kool Herc, que foi o maior de todos os Djs do Bronx. A expressão B-Boying provavelmente originou-se da palavra africana “Boioing”, que significa “salto, pulo”, e foi usada na área do Rio Bronx (NYC) para descrever o estilo do salto que os B-Boys faziam. B-Boying (que também significa Breaking) não deveria ser confundido com Popping e Locking, porque esses estilos da dança têm seus próprios termos, histórias e seus pioneiros. Nos primeiros estágios esta dança era praticada “para cima, no alto”, o que é conhecido por “top rocking”. A estrutura e a forma do Top Rocking tiveram influência dos que praticavam a dança no Brooklyn, influência da salsa (como o rock latino), da dança afro-cubana, africana e americana. Há também um passo de top rock, criado por Charleston, chamado “Charlie Rock”. Outra principal influência e inspiração foi James Brow com seus hits "Popcorn" (1969) e "Get on the Good Foot" (1972). Inspirados por sua dança energética e quase acrobática as pessoas começaram a dançar “Good Foot”. Assim que a tradição da batalha da dança ficou bem estabelecida nessa época, e como o Breaking começou também a se incorporar na cultura hip hop, tornou-se mais e mais uma dança que envolve o b-boy usando sua imaginação. Em conseqüência disso os “top rockers” estenderam seus repertórios através do footwork e freezes. Os freezes eram usualmente usados no final de cada série de combinações ou para zoar e humilhar o oponente. Certos freezes eram também denominados como o segundo mais popular: “chair freeze” e “baby freeze“. O “chair freeze” foi fundamental para vários movimentos por causa do potencial que os b-boys precisavam ter para exercer este movimento.O objetivo principal de uma batalha de break é vencer o oponente sendo mais criativo com séries de freezes e fazer movimentos mais rápidos e melhores. Isso também porque as crews desenvolvem seus movimentos e séries dando personalidade à dança para estarem preparados para a próxima batalha. Origem do nome B-Boy B-Boy = Abreviação para “Break Boy”, “Beat Boy” ou “Bronx Boy”. A palavra B-Boy foi primeiramente usada pelo DJ jamaicano radicado nos Estados Unidos, Kool Herc. Ele deu esse nome a todos os dançarinos do início dos anos 70, e “B-Boy” passou a ser uma designação a um grupo de elite de dançarinos que participavam nas festas organizadas por ele. B-Boying é o estilo de dança dos B-Boys, também conhecido como Breakin’. A mídia propôs um conceito errado sobre Breaking: o conceito de que a dança era usada pelas gangues, que dançavam ao invés de brigarem. Porém, isso não é verdade, pois nos rachas (battles) de Breakin havia tumulto e aconteciam várias brigas por causa dessas batalhas de B-Boys.
Existem três fundamentos básicos da dança do B.Boy (dançarino): 1. Top Rock (preparação) é como um passo de Funk estilizado. 2. Foot Work (trabalho dos pés) traçando as pernas em volta do corpo continuamente 3. Freeze (congelamento) é a finalização da dança do solo do B Boy. Giros, saltos, acrobacias e todos os movimentos de ginástica foram adicionados depois de 1980. Estes movimentos (power move) não são considerados dança, são apenas movimentos de dificuldade e velocidade que somados à dança tornam o B.Boy mais extraordinário. Power Move não é um estilo de dança, power move é uma denominação para estes novos elementos. Por isso não se esqueça, B.Boy (dançarino) é aquele que D A N Ç A no Break (BATIDA) da Musica!!!
Locking (originalmente conhecido como Campbellocking) é considerado um estilo de funk. Trata-se de um rápido e preciso movimento de braços e mãos combinados com quadris e pernas. Os movimentos são geralmente amplos e exagerados e freqüentemente rítmico e firme (compacto) com a música. Locking é uma performance executada
rapidamente, sempre interagindo com o público através de sorrisos ou dando-lhes alguns movimentos naturalmente cômicos.
Locking foi originalmente dançado para o funk tradicional, assim como James Brown. O funk é comum ainda para os dançarinos de locking, e usados em muitas competições.
O nome é baseado na concepção dos movimentos do locking, que basicamente significa congelar através de movimentos rápidos e parar em certas posições e depois continuar rápido como antes. Esses movimentos criam um forte contraste a fim de que muitos movimentos rápidos que são, por outro lado, executados continuamente precisos, combinam com gestos (mímicas) ensaiados, e atuando para o público e para outros dançarinos. Locking exige muitas acrobacias e movimentos bem elaborados, assim como “travar” os joelhos dando a impressão de “ruptura”. Esses movimentos também requerem joelheiras ou algum outro protetor.
Um locker é um dançarino de locking. Lockers normalmente usam um estilo de roupa característico, assim como roupas coloridas com listas e suspensórios.
O início do Locking pode ter sido descoberto por um homem em particular, Don Campbell. Depois dos anos 60 ele misturou algumas danças passageiras (que eram moda), adicionando movimentos próprios (conhecidos como “Trava” - Lock). O resultado da dança foi chamado de Campbellocking, que foi mais tarde conhecido como Locking. No início dos anos 70 surgiram os grupos de dança de Locking. O mais notável foi quando Campbell formou o grupo de dança “The Lockers” e firmou a fundação de locking e dos estilos de roupas.
Mais tarde, o locking tornou-se parte do crescimento da cultura da dança hip hop, e teve influência aos mais recentes estilos, como popping and breaking. Locking é ainda totalmente popular e muitos artistas atuais executam movimentos derivados do locking em seus videoclips.
Locking é uma dança que surgiu nas antigas discotecas dos anos 70. Pode ter ocorrido individualmente ou em harmonia com 2 ou mais dançarinos fazendo steps ou handshakes juntos. O locker pode sorrir enquanto faz sua apresentação, em outros momentos, um comportamento sério deve ser preservado para dar ênfase na técnica. Outro importante estilo característico é a “explosão” (vibração) dos braços, paradas, posição e firmeza dos passos e movimento (giro) da boina ou chapéu. Don Campbell foi o inventor dos freezes originais. Em 1971, quando nomeou-se por “travas” (locks), ele incorporou seu ritmo único e adicionou gestos, assim como apontar e bater palmas. Outros dançarinos também adaptaram-se a este estilo, enquanto juntavam alguns dos passos e movimentos listados a seguir: Alphas (Criado por Alpha Anderson), The Skeeterrabbit (Criado por James "Skeeter Rabbit" Higgins), Stop n Go (Criado por Greg "Campbellock Jr." Pope), Scooby doo (Criado por Jimmy "Scooby doo" Foster), Which a way (Criado por Leo Williamson).
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Popping é uma dança do funk baseada na técnica de “quicar” (chutar) contraindo e relaxando os músculos para causar um “empurrão” no corpo do dançarino, referindo-se a um “estouro” ou batida. Isso é feito continuamente com o ritmo da música, combinado com vários movimentos e poses. Um dançarino de popping é conhecido como Popper. Popping é também usado como um termo para um grupo de dança com estilos e técnicas que são frequentemente integradas ao popping para criar mais variedade de apresentações (performance). Acredita-se que a dança foi desenvolvida na Califórnia em 1970, parcialmente inspirada pelo locking. Assim como outras danças, o popping é normalmente apresentado em batalhas, tentando desafiar outros dançarinos ou grupo de dançarinos na frente da multidão. Isso incentiva a improvisação e movimentos que são vistos em shows e performances, assim como interação como o público. Hoje em dia, o popping está sendo incorporado na cena hip hop e eletrônica. Depois dos anos 70, um grupo de popping chamado Electric Boogallos (antigamente conhecido como Electronic Boogaloo Lockers), da Califônia, contribuiu bastante para a propagação do popping, principalmente por causa de suas aparições no programa de televisão Soul Train. Os próprios Electric Boogaloos indicam que em torno dos anos 1975-1976 seu fundador Sam Solomon (a.k.a. Boogaloo Sam) criou um jogo dos movimentos que evoluiu os estilos conhecidos hoje em dia como popping e boogaloo, após ser inspirado por um dos grupos de locking pioneiros, os The Lockers, bem como uma dança popular passageira nos anos 60, conhecida como Jerk. Ao dançar, Sam dizia a palavra “Pop” toda hora que ele flexionava seus músculos, eventualmente introduzindo à dança Popping. Muitos confirmam a história do Electric Boogaloos que Boogaloo Sam trouxe o princípio do popping. A mídia contribuiu à propagação do popping e dos estilos relacionados através de filmes, tais como o Breakin', mas fez também uma confusão nomeando todos os estilos como Breakdance. Popping é o nome dado a um estilo específico da dança. O nome foi inventado por Boogaloo Sam, fundador do grupo pioneiro de popping, o Electric Boogaloo, quando usava a palavra “Pop” toda vez que flexionava seus músculos para executar o popping. Electric Boogaloo É um estilo que tenta dar a impressão de um corpo “sem ossos”, parcialmente inspirado por filmes e desenhos animados. Utiliza ritmos e movimentos circulares em várias partes de corpo, tais como os quadris, os joelhos e a cabeça, assim como separar (deslocar) o tronco do quadril. O estilo foi desenvolvido em 1976 por Boogaloo Sam. Combinado com o popping, o estilo tornou-se electric boogaloo, que é a marca registrada do Electric Boogallos.
O termo disc jockey foi primeiramente (e ainda é) utilizado para descrever a figura do locutor de rádio que introduziam e tocavam discos de gramofone, posteriormente, o long play, mais tarde compact disc laser (CD) e atualmente, empregam o uso do mp3. O nome foi logo encurtado para DJ. Hoje, diante dos numerosos fatores envolvidos, incluindo a composição escolhida, o tipo de público alvo, a lista de canções, o meio e o desenvolvimento da manipulação do som, há diferentes tipos de DJs, sendo que nem todos usam na verdade discos, alguns podem tocar com CDs, outros com laptop (emulando com softwares), entre outros meios. Há também aqueles que mixam sons e vídeos (VJs), mesclando seu conteúdo ao trabalho desenvolvido no momento da apresentação musical. Há, no entanto, uma vasta gama de denominações para classificar o termo DJ.
Técnicas e estilos
No rádio, os DJs contribuíram para a consolidação do movimento ROCK AND ROLL à partir da segunda metade dos anos cinquenta, como a maior manifestação cultural da juventude do século XX; nomes de artistas tão díspares como Elvis Presley e The Beatles, não teriam alcançado o estrelato não fosse o empenho dos DJs originais. Com o advento da discoteca em meados dos anos setenta, os DJs também ganharam fama fora do rádio e foram para as pistas de dança. Nas pistas, os DJs que atuaram até o meio da década de 1990 utilizavam apenas discos de vinil em suas apresentações. Em que pese o fato de já existirem CDs antes disso, não haviam equipamentos que permitissem o sincronismo da música entrante com a música em execução (ajuste do pitch para posterior mixagem). A forma como esta ação de mixagem é realizada, aliás, é o principal diferencial entre os profissionais desta área.
Um DJ tem a percepção musical de saber quais composições possuem velocidades (mensuradas em batidas por minuto) próximas ou iguais, de forma que uma alteração em um ou dois por cento da velocidade permite com que o compasso das mesmas seja sincronizado e mixado, e o público não consiga notar que uma faixa está acabando e outra está iniciando, pois as duas faixas estão no mesmo ritmo, métrica e velocidade.
DJs das décadas de 1980 e 1990 sincronizavam a composição mixada (entrante) regulando a velocidade do prato do toca-discos, com o cuidado de fazer com que a agulha não escapasse do sulco do vinil (que na prática faz com que a música "pule") e também com que o timbre da voz da música não ficasse, por demais, alterada com a velocidade muito alta ou muito baixa do prato. Esta alteração da velocidade era possível em toca-discos que possuem o botão chamado pitch. O toca-disco mais famoso, nesta época, era o Technics SL-1200 MK-2, que até hoje é vendido e procurado por profissionais e amantes do vinil pela robustez e força que o seu motor de tracção directa apresenta.
Após a popularização do CD, fabricantes como Pioneer, Technics e Numark desenvolveram aparelhos do tipo CD player com recursos próprios para DJ. Conhecidos como CDJs, possuem botões especiais para alteração de pitch, de retorno da faixa, de marcação de ponto (efeito cue) e looping. O timbre da música passou a ser controlado (opcionalmente) por um acionador específico, normalmente conhecido como Master Tempo. Com este recurso, mesmo que a composição esteja extremamente acelerada (ou desacelerada), o timbre da voz, teclados, guitarras, etc. é mantido, driblando de certa forma a capacidade de percepção do público, em notar que determinado som está tocando em velocidade diferente da normal. Além disso, não há mais o risco de o disco pular, apesar de o cuidado em se limpar as mídias de CD ser o mesmo, pois uma mancha em uma mídia óptica pode prejudicar e até interromper a canção em execução. Outra facilidade destes equipamentos é marcar o ponto de início da música (designado cue point). Assim, um DJ com um simples toque no botão pode retornar ao ponto de partida poucos segundos antes de mixar a música sobre a que está sendo executada.
Atente-se aqui para o fato de que, além do talento musical obrigatório a um DJ em se conhecer aproximadamente o tempo das composições que ele pretende mixar durante sua apresentação, o mesmo também deve conhecer onde, quando e se uma composição ou determinada versão desta possui uma região (geralmente sem vocal, com batidas secas e pouco ou nenhum aparecimento de guitarras e teclados) popularmente conhecida como quebrada, onde é possível entrar a próxima composição sem que o resultado fique confuso (com dois vocais de canções diferentes "falando" ao mesmo tempo, por exemplo). Este capricho é obrigatório para profissionais que fazem mixagens ao vivo, tanto com vinil quanto com CDs.
O DJ é, no fim das contas, um animador de eventos. Este deve conhecer canções o suficiente para saber como e quando mixá-las, deve sentir a vibração do público que o está ouvindo, e saber mudar um estilo na hora certa, para que a pista não esvazie. Deve ser o mais eclético possível, ou deixar bastante claro ao seu público e ao seu contratante qual é seu estilo ou tendência. Existem DJ especializados em raves. Outros, que se dedicam a canções que já fizeram sucesso a oito, dez ou vinte anos atrás.
O vestígio mais fascinante deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem pelo planeta foi, sem duvida a produção artística. Desta , a manifestação mais antiga, com certeza, foram os desenhos feitos nas paredes das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de graffiti que encontramos na historia da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos muitos dos quais , ainda hoje , são enigmas para os arqueólogos , mas que de fato são significantes aos seres daquele contexto , como uma forma de expressão ou talvez transcrição do momento histórico. Não sabemos exatamente o que levou o homem das cavernas a fazer essas pinturas , mas o importante é que ele possuía uma linguagem simbólica própria. Nessa época os materiais utilizados eram terras de diferentes tonalidades, sucos de plantas, ossos fossilizados ou calcinados, misturados com água e gordura de animais. Hoje , usamos tintas em spray ou mesmo em latas , e não pintamos cervos e bisões , mas sim idéias , signos , que passam compor o visual urbano, talvez o contexto atual, decorrente de uma evolução, participante da arte também. Maurício Villaça , um dos precursores da arte do graffiti no Brasil , partilhava da idéia de que graffiti são também as garatujas que fazemos desde a mais tenra idade, os rabiscos e gravações feitos em bancos de praça, banheiros, até mesmo aqueles que surgem quando falamos ao telefone. Assim , também o graffitar que se difunde de forma intensa nos centros urbanos significa riscar, documentar de forma consciente ou não , fatos e situações ao longo do tempo . Diz respeito a uma necessidade humana como dançar , falar , dormir , comer , etc.É possível dissociar essa necessidades humanas da liberdade de expressão . Não existe graffiti ou quem produza de forma não democrática. Alias , o graffti veio para democratizar a arte, na medida em que acontece de forma arbitraria e descomprometida com qualquer limitação espacial ou ideológica. Todos os segmentos sociais podem vir a ser lidos pelos artistas do graffiti, assim como seus símbolos espalhados pela cidade podem ser lidos por todos, pois o graffiti engloba um linguajar e uma forma de expressão bastante ampla em sua contextualização , são diversas influencias talvez, não se pode dizer que o graffiti seria talvez uma "vanguarda", pois o propósito fundamental do graffiti , não é apenas cores fortes, traços leves, e assim por diante, são diversos recursos com a intenção de compor o espaço urbano de modo a estabelecer uma maior identificação com o leitor . A palavra aqui usada e a grafia adotada (graffito) , que vem do italiano, inscrição ou desenhos de épocas antigas , toscamente riscados a ponta ou a carvão , em rochas , paredes etc. Graffiti é o plural de graffito . No singular , é usada para significar a técnica (pedaço de pintura no muro em claro e escuro). No plural , refere-se aos desenhos (os graffitis do Palácio de Pisa), a respeito de outras grafias adotadas, escolhi a de origem italiana , por que há palavras , que devem permanecer em sua grafia original pela intensidade significativa com a qual se textualiza dentro de um contexto.
Já no século XX , pintores mexicanos utilizando-se das técnicas da pintura mural , decoravam edifícios públicos. Como nos enormes murais executados por Diego Rivera , José Clemente Orozco e David Alfaro Siqueiros, quando convidados pelo então intelectual revolucionário José Vasconcelos , na ocasião em que, após uma serie de golpes de Estado , sobe ao poder. Em 1905, Dr. AIL (pseudônimo do pintor Bernardo Carnada) publicou um manifesto defendendo a necessidade de uma arte publica. Em Barcelona , quinze anos mais tarde , Siqueiros fez apelo aos artistas da América proclamando a necessidade de se lançarem todos à tarefa de promover uma arte capaz de fala às multidões. "Pintaremos os muros das ruas e das paredes dos edifícios públicos, dos sindicatos, de todos os cantos onde se reúne gente que trabalha " afirmou Siqueiros. No Brasil dos anos 50 , vários murais arrematavam as fachadas dos edifícios narrando temas da historia e da arte brasileira , como o realizado por Di Cavalcanti , com cerca de 15 metros de comprimento , na fachada do Teatro de Cultura Artística , na região central de São Paulo. Todos esses dados sobre muralismo , junto com a pop art , já apontavam para origem do graffiti contemporâneo enquanto expressão artística e humana. Essa manifestação , que começa a surgir no Brasil já nos anos 50, com a introdução do spray, segue pelos 60, passa pelos 70 e se consagra como linguagem artística nos anos 80, conquistando seu espaço na mídia, chegando à Bienal , a manchetes de jornais e até a novelas de TV, seguindo pelos anos 90 , e assim diante, em constante evolução.
Considerando pós-moderno , não podemos confundi-lo com pinturas em muro que, não advindo do novo, se enquadram , de uma forma ou de outra, nos padrões convencionais de pintura e não possuem uma produção considerável. Vale lembrar que toda manifestação artística representa a situação histórica em que esta ocorre , não por que necessariamente toda arte deva ser engajada, mas porque é realizada pelo sujeito histórico dentro de um contexto histórico-social e econômico. No entanto , o graffiti utilizando-se da cidade como suporte , a de retratar a situação , nesse meio presenciada ou vivida , assim relaciona automaticamente com a pichação também, cujo seu veiculo de existência também é o espaço urbano. Assim como o graffiti a pichação interfere no espaço , subverte valores, é espontânea , gratuita , em fim . Mas há diferenças, entre o graffiti e a pichação , é que o primeiro (graffiti) advém das artes plásticas e o segundo da escrita, ou seja, o graffiti privilegia a imagem, a pichação , a palavra ou a letra , sempre retratando o que a de convir ao contexto . O graffiti ao utilizar o meio urbano como forma de expressão, contrario aos demais movimentos artísticos , que se inserem na sociedade através de um trabalho muitas vezes planejado e exposto em galerias e museus , faz com que seja bastante questionado. Um dos aspectos conceituais mais interessantes encontrados nessa linguagem (graffiti), é sem duvida, a questão da proibição, sempre presente , talvez um preconceito ou mesmo uma falta de informação a respeito do que acontece e a arte final prescrita no muro , faz com que muitos da população ajam a favor dessa proibição, ao visualizar esse tipo de ação. Ao observamos essa opressão, ou melhor dizendo essa proibição , percebemos que ela está ligada ao conceito de propriedade privada, ou seja, o que pensara o proprietário do espaço ao ver sua propriedade graffitada , sem sequer ser comunicado . Engloba uma questão bastante ideológica ao referirmos a esse aspecto , porem a de convir que o graffiti por sua natureza intrínseca, sempre será marginal. Mas se focalizarmos o aspecto de pratica com as técnicas, de proposta de trabalho e de amadurecimento das obras , reconheceremos, num primeiro momento, uma fase de domínio marginal. Fase em que os artistas em "roles" pelas ruas da cidade pesquisavam e realizavam o graffiti basicamente preto e branco. Porem esse estilo, se é que podemos taxar dessa maneira, ainda tem suas raízes atuais , o fato de fazer graffitis com pouca elaboração e de maneira ilegal ainda aflora-se na mente dos artistas , assim podemos confirmar observado-se a cidade como um todo, e que em sua maioria é tomada por esse estilo, descrito como bombing , ou mesmo thronw-up, numa representação espontânea. No entanto não podemos, dizer que a população vem encarando o graffiti a cada dia que se passa como um meio artístico da cidade, podem até afirmar isso , porem discordam da ação, assim vejo que a proibição está , mais do que nunca , em pauta . Vejamos , o presidente da Republica sancionou um lei ambiental , talvez nos anos 90 , um tempo atras , de numero 9.605, que entrou em vigor , no inicio de 1998, que alem de conceituar o graffiti e a pichação sem estabelecer distinção alguma, os declara crime contra o meio ambiente passível de penalidades . Paradoxalmente , esse impedimento do exercício coletivo de liberdade de criação contribui para que os artistas continuem na busca da perfeição , focos para alguns, superação , e firmar-se acima das possíveis criticas e da aceitação maior do publico, porem abrindo um leque também para , novamente a questão, a ação ilegal , que muitos a justificam pelo fato de haver uma proibição, e o ilegal é legal. A trupe de graffiti americano , começou a despontar em 1980, junto com o movimento hip hop, fazendo parte dos tão falados 4 elementos, que no caso se ligam diretamente ao rap , são os DJ's , nos toca discos ,os MC's , no microfone, mandando sua mensagem, os B.Boys , entrando no compasso do rap com danças criativas, e os graffers , colorindo o meio em que passam. No Brasil esse estilo não só invadiu o metrô , varias experiências foram realizadas em termos de técnica , pois no inicio só se via um tipo de traço de spray. O tamanho padrão das latas, com jatos relativamente grossos, fez com que se buscassem novas possibilidades de variação de bicos. Assim percebeu-se que desodorantes e inseticidas possuíam bicos que produziam traços mais finos. A partir daí, descobriu-se que extraindo um pouco de ar da lata de tinta spray seu jato torna-se menos denso, e o traço mais fino , e assim fora se aprimorando. Por ultimo, tivemos a utilização do compressor, substituindo a lata de spray, porem muitos dos graffiteiros discordam da utilização dele pois alem de substituir as latas está substituindo o próprio graffiteiro, deixando o de comparsa a uma maquina .O estilo americano começou realmente a ser realizado em grande escala em 1989, com os gêmeos Gustavo e Otavio , Speto, Binho, Tinho e ,ainda, o excelente grupo Aerosol, que se destacaram entre outros. Hoje em dia, alem das letras coloridas, caracteristica do graffiti americano , estão aparecendo desenhos elaborados , partindo de apurada técnica. Esses desenhos traduzem o universo hip-hop em suas mais variadas nuances, com figuras humanas dançando, pensando, cantando , etc...bastante americanizado, porem , os mesmo estão caminhando para uma evolução, como podemos presenciar , esse estilo americano, esta sendo bastante abrasileirado, e assim expondo nossa cultura a população , assim entretendo e passando informações ao publico.
Hip Hop do Maranhão
O Street é uma dança eminentemente negra, de origem americana, cuja difusão se deu primeiramente nas ruas de cidades grandes, onde, atualmente, estão situados os maiores focos do RAP (Rythm And Poetry), gênero de música bastante conhecido atualmente.As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.No decorrer da sua difusão, houve a criação de diversos estilos da dança, como o Break, o Hip Hop, o Funk, o Soul e outros mais. Cada um possui características específicas, como ritmo e passos específicos.Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.O Street Dance, apesar de denominação genérica, no Brasil abrange a todos os estilos sem distinção. Houve uma mistura em tal grau que a intenção das coreografias passou a ditar o estilo da dança.Além da dança, o Street Dance promove aos interessados a possibilidade de interação. A criação de grupos é o primeiro passo para a divulgação, pois trabalha o lado social da dança; tanto no que se refere à atingir um determinado público, como também cria um sentimento de amizade interno.Hoje sua repercussão mundial,
Ao pé da letra, "Street Dance" é dança de rua mas, não precisa ser feita necessariamente no asfalto. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1929, quando houve uma supercrise econômica nos EUA. Ninguém tinha grana pra nada, muito menos prá se divertir, com isso, os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados. Foram para as ruas fazer uns shows a fim de descolar uns trocos. Foi então, que da mistura do Ragtime, Jazz e outros ritmos negros, surgiram os tap dancers (sapateadores), os primeiros dançarinos de rua. É claro que o que era feito nessa época é completamente diferente do que existe hoje. Mas foi um início. Mais parecido com o que existe hoje, foi o movimento que surgiu em 1967, quando James Brown criou e formalizou a Funk music. Assim com o som de Brown, a dança foi buscar no Jazz, no Rock'n Roll, nos passos dos dançarinos de baile, uma linguagem que acompanhasse o balanço da sua música. O Break, uma das vertentes do Street Dance, surgiu depois do Funk. Usa uma linguagem semelhante à da mímica, movimentos de acrobacia, ginástica olímpica, sempre aproveitando bem o corpo e o chão. Hoje, o Break continua parecido como no final dos anos 70. Este estilo ainda trabalhava os passos muito em cima dos malabarismos. E é muito legal, especialmente porque os B.Boys (abreviação de Break Boys, pessoas que praticam o Break) mantém a tradição do início da cultura Hip Hop, embora cada vez mais as manobras estejam se complicando. Atualmente o Street Dance, feita por grupos como o Unidade Móvel e o The Face, faz uma mixagem de várias formas sobre este mesmo estilo de dança. Mas em cada passo, o que importa é o estilo e a atitude do dançarino. Existe técnica, rigidez na forma de passos, mas total liberdade na execução dos movimentos, por exemplo, você precisa parar o braço numa determinada posição mas, não existe um jeito único de se chegar a esse fim, como no balé. No Street Dance cada um pode criar o movimento até atingir essa posição. Existe a valorização da criação individual, desde que, é claro, que a pessoa invente seu jeito sem sair fora do balanço, como, aliás, exige em qualquer outra dança. Se você leva jeito, não custa tentar. Boa Sorte!! Obs: A imprensa americana denomina de Street Dance, devido não ser uma dança acadêmica e por causa dos B.Boys treinarem em lugares públicos como praças, ruas e calçadas. No Brasil, há grupos mal informados que divulgam o Street Dance como Dança de Rua para o público e imprensa, o que não é correto. Pois nos velhos tempos era raro ver um dançarino de verdade na rua. Os "crews" (turma de dançarinos), costumavam executar suas performances em festas e discotecas, e não nas ruas.
Breve História do Hap No Brasil, o Hip-Hop chegou no início da década de 80 por intermédio das equipes de baile, das revistas e dos discos vendidos na 24 de Maio (São Paulo).
Os pioneiros do movimento, que inicialmente dançavam o Break, foram Nelson Triunfo, depois Thaíde & DJ Hum, MC/DJ Jack, Os Metralhas, Racionais MC's, Os Jabaquara Breakers, Os Gêmeos e muitos outros. Eles dançavam na Rua 24 de Maio, mas foram perseguidos por lojistas e policiais; depois foram para a São Bento e lá se fixaram. Houve um período de divisão entre os breakers e os rappers, os primeiros continuaram na São Bento, os outros foram para a Praça Roosevelt. O rap, a principio chamado de "tagarela", ascende e os breakers formam grupos de Rap. Em 1988 foi lançado o primeiro registro fonográfico de Rap Nacional, a coletânea "Hip-Hop Cultura de Rua" pela gravadora Eldorado. Desta coletânea participaram Thaide & DJ Hum, MC/DJ Jack, Código 13 e outros grupos iniciantes. Nesse período de ascensão do Rap, a capital paulista passou a ser governada por uma prefeitura petista, o que muito auxiliou na divulgação do movimento Hip-Hop e na organização dos grupos. Por esse motivo foi criado em agosto de 89 o MH2O - Movimento Hip-Hop Organizado, por iniciativa e sugestão de Milton Salles, produtor do grupo Racionais MC's até 1995. O MH2O organizou e dividiu o movimento no Brasil. Ele definiu as posses, gangues e suas respectivas funções. Nesse trabalho de divulgação do Hip-Hop e organização de oficinas culturais para profissionalização dos novos integrantes, não podemos esquecer de citar a participação do músico de reggae Toninho Crespo. Este trabalho teve sua continuidade no município de Diadema com o profissionalismo de Sueli Chan (membro do MNU - Movimento Negro Unificado). Outra pessoa que foi muito importante na divulgação do Hip-Hop no Brasil, foi Armando Martins com o seu programa Projeto Rap Brasil, que lançou vários grupos de Rap durante os anos em que esteve no ar.