Hip-Hop - O novo disco dos Racionais MCs anda envolto em clima de mistério. Apenas a data de lançamento foi divulgada à imprensa (novembro), mas detalhes da produção como músicas de trabalho e quantidade de faixas estão sendo mantidos sob sigilo militar. A banda é considerada uma das que detém maior controle sobre sua obra no Brasil, que abrange desde equipamentos de gravação a prensagem de CDs.
A Adidas acaba de lançar o Star Bling, edição de luxo em comemoração aos 40 anos do modelo Adidas Star. O design do tênis é inspirado na cultura hip hop do final dos anos 90, que se caracteriza pela ostentação de joias.
O tênis carrega influências clássicas do sneaker, por meio do couro e sola branca, e aspectos excêntricos da geração Bling, representados pelos detalhes em dourado, prata, metalizados ou com glitter.
O Adidas Star ou Superstar foi criado em 1969 na versão low do tradicional modelo de basquete, grande sucesso nas quadras européias. Na época, caiu no gosto dos atletas das ligas de basquete dos Estados Unidos, mas, seu sucesso entre as tribos urbanas, em especial entre os fãs de hip hop e b-boys, só aconteceu nos anos 80. Desde então, o modelo virou febre entre os skatistas, street cats, artistas e produtores.
O modelo pode ser adquirido por R$ 239,00.
Serviço:
Adidas
SAC - SP: (11) 2161-2961 / Demais localidades: 0800-556277
Site: www.adidas.com.br
Email: atendimentoadidas@adidas.com.br
Foto: Divulgação
Adailton & Adhaylton foram uma dupla sertaneja de sucesso. Mas, para Adhaylton, o reconhecimento popular era pouco, não lhe trazia a felicidade almejada. Só nascendo de novo ele alcançaria seu maior objetivo. E Adhaylton precisou forjar a própria morte para ser plenamente feliz. Depois disso, trocou de sexo e começou vida nova no Maranhão, como cantora. Esse enredo que poderia muito bem estar em um filme da Boca do Lixo paulista é a trama que acende o pavio de Breganejo blues.
Escrito pelo autor maranhense Bruno Azevêdo, o livro é um coquetel com doses de romance policial, histórias de detetive, quadrinhos pulp e música cafona. Uma legítima “novela trezoitão”, como diz o subtítulo. Bruno estará em Brasília hoje para lançar a publicação.
“Para mim, as linguagens são meio que a mesma coisa. Eu aprendi a ler sem a distinção de que gibi é algo menor e a ‘literatura’ algo acima deles”, comenta o autor, de 29 anos, sobre a apropriação dos elementos que permeiam o trabalho, caso do personagem Tex, famoso caubói dos quadrinhos criado na Itália que faz rápidas aparições ao longo do livro. “O Tex foi uma escolha natural. Se eu vou escrever uma HQ policial com um taxista e achar o ‘submundo’ literário equivalente, fatalmente esbarraria no Tex — que é publicado no Brasil há 40 anos .
O taxista em questão gosta mesmo é de ser detetive — atividade que aprendeu com os guias por correspondência de Bechara Jalkh (vinham anunciados em revistas nos anos 1980, lembra?). Sua especialidade são os “casos de corno” e mesmo sem saber disso, a viúva de Adhaylton o procura para resolver a estranha morte do marido.
No site Mojo Books é possível fazer o download do livro.
» Leia entrevista com o autor
Como surgiu a ideia de misturar linguagens no livro?
Para mim, as linguagens são meio que a mesma coisa. Eu aprendi a ler sem a distinção natural de gibi enquanto algo menor e a "literatura" como algo acima deles. Pensar em compor qualquer história para mim passa pela opção da linguagem e eu costumo usar as duas coisas. O Tex, por exemplo, foi uma escolha natural. Se eu vou escrever uma HQ policial com um taxista, achar o "submundo" literário equivalente, fatalmente esbarra no Tex, que é publicado no Brasil há 40 anos e a influência dele é inegável para várias fatias da sociedade brasileira.
E esse universo meio boca do lixo — taxistas, cornos, sertanejo, brega, quadrinhos pulp... como você foi se aproximando de todas essas coisas? Você gosta mesmo de tudo isso ou só utilizou esses elementos para o romance?
Eu sou historiador e meus trabalhos acadêmicos focam a história da musica brega no Maranhão. Não dá pra viver em São Luís sem estar em algum tipo de submundo. A cidade é um submundo. A ilha fede à m**** e os bares mais caros ficam numa lagoa que é um esgoto a céu aberto.
Parece haver um público jovem bem interessado nessas coisas (muitos que nem viveram o momento, conheceram por livros, tevê, matérias de jornal), concorda?
Acho que é uma moda cíclica, né? Como foi o forró universitário uns anos atrás. Ou como esses vampiros mela-cueca voltaram à moda hoje. O lance geral do brega, do kitsch, na minha opinião, entra nessa mesma onda de se afirmar por uma negação. Por um lado é massa porque gera atenção para um monte de gente que andava mal das pernas, por outro, é f***, porque mostra esses caras descontextualizados e dentro dum circo de aberrações.
Como conseguiu o desenhista Julio Shimamoto para fazer a capa?
Na maior cara dura! mandei um e-mail para ele dizendo que estava publicando um livro que fazia uma forte referência ao universo editorial dos quadrinhos brasileiros nos anos 1970, das editoras Vecchi, Graphipar, etc., que era um momento no qual ele foi de extrema importância e que por isso seria muito coerente que ele fizesse a minha capa. Ele me respondeu imediatamente, leu o livro e me surpreendi. O Shima tem uma vitalidade e empolgação incríveis! Entrou de cabeça no ambiente do livro e rapidíssimo me mandou a capa. É engraçado como feirantes olham para o livro e dizem "isso é Tex". O Shimamoto sabe o que faz.
O livro também está disponível na internet. Já tem um feedback dos leitores? Sabe quantos downloads foram realizados?
O número de downloads eu ainda não sei, mas a resposta tem sido fantástica. Na minha opinião, um livro não faz mais sentido somente impresso. Uma das idéias da Pitomba é disponibilizar todo o seu catálogo para download, reeditado para leitura na tela, iphones, etc. A quantidade de pessoas que conhece e compra meu livro é muito maior pelo fato de ele estar de graça na web, o que aconteceria de qualquer maneira.
E do livro "físico", algum feedback?
As críticas foram extremamente positivas. Alguns jornais publicaram belos textos e caras batutas como o Ronaldo Bressane escreveram muito bem a respeito. O lançamento no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, realizado em Belo Horizonte em outubro) foi puta comentado.
Como é a sua produção de texto? Já publicou muita coisa? Tem alguma novidade para sair em breve? Sobre o que será?
Eu escrevo um bocado, a maioria publico no meu blog (www.bazevedo.blogspot.com). Tenho um audiobook chamado a Bailarina no espelho (disponível de graça no www.abailarinanoespelho.blogspot.com). Publico quadrinhos regularmente na revista mineira Graffiti 76% quadrinhos; tenho uma HQ na próxima Front. Novidades para breve: Poço — álbum em quadrinhos com desenhos de Marcos Caldas, sai ano que vem na coleção Graffiti 100% quadrinhos; O Monstro Souza — romance sobre um cachorro-quente gigante que trabalha como prostituto em São Luís do Maranhão, mistura texto, quadrinhos, recortes de jornal, RPG e um monte de outras colagens. Sai ano que vem.
Ao Cubo anunciou que está em fase de finalização músical e arte gráfica, e que estão trabalhando intensivamente para que o novo CD chegue em meados de novembro nas lojas.
Nesse novo CD, Ao Cubo promete diversas participações mais do que especiais, como: André Valadão, Netinho de Paula, Planta & Raiz, Soraya Moraes, Pregador Luo, RZO, Expressão Ativa, DMN, GOG, Dom Pixote, André Santos (Seleção Brasileira de Futebol), Serginho (Seleção Brasileira de Voley), Oscar Schimidt (Ex Seleção Brasileira de basquete).
Dexter e Max B.O. participarão em um depoimento chamado: “Livre arbítrio”.
O CD “Um por todos”, que será lançado pela gravadora Graça Music, promete ser mais um grande sucesso!!!
BY RADAR URBANO.
BÁRBARA BARBOSA
Da reportagem local
Com vários representantes na região, a dança de rua finalmente conquista seu espaço em Mogi. Uma vez por mês, a Secretaria de Cultura abrirá as portas do Centro de Cidadania e Arte (Ciarte) para o "Danciarte", projeto idealizado pelo dançarino Márcio Pial que visa a reciclar o cenário de dança urbana na região.
Programado para acontecer sempre no segundo domingo do mês, o projeto terá início hoje, às 15 horas. A entrada é franca e aberta ao público, que poderá conferir duplas de dançarinos, DJs e grafiteiros, entre outras atrações. Vários grupos da região, como Die Hard Crew, de Suzano, B. Boy Combatentes, de Itaquá, e Guild Style, de Mogi, já confirmaram presença.
A cada edição, um estilo diferente de dança de rua será homenageado pelo projeto. No primeiro encontro, o destaque fica por conta do break boy, ou simplesmente b-boy. "Essa é a dança no chão, com giros acrobáticos", explica Pial. Haverá, ainda, outras modalidades, como o popping, que se baseia na técnica de contração e relaxamento dos músculos aliados a movimentos e poses do dançarino, e o locking, que tem fundamentos no funk original, com movimentos geralmente amplos e rítmicos sincronizados com a música. "O popping é a dança do Michael Jackson, já o locking é o estilo mais antigo de dança de rua", diferencia o idealizador.
Além das apresentações de dança, o "Danciarte" abre espaço também para a música, com a participação de Djs renomados, como Bali, de Mogi, e Niko, de Suzano. Haverá ainda uma exposição de grafite com trabalhos de Fabrício Bozer, conhecido grafiteiro mogiano que já trabalhou com as bandas Charlie Brown Jr. e Racionais MCs. "Temos muitos artistas bons na cidade que acabam indo mostrar seu trabalho em outros locais. A ideia é reforçar a dança de rua da região e fazer do Ciarte um espaço para os jovens", diz Pial.
Batalhas
A cada edição, o "Danciarte" promoverá uma batalha entre dançarinos de rua, que serão previamente convidados. A primeira disputa será entre duplas de b-boys. Os vencedores receberão R$ 200.
O Ciarte fica na rua Dr. Ricardo Vilela, 69, centro. Mais informações pelo telefone 4725-3341.
A Fundação Municipal de Cultura de Maceió apóia o show de lançamento do novo disco de Vitor Pirralho e Unidade, Pau Brasil, pelo Projeto Pixinguinha no próximo sábado, dia 12, depois de passar Penedo e Barra de Santo Antônio o espetáculo chega a Maceió com formatação madura e acontece na Praça Marcílio Dias, que fica de fronte à FMAC no bairro de Jaraguá. O show tem início marcado para às 21h e conta com a dupla de rap Clandestinos, a banda de reggae Adamah Roots. Gratuito.
O filme mais aguardado do ano.............pelo menos nas quebradas....
GRUPO ESSÊNCIA LANÇA O CD ATÉ OS CONFINS DA TERRA
Novo CD do Racionais MCs deve sair em novembro
Presente de Natal para os fãs: o novo CD do Racionais deve sair em novembro. A obra é tratada pelo grupo e sua produção sob pacto de silêncio. Os fiéis seguidores estão carentes de gravações desde 1.000 Trutas, 1.000 Tretas, de 2006, ao vivo. O novo CD deverá ser o sexto em estúdio.
Faixas, nomes e até arte de capa CD são mantidos como segredos militares. O Racionais é provavelmente o grupo brasileiro com o maior controle sobre a própria obra, e inspirou outros artistas, tais como Marisa Monte, a lutar pela posse e soberania das chamadas matrizes das gravações. O que significa, literalmente, o artista como proprietário de sua obra.
Mas o Racionais vai ainda mais longe. Além de controlar absolutamente tudo que grava e usa, de equipamentos a matrizes, também controla prensagem e distribuição dos CDs. Além de abastecer algumas lojas oficiais, reza a lenda, também fazem questão de facilitar a chegada do CD ao mercado ambulante. E a um preço muito mais em conta do que qualquer major sonhou oferecer (eis, talvez, o porquê da morte lenta dessas arcaicas corporações).
Contra a maré das estrelas da música mundial, que usam cada vez mais a internet para divulgar o trabalho, fugir da pirataria e, principalmente, vender músicas via download, o novo Racionais sairá somente em CD, a princípio. O grupo também não tem site ou blog oficial.
Diário de um talento
A carreira da maior banda de rap e hip hop do Brasil começou no final dos anos 80, na periferia de São Paulo. Em meados dos anos 90, as letras já haviam se transformado em evangelho para milhões de jovens, e seu ritmo sincopado também se virou objeto de culto imitado e reproduzido por outro grupos Brasil afora.
Em 2007, durante a terceira Virada Cultural, uma apresentação na praça da Sé terminou em tumulto e pancadaria indiscriminada da PM sobre a plateia. Dezenas ficaram feridos e houve depredação de lojas, bancas e bens públicos.
Mesmo sem ter culpa alguma no incidente (vá lá, tiveram uma hora de atraso, mas esse não foi o motivo, pois o público brincava, cantava e dançava, à espera do show), sobrou para o Racionais apontado (pela polícia) como o vilão. O resultado foi a punição da Prefeitura de São Paulo, que nunca mais convidou a banda para apresentações, em prejuízo do público.
Além do trabalho no Racionais, Mano Brown também lança artistas todos os anos, tais como Rosana Bronks, UTime e Sabotage, além de manter e integrar o projeto Big Bang Johnson (que tem ainda Ice, Du Bronks Pixote, Sandrão e Helião, entre outros).
Mano deu raríssimas entrevistas até hoje. Quando solicitado, geralmente indica KL Jay, o DJ do grupo e artista mais acessível do clã.
Texto: Ricardo Feltrin (Colunista do UOL)
Fonte: Uol
Hip-Hop - O novo disco dos Racionais MCs anda envolto em clima de mistério. Apenas a data de lançamento foi divulgada à imprensa (novembro), mas detalhes da produção como músicas de trabalho e quantidade de faixas estão sendo mantidos sob sigilo militar. A banda é considerada uma das que detém maior controle sobre sua obra no Brasil, que abrange desde equipamentos de gravação a prensagem de CDs.
Banda traz a Florianópolis, em promoção da Atlântida FM, o repertório do CD 7 Vezes, lançado cinco anos após seu último álbum de composições inéditas
Depois de se apresentar ontem em Curitiba, o grupo carioca O Rappa faz show hoje na Capital, em promoção da Atlântida FM. No repertório do espetáculo, as faixas do disco 7 Vezes, lançado em julho do ano passado. No dia 16 de outubro, O Rappa desembarca em Chapecó.
Entre os hits de 7 Vezes estão Monstro Invisível e a regravação de Súplica Cearense, de Nelinho e Gordurinha, gravada anteriormente por Luiz Gonzaga. Além das 14 faixas que compõe o álbum, o show também trará sucessos antigos como Minha Alma, Me Deixa, Reza Vela, entre outros. O cenário é assinado por Zé Carratu, pioneiro do grafismo paulistano e parceiro do Rappa em turnês anteriores. O disco foi dirigido por Ricardo Vidal e Tom Saboia.
O mais recente trabalho rendeu ao grupo uma turnê pela Europa e Estados Unidos, o que não faziam há seis anos. O sucesso internacional, no entanto, não se refletiu em premiações aqui no Brasil. Somente o baixista Lauro Farias está na lista dos indicados ao VMB, o prêmio para música e diversas categorias da cultura pop do canal de televisão MTV Brasil.
No domingo passado, a banda registrou um show na Rocinha para o que seria a gravação do DVD do grupo, previsto para ser lançado em 2010 pela Warner Music. Em entrevista à jornalista Adriane Perin, do Portal Bem Paraná, Xandão afirma que a gravação do DVD foi transferida, mas o show foi realizado a pedido da comunidade, que há tempos pedia um show em seu território. O guitarrista afirmou que “tudo foi gravado” e se sair o DVD será “um dos melhores momentos nossos”.
O CD 7 Vezes foi lançado após um hiato de cinco anos sem nenhum disco de inéditas. O último álbum havia sido O Silêncio que Precede o Esporro (2003). O Rappa mistura diversos estilos como rock, rap, dub, reggae e samba. Nas letras, o cotidiano violento das comunidades periféricas do Rio de Janeiro e seus personagens, como o feirante, o camelô, o bacana e o trabalhador.
Ao Falar de Mentis Afro, a imagem só pode ser os mais phats do rap Underground kriolo na Tuga. Costituído por Ghoya(Mc), Boss (Mc), Yaroshima(Mc) e Editox(Dj e Produtor) eles vem trazendo cenas quentes e prometem: não param...
Fica aqui o Álbum "Mundo Infernal".
Presente de Natal para os fãs: o novo CD do Racionais deve sair em novembro. A obra é tratada pelo grupo e sua produção sob pacto de silêncio. Os fiéis seguidores estão carentes de gravações desde 1.000 Trutas, 1.000 Tretas, de 2006, ao vivo. O novo CD deverá ser o sexto em estúdio.
Faixas, nomes e até arte de capa CD são mantidos como segredos militares. O Racionais é provavelmente o grupo brasileiro com o maior controle sobre a própria obra, e inspirou outros artistas, tais como Marisa Monte, a lutar pela posse e soberania das chamadas matrizes das gravações. O que significa, literalmente, o artista como proprietário de sua obra.
Mas o Racionais vai ainda mais longe. Além de controlar absolutamente tudo que grava e usa, de equipamentos a matrizes, também controla prensagem e distribuição dos CDs. Além de abastecer algumas lojas oficiais, reza a lenda, também fazem questão de facilitar a chegada do CD ao mercado ambulante. E a um preço muito mais em conta do que qualquer major sonhou oferecer (eis, talvez, o porquê da morte lenta dessas arcaicas corporações).
Contra a maré das estrelas da música mundial, que usam cada vez mais a internet para divulgar o trabalho, fugir da pirataria e, principalmente, vender músicas via download, o novo Racionais sairá somente em CD, a princípio. O grupo também não tem site ou blog oficial.
Diário de um talento
A carreira da maior banda de rap e hip hop do Brasil começou no final dos anos 80, na periferia de São Paulo. Em meados dos anos 90, as letras já haviam se transformado em evangelho para milhões de jovens, e seu ritmo sincopado também se virou objeto de culto imitado e reproduzido por outro grupos Brasil afora.
Em 2007, durante a terceira Virada Cultural, uma apresentação na praça da Sé terminou em tumulto e pancadaria indiscriminada da PM sobre a plateia. Dezenas ficaram feridos e houve depredação de lojas, bancas e bens públicos.
Mesmo sem ter culpa alguma no incidente (vá lá, tiveram uma hora de atraso, mas esse não foi o motivo, pois o público brincava, cantava e dançava, à espera do show), sobrou para o Racionais apontado (pela polícia) como o vilão. O resultado foi a punição da Prefeitura de São Paulo, que nunca mais convidou a banda para apresentações, em prejuízo do público.
Além do trabalho no Racionais, Mano Brown também lança artistas todos os anos, tais como Rosana Bronks, UTime e Sabotage, além de manter e integrar o projeto Big Bang Johnson (que tem ainda Ice, Du Bronks Pixote, Sandrão e Helião, entre outros).
Mano deu raríssimas entrevistas até hoje. Quando solicitado, geralmente indica KL Jay, o DJ do grupo e artista mais acessível do clã.
http://noticias.uol.com.br/ooops/ultnot/2009/08/27/ult2548u776.jhtm
Ricardo Feltrin
Colunista do UO
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Desde que o ritmo e a poesia do RAP (rhythm and poetry, da sigla em inglês) começou a criar raízes no Brasil, no início dos anos 1990, muita gente se assustou com a cara de poucos amigos de MCs e DJs.
Mas os manos não desistiram de mostrar qual era a deles. E as coisas mudaram. Em Caxias do Sul há uma prova concreta dessa transformação, o CD Enroscamente, lançado este mês pelo grupo Poetas DiVilas e financiado pelo Fundoprocultura, da prefeitura.
Em Caxias, a mensagem de Bambaataa é dada, a sua maneira, pelos MCs (mestres de cerimônias) Janquiel Francisco Cláudio, o Chiquinho, 29 anos, Marcelo Santos, o Paulista, 30, Marco Aurélio Jr., 25, e o DJ (disc jockey) Ubirajara Silva, o Jara, 33. O DiVilas conta também com a participação especial da cantora Aline Martta, 27.
— Nós circulamos bem em todos os bairros de Caxias, somos respeitados pelo pessoal do hip hop — acredita Chiquinho, fundador do DiVilas ao lado de Paulista.
O movimento hip-hop gaucho está mais informado, graças a fundação do Salve, o primeiro jornal estadual exclusivo da cultura de rua no Rio Grande do Sul.
A proposta é ter um veículo de comunicação próprio, pensado e produzido para levar informação de qualidade para os jovens que se organizam através do movimento hip-hop sejam eles atuantes ou simpatizantes. Além de incentivar e fomentar a leitura junto aos jovens de periferia, é para estes que o jornal pretende mandar seu Salve.
A primeira edição do jornal é toda dedicada ao 1º Encontro Estadual do Hip-Hop que reuniu mais de 600 manos e minas do hip-hop no Theatro Dante Barone da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul em de 13 junho. A partir da Lei 13.043, que criou a Semana Estadual do Hip-Hop no estado.
O jornal tem distribuição gratuita e militante graças a parceria da entidade Nação Hip-Hop Brasil e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Pode ser encontrado nas cidades de Porto Alegre, Alvorada, Viamão, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo, Santa Cruz, Taquara, Ijuí, Rio Grande, Pelotas, Butiá e Tapes, além dos pontos de encontros do movimento e lojas especializadas do hip-hop.
Para o rapper, presidente da Nação Hip-Hop Brasil Mano Oxi o jornal é um marco “É com muito orgulho e satisfação que depois de três anos a frente da Nação Hip Hop Brasil, aqui no Rio Grande do Sul, demos um importante passo que é informar o movimento hip-hop gaúcho, iniciando uma parceria inovadora e audaciosa junto a CTB, nasceu o Jornal Salve”.
Por entender que a juventude além de explorada no mercado de trabalho é moldada para atender os interesses das grandes corporações a CTB identificou no movimento hip-hop a porta de entrada para levar as informações necessárias para que a juventude possa buscar se organizar junto aos movimentos sindicais exigindo melhores condições de trabalho e seus direitos enquanto jovens trabalhadores.
O hip-hop é considerado um movimento aglutinador de massa da juventude, é conhecido nacionalmente como a voz das periferias e por tanto poderá facilitar nesta comunicação entre a CTB e á juventude que se organiza no mercado de trabalho.
Mano Oxi não esconde a satisfação: “A Nação Hip-Hop Brasil, juntamente com a diretoria da CTB aqui no estado foi pioneira nesta construção, esperamos que esta iniciativa possa se multiplicar em outros estados brasileiros no intuito de fortalecer a unidade e contribuir para os avanços e a valorização dos trabalhadores em nosso País. “
Para conseguir o jornal e também mandar um salve entre em contato com os organizadores através do endereço: jornalsalvers@gmail.com
Mano Oxi também poderá ser visto no documentário ” Hip Hop- Consciência & Atitude” em fase de finalização e com lançamento previsto para novembro de 2009.
Com seu algum -” História Preta” na rua, apoiado pelo Projeto Hip Hop Arte Produzindo Identidade - Programa Petrobrás de Cultura, o Grupo Afronto, formado por Wg, Preto Ancião, Preta Laura e Dj Banha mostram de forma crítica e contextualizada as diversas formas discaradas e mascaradas de racismo que o Negro Sofre em Teresina - Piaui e em todo o Brasil.
Após o lançamento exclusivo do videoclipe "Itaquera de Boa", pelo portal Central Hip-Hop, confira amanhã (15/08), as 11h, no programa Lab BR, da MTV, a estréia do clipe. A faixa está presente no 2º disco do grupo Parábola, formado por: Biofa, A2, Maykon e DJ Lipe. O reprise será no dia (16/08) ás 11h.
Assita o clipe "Itaquera de Boa"
Leia a entrevista
Visite o Myspace do Parábola
By Central Hip Hop
Os douradenses “Fase terminal”, grupo de Rap e Hip-hop local, lançarão seu segundo CD neste sábado, no Teatro Municipal de Dourados. O trabalho é intitulado “Fase Terminal: outra Fase” e tem ingressos limitados vendidos antecipados por R$ 10 na Banca do Jaime e na Loja Chakal`s. Quem comprar o ingresso ganhará o novo CD, que será entregue na portaria no dia do evento.
Para quem quer conferir um pouco do trabalho social do grupo, que busca formar cidadãos através da música nas periferias de Dourados, pode conferir um vídeo do YouTube, onde eles se apresentam com o pessoal do curso de Licenciatura Indígena Intercultural Teko Arandu, da Reserva Indígena de Dourados. O resultado foi surpreendente, uma música com a marca da cultura indígena com versos em português e guarani.
Quem preferir pode ainda assistir o novo clipe do grupo, com o nome “463 Na Rota do Narcotráfico Brasileiro”, que fala do cotidiano de Dourados, onde diariamente são apreendidas drogas que passam pela cidade rumo aos grandes centros do país.
A música é uma crítica sobre como a questão é tratada pelas autoridades e como a sociedade vê esses fatos.
Salve, irmãs e irmãos! Salve, Moacir (K-Não, Brooklin Sul, Espraiada), meu irmãozão! Nome importante do rap nacional há alguns anos, principalmente por ser representante do freestyle original, o rapper Kamau está trabalhando no lançamento do seu primeiro CD solo, “Non Ducor Duco”, com 17 faixas.
Da chamada nova geração do rap nacional, Kamau é um dos caras mais inventivos, isso quando os quesitos são as suas rimas e também as batidas utilizadas para declamar seus raps. Rimador independente, Kamau reuniu nomes importantes no disco. O DJ KL Jay, do Racionais MC’s, Willian, Primo e Suissac o ajudaram bastante na produção, assim como Filiph Neo, Nave e Munhoz.
Para levar suas rimas em “Non Ducor Duco”, Kamau, maloqueiro skatista da zona norte, teve apoio de Thalma de Freitas, Raele Jeffe, Emicida, Carlus Avonts, Stefanie, Rincon Sapiência, Rashid e Parteum (cabuloso).
O disco do Kamau tem tudo para ser uma das melhores obras do rap nacional neste ano. É um respiro importante em tempos de bastante carência no cenário do rap cantado em português. Ouçam o que o Kamau tem a dizer e viajem no rap do mano!
Salve, irmãs e irmãos! Convocação geral na República da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia): Sérgio Vaz, poeta guerreiro da zona sul de São Paulo, desceu novamente à arena para lançar o livro “Cooperifa, Antropofagia Periférica”, seu mais recente trabalho, com 284 páginas.
O livro foi lançado oficialmente na última quarta-feira no Bar do Zé Batidão, berço da poesia da periferia de São Paulo, ou, como diz a crítica literária Heloísa Buarque de Hollanda, “o grande quilombo da poesia paulista”. O livro do Sérgião tem preço médio de R$ 25 e foi lançado pela Aeroplano Editora.
Chamado por Mano Brown, do Racionais MC’s, de “o general das palavras”, Sérgio Vaz é o mano que mais tem feito pela cultura na periferia de São Paulo. O irmão leva a poesia ao coração das pessoas e emociona pela luta. O Brown escreveu sobre a caminhada do Sérgião no livro.
Lá na República da Cooperifa, ao contrário do que acontece em vários outros supostos movimentos culturais, cujos líderes insistem em se apoderar das glórias sozinhos, vale a conquista da coletividade, dos verdadeiros escritores marginais. Sérgio Vaz, força na caminhada, guerreiro!