Hoje é o primeiro dia do Festival Consciência Hip Hop, em Cuiabá, o maior festival do gênero da Região Centro-Oeste.
Por natureza, o hip hop já é uma fusão de modalidades artísticas. Reúne música, dança e artes plásticas, nos já conhecidos rap, break e graffitti.
A proposta do Consciência Hip Hop, organizado pela Central Única de Favelas de Cuiabá (CUFA/MT) é ampliar ainda mais esse leque, tanto incorporando outras atividades relacionadas ao universo de rua do hip hop quanto abrindo espaço para uma reflexão sobre a cultura negra de periferia.
Em sua 5ª edição, o Consiciência Hip Hop tem dois dias de intensas atividades. Dezesseis atrações de cinco estados brasileiros e do Distrito Federal sobem no palco do Festival hoje e amanhã. Confira a programação.
Além de nomes de expressão do rap nacional, como Ataque Beliz (DF), Linha Dura (MT), Arcanjo (SP), Caracará na Viagem (RN), e Erick Flow Man (GO), o Festival inovou e abriu o palco para uma companhia de dança de rua, a Free Mind, vencedora de vários campeonatos nacionais.
A dança de rua, claro, também está representada nas Batalhas de Break, onde B.boys e B.girls suam a camisa durante esses dois dias para demonstrar sua habilidade. Já os Rachas de MCs acontecem às noites, nos intervalos dos shows.
Para completar os elementos tradicionais do hip hop, o evento oferece oficinas gratuitas de graffitti com o grafiteiro Gaspar, de Rondônia, que faz intervenções no espaço do Festival.
Também acontecem oficinas gratuitas de DJ e pixaim. Quem se dá bem com esta última é a comunidade, que ganha tranças e penteados afro de graça durante o dia. À noite, enquanto rolam os shows, as trançadeiras do Projeto Circuito Pixaim também fazem tranças a preços populares.
O Festival Consciência Hip Hop também pretende discutir a cadeia produtiva do Hip Hop, a circulação, distribuição e consumo de artistas e agentes culturais envolvidos com as linguagens que fazem parte desse universo.
Daí a realização do Seminário Consciência Hip Hop e a Reunião da Frente Brasileira Hip Hop, que acontecem durante o Festival e contam com a presença, entre outros, de Alex Antunes, jornalista, produtor e escritor especializado em música, atualmente na Revista Rolling Stones.
Centro Esportivo Cultural CUFA
O Festival Consciência Hip Hop também marca o lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA, complexo esportivo- cultural destinado à população do bairro São João Del Rey e outros cinco bairros do entorno: Santa Laura, Osmar Cabral, Tijucal, Liberdade e Novo Milênio, todos historicamente esquecidos pelos serviços públicos.
Com salas multi-uso, quadra esportiva, vestiário e um amplo espaço para o acolhimento de projetos sociais, esportivos e culturais, o Centro é resultado de uma parceria entre a CUFA, os Ministérios de Esporte e Justiça e Prefeitura Municipal de Cuiabá.
Parte importante de quase todas as atividades da CUFA, o basquete de rua inaugura as instalações do Centro Esportivo Cultural CUFA. Os basqueteiros de rua fazem jogos amistosos, que são disputados nas manhãs do final de semana.
Novo Milênio, bairro que resulta de uma invasão na região da grande Tijucal é um dos que estão localizados no entorno do Bairro São João Del Rey, local onde a CUFA (Central Única das Favelas de Mato Grosso) fará a inauguração do Centro Esportivo Cultural CUFA, no dia 05 de Dezembro, a partir das 09 horas. Além do Novo Milênio, mais nove bairros da região fazem divisa com o CECC . A cerimônia de lançamento conta com a presença de toda a comunidade dos bairros, autoridades, além de artistas e produtores culturais de Mato Grosso e outros estados que estarão na capital para a 5ª Edição do Festival Consciência Hip Hop – A Cultura que Mistura.
Seminários
O Festival Consciência Hip Hop configura-se como topo da cadeia produtiva do Hip Hop em nosso Estado, e, por conseguinte, tem a função de estimular a circulação, distribuição e consumo de artistas e agentes culturais envolvidos com essa linguagem. Assim, Rappers, Grafiteiros, bboys, djs reunir-se-ão em Cuiabá para qualificar ainda mais este processo. O Seminário Consciência Hip Hop e a Reunião da Frente Brasileira Hip Hop, que acontecerão durante o Festival, contam com a presença de Alex Antunes, Jornalista, produtor e escritor, especializado em música e atualmente trabalha na Revista Rolling Stones.
Batalhas de Break e MC
B.Boys e B.girls de Cuiabá, Várzea Grande Rondonópolis, Primavera do Leste e Barra do Garças vem a Cuiabá para a Batalha Consciência Hip Hop, sucesso de público em 2008. Esta terá inicio as 13 h, no dia 05/12 e segue até o dia seguinte, quando será realiza a final. Além disso, a dança ganha uma atenção especial no Festival; o grupo cuiabano de dança de rua Free Mind, vencedor de diversos campeonatos nacionais, se apresenta no palco de shows, no dia 06 as 21:30h. Os Mc’s não ficam de fora, os “rachas” acontecem no intervalo dos shows, que terão inicio as 19h no dia 05 e as 18:30 no dia 06/12.
Oficinas: Pixaim, Dj e Graffiti
O Projeto Circuito Pixaim marca presença com as oficinas de tranças e penteados afro, oferecidas gratuitamente a comunidade. A noite, durante os shows, as trançadeiras do projeto estarão fazendo tranças a preços populares. Oficinas de Dj, com o Dj Gio de Mato Grosso do Sul, também será oferecida gratuitamente, a partir das 14 horas, no dia 05. Já as oficinas de grafiiti, será realizada com o grafiteiro Gaspar de Rondonia, que fará intervenções durante o festival.
Basquete de Rua e Shows Nacionais
Como não poderia deixar de ser, os basqueteiros de rua, farão jogos amistosos durante o lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA. Os times Pl Street, Ipase, Faith Action, Só Dimenor, já marcaram presença. Os shows começam as 19 horas, no dia 05 de Dezembro, e conta com a presença de bandas nacionais, como Ataque Beliz (DF). Arcanjo (SP), Fungos Funk (GO), Caracará na Viagem (RN), Eko (GO), e Erick Flow Man (GO).
Veja a Programação Completa:
Dia 05/12 – Sábado
09:00 Abertura/ Lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA (presença de autoridades)
09:00h Intervenção de Graffiti com Gaspar (RO)
13:00h Batalha de Break Consciência Hip Hop
14:00h Seminário Com Alex Antunes (SP)
14:00h Oficina de Dj com Dj Gio (MS)
16:00h Seminário Circulação no Hip Hop
16:00h Cinema Hip Hop
19:00h Mano Careca (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:25h Atos 29 (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:50h Wesley Dugueto (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
20:15h Fase Terminal (MS) http://www.myspace.com/faseterminal
20:50h 288 FDK (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
21:15h Fungos Funk (SP) http://www.myspace.com/fungosfunk
21:50h Eko (GO) http://www.myspace.com/ekom79
22:25h –Ataque Beliz (DF) http://www.myspace.com/ataquebeliz
06/12 Domingo
09:00h Batalha de Break Consciência Hip Hop
09:00h Reunião Frente Brasileira Hip Hop
09:00 Intervenção de Graffiti com Gaspar (RO)
14:00 Oficina de Dj com Dj Gio (MS)
14:00h Sustentabilidade no Hip Hop
16:00h Seminário Circulação Hip Hop
18:30h Controvérsia (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
18:55h Altos e baixos (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:20h Demosntrô (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
19:45h – Erick Flow Man (GO) http://www.myspace.com/erickflowman
20:20h Carcará na Viagem (RN) http://www.myspace.com/carcaranaviagem
20:55h – Arcanjo (SP) http://www.myspace.com/arcanjoras
21:30h – Free Mind (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop
21:45h - Linha Dura (MT) http://www.myspace.com/linhadura
A cultura hip hop ganha status de movimento social, especialmente pela luta de grupos como o Maloca, sediado em Cuiabá, que estimula a inclusão social por meio da arte. Além de problematizar a realidade da periferia e recriar as oportunidades, eles têm trabalhado nas pessoas, a autoestima e o poder de indignar-se.
Problematizam, recriam e assumem identidades, para fazer com que os moradores descontextualizados social e economicamente avancem para os centros das cidades. Tem um pouco da Maloca em diferentes pontos da capital mato-grossense agora.
É que na ocasião do projeto Novembro Negro, os artistas do grafite realizaram intervenções pela cidade. Agora, o próximo passo, é a idealização do Festival Dekebra, que ocorre neste sábado (21.11), no Parque Aquático da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento começa as 15h e segue pela madrugada com muitas atrações.
O festival encerra as atividades culturais e artísticas do evento Novembro Negro, realizado pelo Instituto Mandala e o Coletivo de Hip Hop - Maloca, com parceira da Secretaria de Estado de Cultura, Terra do Sol Empreendimentos Culturais e Gaepac Pró-yby.
O Dia da Consciência Negra estimula reflexões, mas este também é momento de celebração. Para dar um aspecto grandioso à festa, várias atrações prometem movimentar a noite de quem se aventurar pelo Festival Dekebra. Na mostra de dança não-competitiva apresentam-se seis grupos, já no duelo de rebolation, oito trios foram inscritos.
No quesito B-Boy, tem batalha importante, com competidores de várias regiões brasileiras. Para balançar o corpo e cantar a plenos pulmões, tem Mandala Soul, Quelinah (da série global Antônia), Garcia Gun (ES), Outro Nível (Go) e o grupo local de rap, Controvérsia. Quem apresenta a festa são os DJs Spinha e Clayton 7, quem finaliza, é o tão aguardado MC Dentinho.
O Festival
O Festival Dekebra reúne todos os anos B-boys, dançarinos, coreógrafos, profissionais da dança de rua e militantes da cultura hip hop de todo o Brasil para participarem não só de competições artísticas, como também, para se aprimorarem em cursos, workshops, oficinas e debates a fim de oportunizar a ampliação do alcance do movimento. Já a programação dirigida ao público, inclui intervenções de grafitti, exibição de filmes, feira mix e apresentações musicais.
Na edição de 2008, o Festival atraiu aproximadamente 5 mil, entre articuladores do movimento e espectadores que prestigiaram o evento que é referência no quesito dança de rua, pela proposta de dar visibilidade a ela, além de revelar novos talentos da cultura de rua que residem em Mato Grosso.
Maloca e outros projetos
As atividades realizadas pela Maloca visam o aprimoramento do processo de desenvolvimento humano com a proposta de afirmar a importância do diálogo, da troca de experiência, das manifestações artísticas como instrumento de inclusão social, de conscientização e mobilização perante o mundo.
Tem ainda entre seus objetivos, a promoção de ações, como eixo fundamental à sensibilização diante dos problemas sociais através da disseminação da arte urbana e da prática de esporte, e proporciona o estímulo aos atletas e artistas, entretenimento e diversão aos espectadores, através de modalidades criadas e praticadas nas ruas, e desenvolve as habilidades e revelam grandes talentos.
Desenvolvendo suas atividades em bairros periféricos, o coletivo Maloca trabalha na Grande CPA, considerado Centro da Região Norte de Cuiabá, e atende a comunidade em geral de mais de 50 bairros adjacentes, são mais de 105 mil habitantes (Censo 2000 - IBGE) distribuídos numa área de 30,70 Km2. Atuando na área políticas públicas culturais, participam de fóruns, que permite que a comunidade artística possa realizar suas produções visando a organização desse segmento como profissão que garanta sua auto sustentabilidade.
Quem ainda não participou das atividades do Novembro Negro ainda tem mais uma oportunidade. Nesta última semana, a música será o ponto forte do evento, com diversas atrações. No dia 19, quinta-feira a partir das 20h, o Novembro Negro realiza uma grande homenagem a pessoas que lutam pela promoção da cultura negra em Mato Grosso. A entrega do Prêmio Macário será encerrada com show de Luciana Bonfim, que interpreta Clara Nunes. Após o show, o bar Clube de esquina será palco do show Kizumba.
No dia 20 de novembro, sexta-feira, no Largo da Igreja São Benedito tem a segunda edição do Ritmo dos Tambores, com a participação de B.Boys, grupos de capoeira, Dj Spinha, Batuquenauá, Percussionista Raul Forte, Cantora Viviam Arruda, Ogãs do Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro. Anselmo Parabá, um dos fundadores do Instituto Mandala, explica que essa é mais uma ação do Instituto em parceria com o Maloca, para consolidar a nova cena cultural alternativa de Cuiabá, que vem se desenhando com muita propriedade. O Encontro Ritmo dos Tambores coloca em cena os genuínos ritmos brasileiros de forma interativa e inovadora. Durante o espetáculo são apresentadas cantigas e ritmos que resgatam de forma peculiar a trajetória do povo africano e toda sua herança musical que influencia o Brasil.
Encerrando as atividades do Novembro Negro em Cuiabá, no dia 21 de novembro acontece o Festival Dekebra no Parque Aquático da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Para aqueles que tem fôlego, o evento começa às 15h e segue pela madrugada com muitas atrações. A reunião de b.boys, dançarinos, coreógrafos, profissionais da dança de rua, militantes da cultura Hip Hop de todo o Brasil que irão participar da Batalha de Break dance prometem levar diversão ao público. Durante o evento acontecerá o Encontro de Rebolation; Batalha de B.boys intercalado com a Mostra Não Competitiva de Dança de Rua; Pocket Shows com Grupos de Rap; Show Nacional com Quelinah, MC Cabal e DJ MK e Garcia Gam e Djs de Black Music.
O nome do evento, ‘Dekebra’ remete a quebrada da periferia, ao gueto, o que faz uma ligação a própria historia do hip hop, que surgiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, os guetos, enfrentavam diversos problemas de ordem social como pobreza e violência. No Brasil data-se que a cultura hip hop tenha chegado em 1980. Em Cuiabá diferentes grupos atuam na promoção dessa manifestação cultural, incentivando e promovendo ações voltadas para os adolescentes e jovens de periferia.
A entrada para o Festival terá valores entre R$ 5 e R$ 10 reais. Para adquirir basta ir as lojas Chilli Beins, Gatos de rua, Paralelo tour e Atacadão dos bonés. O valor cobrado na entrada será revertido para a construção da sede do Ponto de Cultura Maloca - Arte Substitui o Crime, no bairro CPA IV em Cuiabá.
A realização do Novembro Negro é do Instituto Mandala, Coletivo de Hip Hop- Maloca, Terra do Sol Empreendimentos Culturais e Gaepac Pró-yby, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e da Universidade Federal de Mato Grosso.
Depois de participar da Virada Cultural, se apresentar em diversos festivais, ser finalista do Hutuz, maior festival de hip hop da América do Sul e de ganhar importantes prêmios como o Abril pro Rap, desta vez Linha Dura ganha a estrada. O rap mato-grossense se prepara para sua primeira turnê e Linha Dura é o encarregado de levar as rimas e batidas dos guetos cuiabanos para o Brasil. A turnê teve início por meio de um projeto de exportação da música mato-grossense, batizado de Música do Mato, que reúne 5 artistas da região: Ebinho Cardoso (jazz), Paulo Monarco (MPB), Macaco Bong (rock), Dj Farinha (e-music) e Linha Dura representando o hip hop.
Com duração de 20 dias a turnê terá um cronograma bastante intenso, pois o roteiro de apresentações inclui cidades como Brasilia-DF, Pirinópolis-GO, Inhumas-GO, Uberlândia-MG, Fortaleza-CE, Natal-RN, João Pessoa-PB, Recife-PE e Vitória da Conquista-BA. Aproveitando a estrada, Linha Dura ainda segue direto para Porto Velho-RO onde se apresenta na 10ª edição do Festival Casarão, um dos mais importantes festivais da região norte do país.
Misturando o rap com a sonoridade da cultura popular mato-grossense manifestada através do Cururu e Siriri, duas tradições seculares locais praticadas principalmente por afro-descendentes e ribeirinhos, Linha Dura desperta cada vez mais a atenção da mídia especializada e do público levando uma linguagem ao mesmo tempo contemporânea e popular.
Como todos já sabem, durante todo mês de abril ta rolando a Agenda única do Hip Hop, e o Break foi o elemento da semana que rolou com muito Funk e Break Beat. Bairro Pedregal rolou workshop e no CPA I show com Street Breakers Crew de São Paulo.
A oficina, que foi a atração da Tarde Cultural, no Pedregal, atraiu a atenção de várias crews de Cuiabá, que puderam se aperfeiçoar, já que Street Breakers, é uma das crews mais conceituadas do pais (senão a mais). Passo de dança, não foi a única coisa que eles ensinaram, falaram um pouco da história do break, criadores dos passos, as influências latinas, da capoeira, do Kung Fù e do modismo na cena.
DeRolê, no domingo rolou com a já conhecida participação dos skatistas do bairro, jogo de basquete no lado e as apresentações de Break. D’Soul, foi à primeira crew a se apresentar com seu estilo street de dançar. A crew de sampa, a qual b.girls e b.boys já aguardavam desde o sábado quando participaram da oficina, se apresentou em seguida.
Agenda Única do Hip Hop que entre outros objetivos, intenta movimentar a cena hip hop em Cuiabá, esta só na metade, mas já se pode fazer uma pequena avaliação. No DeRolê, a falta de iluminação tanto no palco quanto no local atrasou a apresentação dos convidados, que começaria às 17 horas. Isso desqualifica a cena e decepciona quem foi lá para curtir.
Sentimos falta da participação mais efetiva da comunidade na Tarde Cultural, o que demonstra o quanto à organização hip hop local precisa se integrar mais a ela. Na verdade, o hip hop em Cuiabá, precisa se articular ainda mais para que as favelas como o Pedregal possam usufruir da cultura urbana.
O primeiro passo, que é o dialogo já foi dado, mas muito ainda há o que se movimentar e com responsabilidade, afinal a verba da Agenda Única é publica. (Essas são apenas observações de alguém que acredita no hip hop como opção para uma vida melhor!).
Domingo, no DeRolê espacial Break, a equipe de reportagem da Favela Comunicação, conversou com as meninas do grupo D’Soul, que é uma crew de dança de Rua de Cuiabá que se apresentou em umas das ações que comemoram aniversário de Cuiabá.
A crew é formada por Ingridi Beatriz, Laura Rossi, Stefani Cássia e Marcelene Maria. Elas têm entre 15 e 32 anos e estudam dança desde crianças. D’ Soul é um grupo profissional e venceu a etapa regional do Festival de Dança de Rua Passo de Arte, que busca novos talentos de dança pelo pais.
Com viagem marcada para o segundo semestre, elas correm atrás de patrocínio, pois o festival acontece em Indaiatuba SP, e elas não dispõem (ainda) de recursos suficientes.
Balé, dança contemporânea, teatro são as influências do grupo, que busca se profissionalizar cada vez mais, participando de work shops, seminários e concursos. A profissionalização da crew segundo Marcelene Maria, uma das integrantes, é uma forma de ser auto gestionárias.
Ingrid Beatriz, que tem 19 anos, explica que a crew aqui em Cuiabá è formada por 4 pessoas, porém, outros dançarinos de Mato Grosso do Sul, Rondonópolis, São Paulo, e outros lugares do pais integram a equipe.
È bacana saber que os grupos estão se profissionalizando, e assim contribuindo na estruturação da cena hip hop em Cuiabá.
Curiosidades - A dança de rua teve suas primeiras manifestações nos Estados Unidos, na conhecida crise de 1929, onde dançarinos dos cabarés ficaram desempregados e foram fazer shows na rua. Dança de rua, que somada a cultura hip hop, originou o Break que por sua vez traz consigo pegadas de dança mais pesadas, oriundas da musicalidade dos Mc’s, enquanto que a dança de rua, utiliza-se de linguagens corporais do Jazz.
Em Mato Grosso aconteceu o Festival Consciência Hip Hop chega em sua quarta edição e consolida-se como um dos grandes festivais do segmento. De forma substancial, vêm contribuindo no fomento da Cultura Hip Hop da Região Centro oeste, e, por conseguinte, em todas as outras regiões do país. Consolidação da cena Hip Hop e estímulo da cadeia produtiva tem sido os grandes objetivos. Veja o que o produtor cultural Pablo Capilé e os secretários de Estado e Município, respectivamente, disseram sobre o Festival Consciência Hip Hop
Pablo Capilé – Instituto Cultural Espaço Cubo (MT) e Circuito Fora do Eixo
O Festival é o topo da cadeia produtiva do Hip Hop em nosso Estado, e conseqüentemente auxilia na circulação, distribuição e consumo de artistas e agentes culturais envolvidos com essa linguagem. Rappers, Grafiteiros, bboys, djs entre outros tem no Consciência Hip Hop uma grande vitrine para apresentação de seus trabalhos.
Sem falar na geração de emprego e renda, da mídia espontânea gerada, da conexão com outros segmentos, da difusão da cena local pra todo país etc etc etc. A Cufa é hoje a entidade que mais se vasculariza em todo Estado, mostrando musculatura e caminhando a passos largos para sua total sustentabilidade, e tudo isso, é de certa forma, reflexo desse grandioso Festival.
Paulo Pitaluga – Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso
A Cultura Hip Hop mobiliza a juventude das "favelas e do asfalto", conscientiza e propõe intervenções sociais através da cultura e da arte.
É um movimento que ouve, propõe e possui como elementos de ação as artes plásticas -Graffiti, Dança – Break, Musica – Rap e o Dj além de outras expressões. Propõe mobilizar outras bandeiras sociais dialogando para a construção da identidade de jovens que muitas vezes são "invisíveis" às próprias políticas públicas.
O Governo do Estado de Mato Grosso através da Secretaria de Estado de Cultura é parceira da CUFA e acredita que o Festival Consciência Hip Hop é uma grande vitrine para melhor divulgar a Cultura Mato-grossense.
Mario Olímpio – Secretário Municipal de Cultura de Mato Grosso. Na foto com o ex Ministro Gilberto Gil
O Festival Consciência Hip Hop começa a se firmar na cena cultural Mato-grossense com um DNA radical e honesto. As pessoas que vivem e transformam a realidade com a força e a determinação que só os visionários têm. Equilíbrio social, respeito, interação podem ser alcançadas, por meio de um fazer artístico, que estimula a criatividade, que abre a cabeça. De repente, a Favela vira o centro da coisa toda, e a cidade descobre suas diferenças e desafios. Viva a Consciência, Viva o Hip Hop.
Secretário Paulo Pitaluga, Pablo Capilé e Linha Dura em reunião na sede do Espaço Cubo
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Evolutíon Batlle 2 vs 2, 1ª batalha de dupla do bairro Boa Esperança, que vai rola esse mês de Abril com força total. Os melhores b.boys de Mato Grosso se enfrentam na arena da Escola Jesus Crianças, nesse dia 20, inicio as 12:00 da tarde. A competição promovida pela Crew Gravidade 0°, nessa ação vem com a proposta de fortalecer a dança break, o hip-hop cuiabano, despertar novos talentos além da troca de experiências com grupos de outras cidades e da própria Cuiabá.
Premiação, do 1° ao 5° colocado com troféus e medalha, sendo que o primeiro lugar levará também a quantia de 300,00 reais. Tem mais, para animar festa, DJ KBÇA de Rondonópolis, mostra várias performances levantando o astral do evento, além da apresentações dos grupos de rap, Demonstrô, Cezão e Reirapper. Entrada franca para o público e terá alojamento para participantes de outras localidades.
Maiores informações no fone: 65-8127-1296 com Paulo ou 65-8441-0687 com Michel, todos estão convidados.