Sexta-feira, Dia da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta-feira (20), feriado municipal, terá apresentações culturais, debates, exposições, rodas de conversa e palestras para estimular a reflexão sobre a situação do negro na sociedade brasileira.
As atividades começam às 8 horas com missa Afro na Igreja de São Benedito; às 9 horas, sessão solene na Câmara de Vereadores em homenagem à raça negra; e às 10 horas, no Sesc, apresentação de grupos e canto com repertório étnico (Coral Afro Tulany, Sanguluka, Capoeira na Periferia, com grupo de flauta doce).
A programação prossegue à tarde. Às 13h30, no Engenho Central, mostra artístico cultural (cururu, hip hop, dança de rua, dança afro, percussão, capoeira, batuque de umbigada, samba lenço, roda de samba com participações especiais). O encerramento acontece às 21 horas, no Largo dos Pescadores, com a Noite da Seresta - com a temática Dia da Consciência Negra.
No dia 21, a partir das 14 horas, no Sesc, será abordado o tema "Território: Cidadania e Cultura", com participação especial de Toniquinho Batuqueiro. Dia 22, às 14 horas, no Sesc, em pauta "São Paulo em Retalhos", com Junior do Peruche e participação especial de Mauricinho da Mazei.
Também no dia 22, às 17 horas, na Estação da Paulista, "Folclore Hoje". Dia 29, às 16 horas, no Largo dos Pescadores, acontece o aniversário do Porto Maracatu.
A programação é organizada pelo Centro de Documentação, Cultura e Política Negra e tem o apoio da Secretaria de Ação Cultural, Câmara de Vereadores, Assessoria de Gêneros e Etnias, SESC e Pastoral Afro.
Jurandir Silvestre, presidente do Centro, conta que durante o mês de novembro acontecerão atividades voltadas à população em geral.
"Queremos integrar a comunidade, conscientizá-la e sensibilizá-la para o assunto. Unir forças para um mundo mais justo e humano".
Rosângela Camolese, secretária da Ação Cultural, disse que as comemorações visam a unir os esforços daqueles que desenvolvem atividades em prol da comunidade negra.
"Fortalecem as ações de quem luta o ano todo pela consciência negra, assim como as atividades em prol das mulheres e dos idosos".
HISTÓRIA. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Durante cem anos (1595-1695), o Quilombo dos Palmares constituiu um foco de resistência aos ataques da Coroa. Em função da sua importância, tem sido um marco nas relações sociais e culturais que contribui no fortalecimento de ações para a cidadania.
Os quilombos representavam um momento único da história do país, pois neste espaço se concretizava o ideal da convivência harmônica entre os diferentes povos e culturas. Deste modo, negros, brancos e indígenas desfrutavam de uma igualdade de direitos e deveres em um espaço comum.




