Cristo Redentor esteve coberto de graffiti
A estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, amanheceu ontem coberta de graffiti. As inscrições cobriam a cabeça, os braços e o peito da estátua de 40 metros de altura, um acto que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já considerou de “crime de lesa-pátria”.
Na estátua podiam ler-se frases como “onde está a engenheira Patrícia?” e “quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”. A estátua já está totalmente limpa, segundo informou a Comlurb, que prestou consultoria à empresa contratada pela Arquidiocese para fazer a limpeza.
"É crime de lesa-pátria. Trata-se de um ícone não só do Rio, mas do Brasil todo. São delinquentes, marginais, que serão presos assim que identificados", afirmou o prefeito Eduardo Paes. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, “é impossível identificar o conteúdo dos graffiti”.
O principal cartão postal do Brasil está fechado a visitas há uma semana devido às reparações que têm vindo a ser feitas desde o início de Março. Ainda não há previsão para reabrir os acessos à estátua, nem o Parque Nacional da Tijuca, interrompidos depois dos deslizamentos de terra devido às cheias.
A frase “onde está a engenheira Patrícia” tem a ver com o movimento“Cadê Patrícia”, uma engenheira de produção de uma multinacional, Patrícia Franco, que está desaparecida desde 2008. A família já condenou o graffiti e no blogue afirma reprovar qualquer tipo de acto de vandalismo. “As nossas manifestações são em busca de Justiça, mas sempre dentro da lei. E não temos relação com o ocorrido.”




